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Direitos humanos Eventos

Insight Lab marca presença em evento regional promovido pelo TRT7, EJUD7, Amatra e MPT 7 sobre Direito do Trabalho

A pesquisadora do Insight Lab e coordenadora do coletivo Insight Aurora, Rebeca Quezado, prestigiou o “Seminário Regional Direito Material e Processual do Trabalho do Vale do Jaguaribe”, realizado em Limoeiro do Norte (CE).

O encontro reuniu representantes do Judiciário, Ministério Público do Trabalho, advocacia, academia e poder público para discutir temas relacionados ao Direito Material e Processual do Trabalho, além de promover a integração e o diálogo entre diferentes instituições da região.

Entre as autoridades presentes estiveram Francisco José Gomes da Silva, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE); Paulo Régis Machado Botelho, desembargador e diretor da Escola Judicial do TRT da 7ª Região; Pedro Luís Gonçalves Serafim da Silva, subprocurador-geral do Trabalho; Dilmara Amaral Silva, prefeita de Limoeiro do Norte; André Alisson Lima Freitas Chaves, presidente da Subseção Vale do Jaguaribe da OAB-CE; Daniela Pinheiro Gomes Pessoa, juíza do Trabalho titular da Vara do Trabalho de Limoeiro do Norte; Mauro Elvas Falcão Carneiro, presidente da Amatra VII; Jane Eire Calixto, presidente da Atrace; Deyvison Ribeiro da Silva, coordenador do curso de Direito da Faculdade Vidal de Limoeiro do Norte (FAVILI); Ana Valéria Targino de Vasconcelos, procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE); Christiane Vieira Nogueira, procuradora do trabalho do MPT-CE; e Georgia Maria da Silveira Aragão, procuradora do trabalho do MPT-CE.  

 

A presença de Rebeca Quezado no seminário representa também a participação do Insight Lab e do Insight Aurora em espaços de diálogo sobre direitos sociais. O coletivo Insight Aurora atua no fortalecimento das mulheres na ciência e na promoção de iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres.

 

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Eventos Prêmio

UFC, GREat e Insight Lab recebem prêmio do STM por projeto desenvolvido com o FNDE

Projeto “Big Data e IA para Governança dos Programas de Educação Básica do FNDE” recebeu o segundo lugar na categoria Inovação durante cerimônia realizada em Brasília.

 

A equipe do projeto “Big Data e IA para Governança dos Programas de Educação Básica do FNDE” recebeu, nesta quarta-feira (19), em Brasília, o segundo lugar na categoria Inovação do 1º Prêmio STM de Justiça e Cidadania Professor Paulo Bonavides – Edição 2026.

A iniciativa é desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do GREat — Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas — e do Insight Data Science Lab, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), presidido por Fernanda Pacobahyba. A coordenação do projeto é conduzida pelos professores Rossana Andrade, à frente do GREat, e José Macêdo, coordenador do Insight Lab.

Representando a equipe responsável pelo projeto, estiveram presentes na cerimônia os pesquisadores José Macêdo e Rebeca Quezado, que subiram ao palco para receber a premiação em nome do grupo.

 

Os Professores José Macêdo e Rebeca Quezado estiverem presentes em Brasília para receber o prêmio em nome da equipe responsável pelo “Big Data e IA para Governança dos Programas de Educação Básica do FNDE”

 

O reconhecimento destaca um trabalho voltado ao desenvolvimento de soluções de ciência de dados e inteligência artificial para apoiar a governança dos programas da educação básica geridos pelo FNDE. A pesquisa envolve a integração e a análise de diferentes fontes de dados educacionais, ampliando as possibilidades de geração de informações para subsidiar a gestão pública.

Trabalhar com os dados da educação brasileira é, ao mesmo tempo, uma honra e uma grande responsabilidade. Estamos falando de um país continental, diverso e com desafios muito diferentes entre suas regiões. Nossa missão é transformar esses dados em conhecimento e desenvolver ferramentas que possam apoiar decisões cada vez mais qualificadas para a educação. Este reconhecimento é de toda a equipe que constrói o projeto diariamente, e faço um agradecimento especial à Prof.ª Rossana Andrade, que divide comigo essa coordenação, e a cada pesquisador e pesquisadora que contribui para esse trabalho, afirma José Macêdo.

