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Python: 10 motivos para aprender a linguagem em 2019

O Python é uma linguagem de programação de alto nível e muito versátil. Ela suporta tanto a programação orientada a objetos quanto a programação estruturada. Com Python, você pode acessar bibliotecas nativas que oferecem funcionalidades para desenvolvimento de projetos e implementação de aplicações complexas. A tecnologia está presente nos códigos do Instagram, Netflix, Spotify, Reddit, Facebook, Google e muitos outros.

Desenvolvida pelo matemático holandês Guido van Rossum, atualmente a linguagem faz parte de um modelo de desenvolvimento comunitário, gerenciado pela organização sem fins lucrativos Python Software Foundation.

Lançada no começo dos anos 1990, a linguagem tem ganhado crescente notoriedade nos últimos anos, tornando-se uma das mais populares entre programadores, principalmente pela sua funcionalidade com dados, big data e inteligência artificial.

Pensando em todo o seu potencial para a sua carreira, na lista abaixo, a redação do IT Trends separou 10 motivos para aprender Python em 2019.

1. Python é muito popular

IEEE Spectrum 2018, ranking anual das principais linguagens de programação, definiu o Python como uma das linguagens mais usadas entre programadores e projetos.

2. Conhecimentos em Python são exigidos por muitas vagas

Embora Python seja uma linguagem extremamente popular, ainda faltam desenvolvedores com conhecimento da tecnologia no mercado de trabalho. Saber Python pode não só contar como critério de desempate, como também é um conhecimento muito valorizado por empresas, principalmente para posições de desenvolvedor full-stack.

3. Python tem muitas bibliotecas e estruturas

Há mais de 125.000 bibliotecas Python de terceiros que tornam a linguagem extremamente popular em diversos campos do desenvolvimento web, configuração de nuvem, análise de dados, machine learning e inteligência artificial. Sua versatilidade reforça a sua quase onipresença atual.

4. Python e a ciência de dados

Dentro do universo da ciência de dados, Python é a linguagem mais popular entre os cientistas, analistas e pesquisadores. Um dos principais motivos é que ela fornece muitas bibliotecas e estruturas para a análise de dados, como PyBrain, NumPy, SymPy, PyMySQL, Pandas e outros. Todas essas bibliotecas são dedicadas para o desenvolvimento de algoritmos, coleta e análise de dados.

5. Inteligência artificial e machine learning

Além de muito usada na ciência de dados, há também muitas bibliotecas eficientes na programação de inteligência artificial e machine learning. Theano, Scikit-learn, Tensorflow estão entre os módulos mais usados para algoritmos de machine learning. Já o Keras, é uma biblioteca de rede neural open source dedicada para aplicações de inteligência artificial.

6. Python é usado no desenvolvimento da Web

Mesmo com características muito técnicas, Python é bastante útil e popular entre desenvolvedores web, pois também possui bibliotecas e estruturas específicas para o desenvolvimento de páginas web, como Django, web2py, Flask, bottle.py, CherryPy, Pyramid e outros. As aplicações Mozilla, Reddit, Spotify, Yelp foram desenvolvidas com ajuda de bibliotecas em Python.

7. Python é universal

Sistemas como Windows, MacOs, distribuições Linux (incluindo Raspberry PI), Solaris, Unix e até FreeBSD conseguem operar programas em Python, se um sistema não roda Python de forma nativa é possível instalar a tecnologia. Veja as opções de sistemas alternativos que suportam a tecnologia aqui.

8. Uma grande comunidade

Há muito conteúdo sobre a linguagem criado por usuários como, documentação, Python Wiki, Fóruns, cursos gratuitos e tutoriais, sendo assim, é possível encontrar praticamente qualquer resposta para suas dúvidas relacionadas à tecnologia em canais oficiais da linguagem.

9. Python é usado para criar interfaces gráficas de usuário (GUI)

Python também é muito utilizado para criar interfaces gráficas de usuário (GUI). Tkinter é a interface de usuário (GUI) padrão da tecnologia, que foi usada na criação da GUI nativa do MaC OS X, distribuições Linux e Windows.

10. Python é usado para “Scripting and Automation”

Além de uma poderosa linguagem de programação, capaz de fazer uma variedade de programas complexos, Python também pode ser usado como uma linguagem de scripts. Um script feito em Python pode automatizar diferentes tarefas que reduzem o tempo de processos, economizando energia e em alguns casos até dinheiro.