 

A cerimônia contou com a presença da ministra-presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, e de Marília Satyro Bonavides Eloy, filha do professor Paulo Bonavides, que representou a família do jurista homenageado. Também participaram Helga Ferraz Jucá, Assessora-chefe no STM, e o juiz Flávio Henrique Albuquerque de Freitas, presidente da Comissão Organizadora do prêmio.

 

A premiação foi desenvolvida durante a gestão da ministra Maria Elizabeth Rocha

 

Marília Satyro Bonavides Eloy durante a entrega do Prêmio Professor Paulo Bonavides

 

O juiz auxiliar da Presidência do STM, Flávio Henrique Albuquerque de Freitas, presidiu a Comissão Organizadora do 1º Prêmio STM de Justiça e Cidadania Professor Paulo Bonavides

 

A premiação leva o nome de Paulo Bonavides, professor emérito da UFC e uma das principais referências brasileiras do Direito Constitucional, e reconhece iniciativas nas áreas de Justiça, cidadania, direitos fundamentais e inovação.

O Insight Lab parabeniza o GREat, o FNDE, a UFC e, especialmente, toda a equipe de pesquisadores e profissionais que participa do projeto. O segundo lugar no Prêmio STM reconhece um trabalho coletivo que reúne pesquisa, tecnologia e conhecimento sobre a realidade educacional brasileira.

 

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Ceará

UFC, Insight Lab e Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região definem bases para parceria voltada a projetos de impacto social

Encontro realizado na Reitoria da Universidade Federal do Ceará buscou aproximar as instituições e identificar possibilidades de cooperação em pesquisa, ciência de dados e tecnologia.

 

Representantes da Universidade Federal do Ceará (UFC), do Insight Data Science Lab e da Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região (MPT7) se reuniram, no dia 10 de agosto, no Gabinete do Reitor da UFC, para discutir possibilidades de parceria entre as instituições.

Participaram do encontro o reitor da UFC, Custódio Almeida; o coordenador do Insight Data Science Lab, José Macêdo; a coordenadora do Insight Aurora, Rebeca Sabóia Quezado; o assessor especial do Gabinete da Reitoria, Ciro Nogueira; a coordenadora-geral de Legislação da UFC, Cynara Mariano; e a procuradora-chefe do MPT7, Ana Valéria Targino de Vasconcelos, que está à frente da instituição no biênio 2025-2027.

 

Representantes da UFC, Insight Lab e MPT7 debatem possibilidades de parcerias

A reunião teve como objetivo aproximar o MPT7 da Universidade e do Insight Lab, abrindo diálogo para a construção de futuras iniciativas de pesquisa e desenvolvimento. A perspectiva é identificar temas de interesse comum nos quais a experiência acadêmica e tecnológica do laboratório possa contribuir para as atividades e desafios institucionais da Procuradoria Regional do Trabalho.

 

Experiência na interface entre tecnologia e Justiça

A aproximação com o MPT7 se soma à trajetória do Insight Lab na aplicação de ciência de dados, inteligência artificial e pesquisa interdisciplinar a questões relacionadas à Justiça, aos direitos e à segurança pública.

Entre as iniciativas em andamento está a parceria com a Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) para a Pesquisa sobre Condições de Trabalho da Magistratura Trabalhista 2026, voltada à análise de evidências sobre a realidade profissional da magistratura.

O laboratório também desenvolveu, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, projetos como o Sinesp Big Data e Inteligência Artificial para Segurança Pública, concebido para integrar e analisar diferentes fontes de dados da segurança pública brasileira, além de soluções tecnológicas vinculadas à Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Outro exemplo é a colaboração com o Superior Tribunal Militar (STM) em iniciativas relacionadas à pesquisa e ao enfrentamento da violência de gênero. Em 2026, UFC, Insight Lab, Insight Aurora e STM estiveram entre as instituições responsáveis pela realização do III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero (CIVIGE), em Brasília.