Onde aprender Python?

Agora você já sabe os motivos para aprender Python. Mas por onde começar a aprender a linguagem? Reunimos em outra matéria, algumas opções para uma imersão inicial e, o melhor, você não precisa sair de casa para aprender. Acesse a lista aqui.

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Big Data Ceará

Ministério da Justiça entrega plataforma de Big Data e Inteligência Artificial desenvolvida pela UFC

O Ministério da Justiça e Segurança Pública entregou, nesta terça-feira (20), durante o Seminário de Boas Práticas em Tecnologia da Informação Voltadas à Segurança Pública, as primeiras ferramentas do Projeto de Big Data e Inteligência Artificial aos cinco estados que participarão do “Em Frente Brasil”, projeto-piloto de enfrentamento à criminalidade violenta. O projeto será lançado pelo governo federal nos próximos dias.

Além do Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraná e Pernambuco, Ceará também receberá a ferramenta, já que ela foi desenvolvida, a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, pela Universidade Federal do Ceará (UFC) com base em uma prática de sucesso adotada pelo Estado.

A ferramenta promove a integração de dados em larga escala para auxiliar na elaboração de políticas públicas contra a criminalidade, as organizações criminosas e a corrupção.

Na prática, agentes de segurança poderão acompanhar as ocorrências de todo o país, buscar informações e ficha criminal de suspeitos, monitorar veículos roubados, atuar no combate ao tráfico nas regiões de fronteiras, além de agir de prontidão na prevenção de assaltos e homicídios.

Até o final do ano, o projeto chega a outros oito estados: Acre, Alagoas, Amapá, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Tocantins.

Imagem: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Boas práticas

O Big Data e Inteligência artificial, foi inspirado nas boas práticas adotadas na cidade de Fortaleza. A aplicabilidade da tecnologia do Big Data no estado cearense e o investimento no combate ao crime colaborou para a redução no número de roubos e furtos de veículos e no aumento nos índices de recuperação de carros e motocicletas. Há, ainda, registros na redução dos índices criminais.

Atualmente, Fortaleza segue no 14º mês de redução nos crimes violentos letais e intencionais (CVLI) – com 866 vidas salvas em 2019. Além dos crimes contra a vida, o estado tem obtido, nos últimos 23 meses, queda nos índices de crimes violentos contra o patrimônio (CVP).

A entrega também foi noticiada no programa A voz do Brasil, confira:

https://rapaduratech.com.br/wp-content/uploads/2019/08/insight-voz-brasil.mp3?_=1

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Big Data

Representantes da SNDCA visitam a SSPDS para conhecer o Big Data da segurança pública

Dois representantes da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) visitaram, na tarde dessa terça-feira (23), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE), para aprofundar o conhecimento acerca das ferramentas tecnológicas desenvolvidas no Ceará, entre elas o Big Data “Odin”. O secretário da SSPDS, André Costa, e o superintendente de Pesquisa e Estratégias de Segurança Pública (Supesp), Aloísio Lira, participaram da reunião.

Pela pasta nacional, participaram o diretor de Promoção e Fortalecimento da SNDCA, Washington de Sá; e o diretor de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cleiton Dutra. A reunião aconteceu após ambos assistirem à apresentação feita pelo secretário André Costa, durante o II Simpósio Internacional de Segurança: as inovações tecnológicas no combate à criminalidade, ocorrido em Brasília-DF, em março deste ano. Durante o evento, André Costa apresentou uma palestra com o tema “Uso da tecnologia e estratégia no combate aos atentados no Ceará: ameaças assimétricas”, sobre soluções tecnológicas desenvolvidas pela SSPDS e o uso delas como estratégia no combate ao crime no Estado. Entre os assuntos abordados por Costa, estava o desenvolvimento do Big Data “Odin”, que ocorre em uma parceria entre SSPDS, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Universidade Federal do Ceará (UFC).

A ferramenta tecnológica é alimentada por cerca de 50 sistemas dos órgãos de segurança pública do Estado e de instituições parceiras, que foram remodelados para fornecer as informações, em tempo real, e facilitar o processo de investigação, inteligência e tomada de decisão. O sistema é capaz de analisar cerca de 3.000 tipos de dados diferentes, que ficarão à disposição dos gestores através de um painel analítico, que tem o nome de Cerebrum.