Esse histórico reúne competências em análise de dados, desenvolvimento tecnológico e produção científica aplicada a diferentes contextos institucionais e constitui uma das bases para o diálogo iniciado com a Procuradoria Regional do Trabalho do Ceará. 

 

Procuradora Ana Valéria Targino de Vasconcelos, o Reitor Custódio Almeida e o Prof. José Macêdo durante a reunião no dia 10 de agosto
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Eventos Inteligência Artificial

OEI reúne pesquisadores e instituições da Ibero-América em evento sobre inteligência artificial e computação quântica

Pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e instituições brasileiras têm uma nova oportunidade de integrar uma das principais iniciativas de divulgação científica da Ibero-América. Estão abertas até 28 de agosto as inscrições para a VII Noite Ibero-Americana d@s Pesquisador@s, promovida pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

O Insight Data Science Lab, parceiro da OEI, apoia a divulgação da iniciativa no Brasil e convida a comunidade científica a apresentar pesquisas, projetos e atividades que possam aproximar a produção de conhecimento da sociedade.

A sétima edição será realizada nos dias 25 e 26 de setembro de 2026, por meio de uma programação desenvolvida simultaneamente em diferentes países da região ibero-americana. O Peru será o país anfitrião da cerimônia de abertura regional.

O prazo para submissões de trabalhos foi prorrogado até 28 de agosto para participantes do Brasil e de alguns outros países, ampliando a possibilidade de participação na edição deste ano.

 

Inteligência artificial e computação quântica em destaque

Em 2026, a Noite Ibero-Americana terá como eixo central a inteligência artificial e o impacto da computação quântica na atividade científica.

A proposta é estimular a divulgação de pesquisas e iniciativas que permitam à sociedade conhecer melhor os avanços, as oportunidades e os desafios associados a essas tecnologias. Entre os temas contemplados estão processamento de dados, algoritmos quânticos, treinamento acelerado de modelos e outras aplicações emergentes relacionadas à solução de problemas científicos, sociais, econômicos e ambientais.

Para Santiago Plata Garcês, gerente de Educação da OEI no Brasil, a iniciativa também representa uma oportunidade de ampliar a cooperação científica na região:

 

“A Noite Ibero-Americana d@s Pesquisador@s é uma oportunidade de aproximar a ciência da sociedade e, ao mesmo tempo, fortalecer a cooperação entre pesquisadores e instituições de diferentes países da região. Nesta edição, ao colocar em evidência temas como inteligência artificial e computação quântica, buscamos estimular não apenas a divulgação do conhecimento científico, mas também a reflexão sobre como essas tecnologias podem contribuir para responder a desafios educacionais, sociais, econômicos e ambientais da Ibero-América.”

 

 

 

 

 

Como participar?

O primeiro passo para pesquisadores e instituições interessados é preencher o formulário de inscrição disponibilizado pela organização até 28 de agosto.
Clique aqui e faça sua inscrição.

Após o envio, as informações serão analisadas e validadas pelos responsáveis pela iniciativa. A partir dessa validação, os participantes poderão integrar a plataforma da edição de 2026 e cadastrar as atividades que serão apresentadas durante a Noite Ibero-Americana.

As contribuições podem assumir diferentes formatos. De acordo com a organização, cada pesquisador ou instituição poderá, por exemplo, produzir um vídeo sobre sua pesquisa ou atividade ou realizar uma transmissão, ampliando o acesso do público às iniciativas apresentadas.

A proposta segue a vocação da Noite Ibero-Americana de estabelecer uma ponte entre pesquisadores e sociedade. Em edições anteriores, a programação já reuniu formatos como palestras, oficinas, demonstrações, experiências interativas, exposições e outras ações de divulgação científica destinadas a diferentes públicos. 

A iniciativa está vinculada à Noite Europeia dos Pesquisadores e busca fortalecer o interesse social pela ciência e as vocações científicas.