“Nós vimos que é uma solução que a Secretaria da Segurança do Ceará tem trabalhado e impactado na redução da criminalidade e da mortalidade no Estado. Dessa maneira, observamos que essa é uma solução desejada também para outras áreas, especialmente do Governo Federal, para sermos mais eficientes na elaboração de políticas públicas. Isso ocorre pelo mapeamento mais verídico dos dados, que pode nos instrumentar daquilo que é necessário, como política eficiente. Então viemos aqui para ouvir um pouco sobre as possibilidades de integrarmos esse projeto”, destacou Washington de Sá. O diretor da SNDCA falou ainda que no caso da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Big Data contribuiria com a análise inteligente dos dados acerca de crianças e adolescentes desaparecidos, migrantes e refugiados, como também sobre a evasão escolar e outras questões.

Para o superintendente da Supesp, Aloísio Lira, a troca de experiência entre as instituições contribui para o aperfeiçoamento dos dados e para fomentar políticas públicas voltadas para a juventude. “Recentemente, nós mapeamos as áreas críticas de interesse da segurança pública e, especificamente nessas áreas, nós precisamos de uma série de projetos de temas transversais envolvendo diversas outras secretarias ou instituições que trabalham na parte de prevenção social, ligados à educação, saúde e direitos fundamentais. Toda essa ambiência precisa ser trabalhada em cima dessas áreas críticas. Não só a parte de policiamento protetivo, que é o que fazemos com a Polícia Militar nem só com repressão qualificada como acontece na Polícia Civil. Então, todo esse tema transversal é importante na prevenção da violência para ajudar a segurança pública a vencer esse desafio, que é reduzir esses índices de mortalidade, especialmente entre jovens, que é a classe mais afetada por essa letalidade violenta”, finalizou.

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Ceará Segurança Segurança Pública

SSPDS apresenta soluções tecnológicas voltadas para a segurança pública na Feira do Conhecimento

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, apresentou, nesta quarta-feira (21), soluções tecnológicas desenvolvidas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) e que são utilizadas largamente pelos profissionais que compõem o sistema de segurança do Estado. Com o tema “Tecnologia e segurança pública: o modelo do Ceará”, o titular da segurança demonstrou como os investimentos no combate à mobilidade do crime colaborou para a redução no número de roubos e furtos de veículos no Ceará, bem como no aumento nos índices de recuperação de carros e motocicletas no Estado.

“Viemos apresentar a metodologia que temos utilizado no Ceará para desenvolver esse trabalho de tecnologia voltado para a segurança pública, mostrando a importância do uso das tecnologias em benefício da população cearense. São projetos que o Ministério da Segurança Pública quer levar para o restante do País. Hoje bilhões de dados são gerados diariamente e, muitas vezes, eles não estão estruturados, e acabam não se tornando acessíveis para uso da Polícia. Destaco também a relevância desse evento para mostrarmos novas ferramentas em desenvolvimento na Secretaria, como o reconhecimento facial e o uso de aplicativo para smartphone que identifica uma pessoa através da leitura digital”, adianta o secretário antes da sua apresentação.

Uso prático da tecnologia na área de segurança

A estratégia de combate à mobilidade do crime alia o uso do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) – inteligência artificial que identifica, de forma automatizada, a presença de veículos roubados, furtados ou clonados; o acompanhamento em tempo real das imagens do videomonitoramento, por meio da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops); e as ações ostensivas na rua com o aumento do efetivo do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) e da Força Tática (FT), ambos da Polícia Militar do Ceará (PMCE), e também das Unidades Integradas de Segurança (Unisegs).

O uso da tecnologia e a aplicação de novas estratégias contra o crime transforaram o Ceará em exemplo para o restante do Brasil na utilização de soluções tecnológicas aplicadas à área da segurança pública. Fator que influenciou ainda na melhoria dos indicadores criminais de 2018, em todo o Estado. Entre as ferramentas está o Spia e o sistema de videomonitoramento, que está em fase de expansão na Capital e está em pleno funcionamento em 42 cidades da Região Metropolitana de Fortaleza e do Interior.

O secretário André Costa também apresentou o Projeto Segurança Pública Integrada (SPI), desenvolvido pela SSPDS, junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e à Universidade Federal do Ceará (UFC), que visa possibilitar o mapeamento de condutas delitivas em infinitos cenários, facilitando a gestão eficiente dos recursos de policiamento, investigação e inteligência. Em junho deste ano, o SPI foi apresentado para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em encontro realizado no Rio de Janeiro-RJ.

“Hoje, o Ceará vai na contramão do restante do País, pois é um Estado que, cada vez mais, tem dado importância e investido em ciência e tecnologia em benefício de áreas como saúde, educação e segurança pública. Um evento como esse, que reúne jovens de todas as idades, abre espaço para que o ele, que já nasceu na era digital, possa pensar em novas soluções tecnológicas em prol das diversas áreas que o Estado trabalha”, finaliza o secretário André Costa.

 

Ciência, Tecnologia, Inovação e Negócios

A 2ª edição da Feira do Conhecimento reúne em diversos espaços robótica, jogos digitais, batalha de drones, casa inteligente, inovações científicas, mostra de tecnologias assistivas, sessões no Planetário Móvel, rodadas de negócios. O evento acontece entre os dias 21 e 24 de novembro, das 10h às 21h, no Centro de Eventos do Ceará, nomes da academia, empresas, governo e comunidade mostrando o conhecimento produzido no Estado, apresentando o Ceará como indutor e catalisador da transferência de ciência e tecnologia.

São mais de 90 expositores das áreas de startups e empreendedorismo, inclusão digital, ensino superior e profissional, educação a distância, empresas de tecnologia da informação, energia, águas e clima, popularização da ciência, cultura e governo. A feira é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece) e do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), e terá como tema: “A Ciência para a Redução das Desigualdades”. Toda a programação é totalmente gratuita.

A programação conta com palestras, oficinas, maratonas e atividades diversas como robótica, jogos analógicos e digitais, física, química, biologia, matemática, fotografia, dentre outros. A expectativa é reunir cerca de 10 mil pessoas, entre jovens empreendedores, empresários, estudantes, professores e pesquisadores, profissionais da área de tecnologia, gestores e comunidade em geral.

Destaques da programação

Além do secretário André Costa, também participam da Feira do Conhecimento, o titular da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) – órgão vinculado à SSPDS – Régis Façanha Dantas; e o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante do grupo que desenvolveu o projeto SPI, José Antônio Fernandes de Macêdo. Régis fará uma apresentação com o tema “Tecnologias Informacionais a serviço da segurança pública: o papel da Superintendência de Estratégia e Pesquisa em Segurança Pública do Estado do Ceará”. Já o professor Macêdo leva aos participantes da feira a discussão de “Novas tecnologias de informação e segurança pública: como elas podem contribuir para a segurança da sociedade”, em conjunto com o professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Vasco Furtado

Serviço:

Feira do Conhecimento 2018 | Salão do Inventor Cearense
Data: 21 a 24 de novembro
Horário: 9 horas às 20 horas
Local: Centro de Eventos do Ceará – Pavilhão Leste
Programação completa e inscrições: www.feiradoconhecimento.com.br
Entrada franca

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Inteligência Artificial

Como a inteligência artificial vai auxiliar no combate ao crime no Ceará

Em fevereiro deste ano, duas secretarias do governo do Ceará anunciaram convênio para o compartilhamento de dados. A informação, surpreendente por revelar que pastas importantes para o desenvolvimento do Estado ainda não trocavam informações estratégicas, afirmava a finalidade da parceria: traçar planos conjuntos para o combate à sonegação fiscal. No lugar de investigações isoladas e ações difusas, as secretarias da Fazenda (Sefaz) e da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), auxiliadas pela inteligência artificial (IA), enfrentarão, juntas, criminosos especializados em evasão fiscal.

No dia em que o secretário André Costa, responsável pela SSPDS, assinou o convênio, a secretária Fernanda Pacobahyba apresentou ao companheiro de administração as instalações do Centro Integrado de Informações e Operações Fiscais (Ciof). Uma central inteligente de vídeomonitoramento que esquadrinhará a circulação de mercadorias nos 19 postos fiscais da Sefaz no Ceará.

”A troca de informações possibilitará uma ação coordenada para combater a sonegação e o crime organizado, irmãos gêmeos em uma sociedade complexa. Ainda mais quando se fala em uma construção compartilhada de sistemas de controle e acompanhamento”, definiu Fernanda Pacobahyba durante o ato de assinatura da parceria.

Há duas semanas, em entrevista ao O POVO, na divulgação dos resultados da Operação Aluminium, Fernanda Pacobahyba disse mais. Uma de suas metas, à frente da Sefaz, será refinar o que é produzido por um ecossistema tecnológico herdado de gestões anteriores. “Eu estou aqui para reconstruir a Sefaz. Temos um volume extraordinário de dados, mas o desafio é gerar informações qualificadas para nos anteciparmos ao crime ou interrompê-lo”, projetou a secretária.