 

Ciência conectando a Ibero-América

Criada para ampliar na região o alcance da Noite Europeia dos Pesquisadores, a Noite Ibero-Americana vem construindo uma ampla rede de cooperação científica. A iniciativa já chegou a cerca de duas dezenas de países e mobilizou mais de 300 instituições e aproximadamente mil pesquisadores e pesquisadoras, aproximando a produção científica da população.

Em 2026, a presença brasileira amplia essa rede e cria uma oportunidade para que pesquisas desenvolvidas no país sejam apresentadas a uma audiência ibero-americana.

A participação também converge com a atuação do Insight Data Science Lab, laboratório de pesquisa em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em 2025, representantes do Insight Lab e da OEI Brasil já haviam se reunido em Brasília para fortalecer oportunidades de colaboração.

 

Acompanhamento e transmissão

A plataforma oficial da Noite Ibero-Americana será atualizada para a edição de 2026 e reunirá os conteúdos e vídeos inscritos pelos participantes.

O evento também será transmitido pelo canal Instituto Iberoamericano de Formación OEI, no YouTube, permitindo que o público acompanhe a programação a distância.

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Algoritmo Análise de Dados Inteligência Artificial

Copa do Mundo, algoritmos e previsões: é possível usar inteligência artificial para descobrir quem será o campeão?

Quando a Copa do Mundo começa, bilhões de olhos se voltam para os gramados. Torcedores fazem suas apostas, comentaristas apontam favoritos e especialistas analisam elencos, táticas e retrospectos.

Mas existe outra competição acontecendo fora dos estádios. Em universidades, centros de pesquisa, empresas de análise de dados e até bancos de investimento, cientistas, estatísticos e especialistas em inteligência artificial travam uma disputa silenciosa: desenvolver modelos capazes de prever o desempenho das seleções e estimar quem tem mais chances de levantar a taça.

A pergunta parece simples: É possível usar ciência de dados para prever o campeão da Copa do Mundo? 

A resposta é muito mais interessante do que um simples “sim” ou “não” e nos leva a uma fascinante combinação de estatística, aprendizado de máquina, simulações computacionais e teoria das probabilidades.

Quando a ciência entrou em campo

A ideia de prever resultados esportivos não é nova. Há décadas, pesquisadores utilizam métodos estatísticos para analisar o desempenho de equipes e estimar resultados futuros. Nas últimas décadas, porém, a quantidade de dados disponíveis transformou completamente esse cenário. 

Hoje, cada partida produz uma enorme quantidade de informações: posse de bola, finalizações, passes, desempenho individual dos atletas, histórico de confrontos, rankings internacionais e indicadores de desempenho físico e técnico.

Com esse volume de dados, cientistas passaram a desenvolver modelos capazes de estimar a força relativa de cada seleção e calcular probabilidades para os diferentes cenários de um torneio. 

O objetivo não é adivinhar o futuro. É algo mais sofisticado: medir a probabilidade de que determinados eventos aconteçam. 

Nessa imensidão de dados, a Copa do Mundo passou a ser vista também como um grande laboratório para cientistas de dados.

Entre os grupos mais conhecidos nessa área estão pesquisadores da TU Dortmund University, na Alemanha, e da University of Innsbruck, na Áustria. Há anos, esses pesquisadores desenvolvem modelos estatísticos para prever resultados de grandes competições internacionais, combinando estatística clássica, aprendizado de máquina e simulações computacionais.

O estatístico Achim Zeileis, da University of Innsbruck, integra uma das equipes acadêmicas mais conhecidas por desenvolver modelos de previsão para Copas do Mundo.

Mas as universidades não estão sozinhas. Instituições financeiras como o Goldman Sachs também publicam previsões para a Copa do Mundo, utilizando modelos próprios baseados em rankings e probabilidades. Para a Copa de 2026, por exemplo, o banco utilizou uma versão aprimorada do sistema Elo para calcular as chances de cada seleção conquistar o título.