Sefaz e SSPDS estariam fazendo a transição para os primeiros passos rumo ao uso mais consistente de inteligência artificial na lida com tributo e com segurança pública. Seriam as secretarias que mais mostraram interesse pelo desenvolvimento de IA para produzir resultados no dia a dia da máquina pública. É assim que enxerga Tarcísio Pequeno, presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).

Ele diz que foi o próprio secretário André Costa que despertou para a necessidade de estratégias traçadas a partir da leitura de informações produzidas em quantidade, por exemplo, por uma Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e o Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia).

“Tecnologia pesada na SSPDS não é novo. Novo é um secretário ter a visão de ciência para combater o crime, de querer usar inteligência artificial para orientar estratégias. O outro secretário pedia mais homens, mais viaturas, mais armas, mais coletes. Costuma ser a mentalidade. A gente tinha tentado com outros secretários. Quem foi lá com os projetos e o custo, atrás do governador, foi o próprio André Costa”, reconhece Tarcísio Pequeno.

Em seu segundo mandato como governador do Ceará, o discurso de Camilo Santana (PT) em relação aos investimentos em pessoal, em logística e tecnologia na SSPDS nunca bateu com os resultados. Uma ladainha herdada do antecessor, Cid Gomes (PDT). Milhões empregados, principalmente em tecnologia da informação (TI), mas com os índices da violência urbana sempre crescentes.

A urgência de respostas mais eficientes para a segurança pública obrigou Camilo Santana a disponibilizar R$ 7,5 milhões. Recurso alocado na Funcap para o desenvolvimento de pesquisa científica na segurança pública em dois anos, de 2018 a 2019. “Foi uma combinação da necessidade flagrante do problema crucial para o Estado com a compreensão do secretário. Atualmente, é o maior projeto acompanhando pela Funcap”, explica Tarcísio Pequeno.

Pelo menos 50 cientistas da Universidade Federal do Ceará e mais servidores da SSPDS e da Polícia Rodoviária Federal estão trabalhando em soluções de inteligência artificial para a segurança pública. Segundo Tarcísio Pequeno, são estudos, por exemplo, para reconhecimento mais eficaz de imagens – tanto de veículos como de pessoas. Ou sistematização de padrões que permitam buscas mais rápidas e abordagens mais assertivas de criminosos e suspeitos.

O presidente da Funcap prevê que, num futuro próximo e com a integração de tecnologias e dados de vários órgãos, o Estado terá o Big Data Ceará. Um arquivo gigantesco de dados conectados. “Vai-se poder estabelecer uma gama de conexões que o ser humano não enxerga e a máquina não deixa passar. Começaremos a identificar, por exemplo, alguns “clusters” (grupos) e as correlações deles com pessoas e padrões”, projeta Tarcísio Pequeno.

A SSPDS, por uma necessidade gritante, partiu na frente juntamente com a Sefaz em relação a outras áreas do governo cearense. Na Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) em parceria com o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará, de acordo com Tarcísio Pequeno, está sendo gestado o Big Data Ceará. Uma nuvem onde estarão hospedados dados produzidos por todos os órgãos da administração pública estadual. “Ferramenta que possibilitará o cruzamento de informações estratégicas para qualquer governo”, prospecta.

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Segurança Pública

SSPDS e SAP se reúnem com representantes de empresa chinesa para fortalecer a criação de soluções na segurança pública

Com o objetivo de desenvolver novas soluções tecnológicas para o Estado do Ceará, os secretários da Secretarias da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e da Administração Penitenciária do Estado do Ceará (SAP) se reuniram, na manhã desta terça-feira (9), com representantes da empresa chinesa, Dahua Technology, em Fortaleza, na sede da SSPDS. A iniciativa ocorreu após pouco mais de um mês, que o governador Camilo Santana visitou a sede da companhia, em Hangzhou, na China. A empresa é a segunda maior do mundo no fornecimento de produtos e serviços de vigilância por vídeo e atua em cerca de duzentos países.

Estiveram presentes no encontro o secretário executivo da SSPDS, Paulo Sérgio Braga; os secretários titular e executivo da SAP, Mauro Albuquerque e Maiquel Mendes, respectivamente; o secretário de Relações Internacionais do Governo do Estado, César Ribeiro; e o superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), Aloísio Lira. A reunião aconteceu com os representantes da Dahua Technology, Yi Min e Neil Ny.

“A Dahua veio nos apresentar alguns projetos, principalmente na área de videomonitoramento, e pedir para alinharmos uma reunião técnica. Inclusive, surgindo uma oferta de viagem aos técnicos das duas secretarias cearense, a São Paulo, para ver o que a empresa dispõe de tecnologia e o que poderíamos utilizar no âmbito da segurança pública aqui no Estado”, destacou o secretário executivo da SSPDS, Paulo Sérgio Braga.

Atualmente, o Ceará é exemplo para os demais estados brasileiros quando se trata do uso inteligente da tecnologia aplicada à segurança pública. O exemplo disso é o funcionamento da inteligência artificial do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia), do Big Data “Odin” da Segurança Pública e de outras ferramentas que estão em desenvolvimento por meio de parcerias, como a existente entre a SSPDS e Universidade Federal do Ceará (UFC).

“Nós viemos ao Ceará porque queremos ser um parceiro estratégico para o Estado. A ideia é falarmos de soluções e discutirmos a possibilidade de entregá-las ao Governo do Estado. Isso obviamente é uma primeira conversa de forma mais preliminar. Na sequência, conversaremos com uma base mais técnica de ambos os lados para que se exponham as tecnologias que a Dahua possui e buscarmos adaptá-las à realidade do Estado, por meio de uma customização”, pontuou Neil Ny.

Visita à sede da Dahua Technology

No dia 25 de abril, o governador Camilo Santana e o secretário de Relações Internacionais do Governo do Estado, César Ribeiro, se reuniram com o CEO da Dahua Technology, na cidade de Hangzhou, na China. Na ocasião, o chefe do Executivo cearense conheceu a expertise da empresa. Foram apresentados projetos desenvolvidos pela companhia no uso de inteligência artificial na prevenção de crimes e investigação de delitos, além do serviço de monitoramento de presos que respondem pena em liberdade.

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Segurança Pública

Ceará usa Big Data e inteligência artificial na abordagem policial

Em parceria com o Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), o governo cearense está usando inteligência artificial e uma plataforma big data nas abordagens policiais.

Segundo reportagem deste domingo (4) do Diário do Nordeste, a parceria entre a universidade pública e o governo do Ceará resultou em 9 projetos. Um deles, é a plataforma Big Data para integração de mais de 60 fontes de dados relacionados à Segurança Pública.

Além do Big Data, a lista de ferramentas inclui um motor de buscas, denominado Cerebrum, que permite através do uso de linguagem natural a busca de informações de forma integrada, um aplicativo móvel para facilitar o trabalho do policial, um sistema para inteligência da Polícia, um sistema automatizado de busca de impressão digital, um detector de marca e modelo de veículos a partir de imagens coletadas de sensores de passagem de veículos, um sistema de redes deletivas para suportar a análise de relacionamentos entre entidades relacionadas com crimes, um analisador de crimes, denominado CrimeWatcher, através do uso de ferramentas estatísticas e mapas de calor, e um extrator de dados dos textos dos boletins de ocorrência utilizando técnicas de inteligência artificial.

Veja também: Rotary responde a artigo do Blog do Rovai
“Trabalhamos na perspectiva de multifatores. Temos um tratamento, além do sistema, quase manual dos mais sensíveis. Tudo isso dentro de um trabalho de segurança da informação. Passamos por seis ou sete vetores de tratamento para o aspecto do trabalho da inteligência. Temos um trabalho muito forte de auditoria dos dados que é fundamental para termos uma base bem construída”, afirma Aloísio Lira, superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).

Reflexos

O uso da tecnologia reflete nos números. No primeiro quadrimestre de 2019, foram 1.726 roubos de carro no Estado, o número mais baixo registrado desde 2011, quando aconteceram, em igual período, 1.274 roubos.

Se comparado ao ano passado, quando foram registrados 3.414 crimes, os quatro primeiros meses de 2019 registraram uma queda de 49%, isto é, 1.274 veículos a menos roubados.