Durante muitos anos, outro protagonista importante foi o site esportivo FiveThirtyEight, que se tornou referência mundial por suas previsões baseadas em dados para eleições, esportes e eventos diversos. Seus modelos para Copas do Mundo ficaram conhecidos pela transparência metodológica e pela riqueza das análises apresentadas ao público. 

O que exatamente esses modelos tentam prever?

Ao contrário do que muita gente imagina, os pesquisadores não tentam responder apenas à pergunta “quem será campeão?”. Na verdade, essa é apenas uma das dezenas de previsões produzidas pelos modelos. 

Antes mesmo do início da competição, é comum que eles estimem:

  • Probabilidade de classificação na fase de grupos;
  • Probabilidade de chegar às oitavas de final;
  • Probabilidade de alcançar as quartas;
  • Probabilidade de disputar as semifinais;
  • Probabilidade de chegar à final;
  • Probabilidade de conquistar o título.

Alguns pesquisadores vão além. Modelos estatísticos também já foram utilizados para analisar a justiça dos sistemas de classificação para a Copa do Mundo, calcular probabilidades de qualificação de seleções e avaliar o impacto de mudanças no formato do torneio. Ou seja, a ciência de dados não se limita a prever resultados. Ela também ajuda a compreender a própria estrutura das competições. 

O ranking que nasceu no xadrez e conquistou o futebol

Uma das ferramentas mais importantes na previsão esportiva surgiu com o xadrez. 

Na década de 1960, o físico e enxadrista americano Arpad Elo desenvolveu um método para medir a força relativa dos jogadores. A lógica era simples. Se um jogador forte derrota um adversário fraco, o resultado era esperado e gera poucos ajustes na pontuação. Mas, quando um jogador considerado inferior vence um favorito, a pontuação sofre uma mudança significativa.

Com o tempo, essa ideia foi adaptada para diversas modalidades esportivas, incluindo o futebol.

Hoje, o sistema Elo é um dos pilares de inúmeros modelos de previsão da Copa do Mundo. Ele permite estimar a força relativa das seleções com base em seus resultados recentes, considerando também a qualidade dos adversários enfrentados.

Um exemplo pode ser visto na imagem abaixo. Nela, pesquisadores analisaram partidas de Brasil e Alemanha antes da Copa de 2018 para verificar como a força dos adversários, medida pelo sistema Elo, se relacionava com o número de gols marcados e sofridos. Nos gráficos superiores, cada ponto representa uma partida e mostra a relação entre o rating Elo do adversário e os gols marcados pela seleção. Nos gráficos inferiores, a mesma análise é feita para os gols sofridos. As linhas pretas indicam a tendência estimada pelo modelo estatístico. De forma geral, observa-se que, à medida que a qualidade do adversário aumenta, o número de gols marcados tende a diminuir, enquanto a quantidade de gols sofridos pode aumentar. Esse tipo de relação ajuda os modelos a estimar o desempenho esperado de uma seleção diante de diferentes oponentes. 

Relação entre o rating Elo dos adversários e o desempenho ofensivo e defensivo de Brasil e Alemanha. Fonte: Gilch e Müller (2018), On Elo Based Prediction Models for the FIFA World Cup 2018.

O sistema Elo atribui uma pontuação para cada equipe com base em seus resultados anteriores. Vencer uma seleção forte gera mais pontos do que vencer uma seleção considerada mais fraca. 

Esse método não serve apenas para classificar seleções. Ele também fornece informações que ajudam os modelos a estimar quantos gols uma equipe tende a marcar ou sofrer contra adversários de diferentes níveis. 

Ao longo do tempo, esse mecanismo produz uma estimativa bastante consistente da força relativa de cada seleção.

Quando a estatística encontra a inteligência artificial

O Elo é apenas o ponto de partida. Os modelos mais modernos combinam diferentes técnicas estatísticas e de aprendizado de máquina.

Em um estudo desenvolvido para a Copa de 2018, pesquisadores liderados por Andreas Groll compararam diversas abordagens, incluindo regressões estatísticas, métodos de ranking e algoritmos de Random Forest. O resultado mostrou que a combinação de diferentes técnicas produzia previsões mais precisas do que qualquer método isolado.

Mais recentemente, pesquisadores desenvolveram modelos híbridos que combinam:

  • Modelos lineares generalizados;
  • Random Forest;
  • Extreme Gradient Boosting (XGBoost);
  • Rankings de seleções;
  • Dados históricos de partidas;
  • Avaliações individuais de jogadores.

Essa combinação ilustra uma tendência cada vez mais comum na ciência de dados; em vez de buscar um único algoritmo perfeito, os pesquisadores combinam diferentes modelos para aproveitar os pontos fortes de cada abordagem. 

A técnica que simula milhares de Copas do Mundo

Imagine que você pudesse assistir à mesma Copa do Mundo cem mil vezes.

Em algumas versões, o Brasil seria eliminado precocemente 😫. Outros cenários mostrariam o país chegando à final. Certas simulações resultariam em uma seleção considerada favorita conquistando o título. Em outras, ocorreria uma zebra histórica.

É exatamente isso que os computadores fazem. Depois de estimar as probabilidades de cada partida, os pesquisadores utilizam um método conhecido como Simulação de Monte Carlo.

Nesse processo, o torneio inteiro é reproduzido milhares, ou até centenas de milhares, de vezes virtualmente. Ao repetir esse processo milhares de vezes, o modelo calcula com que frequência cada cenário ocorre. O resultado não é um único campeão previsto, mas uma distribuição de probabilidades.  

Os resultados dessas simulações permitem calcular a frequência com que cada cenário acontece. Por exemplo: se uma seleção vencer 18 mil vezes em um conjunto de 100 mil simulações, seu modelo atribuirá aproximadamente 18% de chance de título.

Probabilidade de conquista da Copa do Mundo de 2026 estimada por modelos de aprendizado de máquina e simulações estatísticas. Os percentuais foram obtidos a partir de milhares de simulações do torneio. Observe que, mesmo entre as seleções favoritas, as chances de título permanecem relativamente baixas, refletindo a elevada incerteza característica da competição. Fonte: Zeileis et al. (2026), Football meets machine learning: Forecasting the 2026 FIFA World Cup.

Perceba algo importante. Mesmo a seleção favorita costuma ter probabilidades relativamente baixas. 

E isso nos leva a uma das principais lições da ciência de dados.

O maior erro de interpretação sobre previsões

Quando uma previsão aponta uma seleção com 18% de chance de ser campeã, muitas pessoas interpretam isso como: 

“O modelo está dizendo que ela será campeã.”

Mas não é isso que significa. Na verdade, o modelo está afirmando justamente o contrário. Ele está dizendo que existe 82% de chance de outro cenário acontecer.

A ciência de dados não trabalha com certezas. Ela trabalha com probabilidades.

Por isso, os pesquisadores frequentemente alertam que o objetivo dos modelos não é eliminar a incerteza, mas quantificá-la.

O estatístico Andreas Groll, um dos pesquisadores mais conhecidos nessa área, costuma destacar que até mesmo os favoritos raramente ultrapassam a marca de 20% de probabilidade de título em torneios internacionais.

Isso ajuda a explicar por que o futebol continua sendo tão difícil de prever. 

Quando os modelos acertam…

Ao longo dos anos, diversos sistemas de previsão ganharam notoriedade por apontar corretamente algumas seleções campeãs entre os favoritos.

Antes da Copa de 2014, a Alemanha aparecia entre os principais candidatos em diversos modelos. Em 2018, a França figurava consistentemente entre os favoritos. Em 2022, a Argentina também aparecia entre as seleções com maiores probabilidades de conquista do torneio em diferentes sistemas de previsão.

A Alemanha aparecia entre as principais favoritas em diversos modelos estatísticos antes da Copa de 2014 e acabou conquistando o título.

Esses acertos frequentemente chamam atenção da imprensa e ajudam a popularizar os modelos. 

Mas a história não termina aí.

…e quando eles erram feio

A Copa do Mundo também está cheia de exemplos que mostram os limites da previsão estatística.