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Ceará Segurança Pública

Polícia (cada vez mais) científica faz Ceará economizar R$ 120 milhões

‘As grandes polícias do mundo têm cientistas de dados em suas equipes. Queremos criar essa carreira por aqui’

Tempos antes de o programa Cientista Chefe ganhar esse nome, a ideia embrionária já era testada na mais estratégica das secretarias do governo cearense, a da Segurança Pública. Há três anos, em 2016, o estado viveu uma queda bruta na taxa de homicídios. No ano seguinte, porém, as mortes voltaram a disparar, crescendo 47% em relação ao ano anterior. A disputa entre facções criminosas e a violência nos presídios espraiaram-se em insegurança nas ruas da capital, Fortaleza – naquele ano, a cidade foi palco da mais sangrenta chacina da história do Ceará, que deixou 14 mortos, e em 2019 houve ataques a prédios públicos, pontes e torres de comunicação. Sob esse cenário nada alentador, a secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do estado passou a pensar em como usar tecnologia para fazer com que o crime deixasse de compensar.

Há dois anos, passou a atuar nesta questão uma equipe coordenada pelo professor José Macedo, do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará. Estreante na área de segurança pública, mas com larga experiência em Tecnologia da Informação dentro e fora da universidade, o pesquisador ganhou a missão de organizar essa barafunda de dados e apresentá-la aos gestores e policiais numa plataforma fácil e intuitiva. Com a ajuda de cem pesquisadores e o envolvimento de outras duas dezenas de colaboradores, nasceu então um sistema de big data chamado Odin, que armazena e cruza dados obtidos por mais de 50 sistemas dos órgãos de segurança e de entidades parceiras. Todas as informações podem ser vistas em tempo real dentro de um painel que simplifica os processos de investigação e de tomadas de decisão, o Cerebrum. “O sistema cruza mais de 3 mil informações”, diz Macedo, “mas foi desenvolvido para funcionar mesmo em celulares mais simples.”

Nessa esteira surgiu também um sistema que permite a checagem em tempo real de placas de veículos que passam pelos radares instalados. O Spia tem 3,3 mil câmeras integradas. As imagens são repassadas a um banco de dados que indica a possibilidade de crimes ao operador policial mais próximo.

Os dados ajudaram, por exemplo, a colocar bases de policiais a pé nas regiões onde ocorrem mais homicídios. Essas informações foram cruciais para diminuir o tempo de captura de um veículo. “Hoje conseguimos reagir em seis ou sete minutos”, diz o policial rodoviário Aloísio Lira, chefe da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp). A resposta ágil dificulta também que o veículo seja utilizado para cometer outros crimes, quebrando a cadeia de infrações. Com isso, o roubo de carros caiu 48% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

A secretaria estima que o projeto poupou aos seus cofres algo em torno de 120 milhões de reais. A meta agora é concluir até 2020 o processo de integração da plataforma. O acesso a esses dados, calcula Lira, terá um grande impacto nas iniciativas futuras de combate ao crime no estado. “As grandes polícias do mundo têm cientistas de dados em suas equipes. Queremos criar essa carreira por aqui.”

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Big Data Inteligência Artificial

Big Data e Inteligência Artificial em ação no combate ao crime

Um smartphone comum, com conexão à internet. Dentro dele, um aplicativo especial com várias opções de busca de dados: RGCNH, consulta do veículo (situação dele até pelo chassi), folha criminal. Qualquer policial com acesso a este equipamento poderá, durante abordagens, consultá-lo para saber a situação do cidadão e do veículo utilizado. Isso já existe e é um dos 9 produtos de tecnologia utilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS) no combate ao crime.

A ferramenta representa um avanço na luta contra a criminalidade e pode significar também que culpados serão mais facilmente detidos, e inocentes não pagarão um amargo preço. Mas, além da busca feita por meio do celular, acoplado a um equipamento de biometria comum, o agente da lei pode mais. Em até 2 segundos, ele pode achar documentos como RG e CNH e a foto do indivíduo abordado. O equipamento já está funcionando entre 10 e 15 viaturas do Estado, além da Delegacia da Criança e do Adolescente.

Com o smartphone e o leitor biométrico, o agente da lei saberá se o abordado é ou não menor de idade, por exemplo. E isso vem ajudando a reduzir um custo operacional para a Polícia. Anteriormente, em uma ação, a verificação se uma pessoa era ou não adolescente poderia levar até 5 horas. Agora, é feito em dois segundos. Esta verificação de dados precisa ter a partir de 70 scores, que é um padrão internacional, para ser considerado confiável. Qualquer pessoa que passar por essa abordagem terá suas informações inseridas no banco de dados do Governo do Ceará, o Odin.

Parceria

Em parceria com o Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), foram desenvolvidos 9 projetos. Segundo o professor do curso José Antônio Macêdo, são eles: a plataforma Big Data para integração de mais de 60 fontes de dados relacionados à Segurança Pública; o motor de buscas, denominado Cerebrum, o qual permite através do uso de linguagem natural a busca de informações de forma integrada; o aplicativo móvel para facilitar o trabalho do policial, o qual oferece serviços de busca a base civil, criminal e veicular; o sistema para inteligência da Polícia; o sistema automatizado de busca de impressão digital; o detector de marca e modelo de veículos a partir de imagens coletadas de sensores de passagem de veículos; o sistema de redes deletivas para suportar a análise de relacionamentos entre entidades relacionadas com crimes; o analisador de crimes, denominado CrimeWatcher, através do uso de ferramentas estatísticas e mapas de calor; e o extrator de dados dos textos dos boletins de ocorrência utilizando técnicas de inteligência artificial.

Monitoramento

Além de tudo isso, a Secretaria conta com o Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia), trazido da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Nele, junem-se o sistema de videomonitoramento da Polícia cearense, Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Departamento de Trânsito (Detran) e Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) para formar um cinturão com 3.304 câmeras espalhadas por todo o Estado. As imagens captadas são transformadas em mensagem de texto dando toda a situação do veículo fotografado/filmado para que os policiais possam agir da melhor maneira.

Assim, segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, há garantia de maior precisão nas abordagens. Afinal, o policial já irá na certeza de que há algo realmente errado no veículo. “É a primeira experiência exitosa de integração de dados no Brasil em tempo real. Todos os envolvidos usam as informações da melhor forma possível. A Polícia terá para o maior controle da mobilidade do crime. Para evitar que o delinquente possa usar um carro roubado em crimes. Estamos passos à frente na luta contra o crime”.

O secretário garante, quando o cidadão faz a denúncia de roubo do carro por telefone, em minutos, os dados do veículo entrarão no sistema, e o Spia passará a monitorar em busca dele. Isso se reflete na redução dos veículos roubados no Estado.

No primeiro quadrimestre de 2019, foram 1.726 crimes. Este foi o número mais baixo registrado desde 2011, quando aconteceram, em igual período, 1.274 delitos contra veículos automotores. Se comparado ao ano passado, quando foram registrados 3.414 crimes, os quatro primeiros meses de 2019 registraram uma queda de 49%, isto é, 1.274 veículos a menos roubados.

Segundo a Secretaria, a ideia é fazer mais ações acertadas com o auxílio da tecnologia – deixando claro que a palavra final será sempre do policial na ponta do processo. E para evitar que o agente tenha uma experiência negativa com a solução, a SSPDS trabalha em conjunto com a UFC para aprimorar as soluções antes de entregá-las para a tropa. A ideia é aparar as arestas, ajustar para que os sistemas estejam em um nível de precisão ainda maior.

Segurança dos dados

De acordo com Aloísio Lira, superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), que veio da PRF para ajudar em estratégias voltadas ao combate à mobilidade do crime, as tecnologias têm impactado diretamente na melhoria dos índices criminais no Ceará. Segundo ele, a segurança dos dados dos cidadãos na base gigante, que está aumentando ainda mais com as inovações tecnológicas, está garantida.

“Trabalhamos na perspectiva de multifatores. Temos um tratamento, além do sistema, quase manual dos mais sensíveis. Tudo isso dentro de um trabalho de segurança da informação. Passamos por seis ou sete vetores de tratamento para o aspecto do trabalho da inteligência. Temos um trabalho muito forte de auditoria dos dados que é fundamental para termos uma base bem construída”, afirmou Lira.

Conforme o superintendente, é usado um método empresarial no contato com os pesquisadores da UFC. “Aqui usamos uma metodologia scrum, que são pequenas etapas, e damos sprints (reuniões focadas), onde eu e o secretário avaliamos os resultados. Então, vai para outro sprint e analisamos para saber se está de acordo com a estratégia. Daí, retornamos para eles (UFC). É um desenvolvimento em conjunto das soluções. Cada uma é desenvolvida para resolver um problema específico. E o todo, só os agentes da inteligência conseguem ver. Tudo isso para ter a proteção dos dados. Aqui dentro, há poucos cientistas que fazem a fusão dos dados para melhorar os algoritmos de forma contínua para prover na ponta, a melhor tomada de decisão”, informa Lira.

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