Em 2018, alguns modelos acadêmicos apontavam a Alemanha como favorita ao título. Um estudo baseado em rankings Elo e simulações de Monte Carlo indicava os alemães como os candidatos mais fortes ao troféu.

O que aconteceu? A Alemanha foi eliminada ainda na fase de grupos.

Foi uma das maiores surpresas da história recente do torneio e um lembrete poderoso de que o futebol continua sendo um ambiente altamente imprevisível.

Apesar de figurar entre as favoritas em alguns modelos de previsão, a Alemanha foi eliminada ainda na fase de grupos da Copa de 2018.

Lesões, expulsões, erros de arbitragem, decisões táticas e até fatores psicológicos podem alterar completamente o destino de uma competição. Nenhum modelo consegue capturar tudo.

A Copa do Mundo como laboratório da incerteza

Talvez seja justamente por isso que tantos pesquisadores se interessam pelo tema.

Para Achim Zeileis, pesquisador da University of Innsbruck e colaborador de diversos projetos de previsão esportiva, grandes torneios representam uma oportunidade única para aproximar o público dos conceitos de probabilidade e estatística. Afinal, poucas situações ilustram tão bem a diferença entre possibilidade e certeza quanto uma Copa do Mundo.

Uma seleção pode ser a favorita, mas isso não significa que ela vencerá. Uma equipe pode ter apenas 5% de chance de conquistar o título, mas isso não significa que seja impossível.

Na linguagem da ciência de dados, ambos os cenários são perfeitamente compatíveis.

Muito além do futebol

No fundo, a história dos algoritmos que tentam prever a Copa do Mundo não é apenas uma história sobre esporte. Ela é uma história sobre como lidamos com a incerteza.

Os mesmos conceitos utilizados para estimar as chances de uma seleção chegar à final também aparecem em áreas como saúde, economia, logística e segurança pública.

Em todos esses contextos, o objetivo não é prever o futuro com perfeição, é compreender padrões, medir riscos e tomar decisões melhores com base nos dados disponíveis.

Talvez por isso a Copa do Mundo seja tão fascinante para cientistas de dados, porque ela nos lembra de algo fundamental: mesmo em uma era de algoritmos avançados, aprendizado de máquina e IA, ainda existem acontecimentos que escapam das previsões.

Mas diante da incerteza, conhecimento e probabilidade costumam ser aliados muito mais valiosos do que qualquer palpite.

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Inovação Tecnologia UFC

Professor José Macêdo fala sobre o msg gov em entrevista ao programa Questão de Ordem, da ALECE

O coordenador do Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Macêdo, participou do programa Questão de Ordem para falar sobre o msg gov, plataforma brasileira de comunicação segura desenvolvida para uso do Governo Federal.

A entrevista foi conduzida pelo jornalista Renato Abreu, com produção de Helenir Medeiros, vai ao ar nesta sexta-feira (29), às 19h30, na ALECE TV. A reprise será exibida no sábado, às 7h20.

Durante o programa, o professor explicou o que é o msg gov e detalhou como a plataforma surgiu a partir de uma demanda da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) por uma solução nacional de mensageria segura para órgãos do governo.

A demanda era: ‘vamos construir um aplicativo para substituir o WhatsApp dentro do governo’”, afirmou José Macêdo durante a entrevista.

O que é o msg gov?

O msg gov é uma plataforma de comunicação segura desenvolvida para atender instituições do Sistema Brasileiro de Inteligência. O projeto reúne pesquisadores da UFC, da Abin e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Segundo o Prof. José Macêdo, o objetivo do projeto é garantir soberania digital e proteger comunicações estratégicas do governo brasileiro.

“É fundamental para a soberania digital o desenvolvimento de tecnologia nacional, que a gente domine essas tecnologias”, destacou o pesquisador.

Atualmente, cerca de 700 agentes ligados ao Sistema Brasileiro de Inteligência participam da fase de testes da plataforma. Entre os participantes estão profissionais da ABIN, Polícia Federal e outras instituições de segurança.

Seminário na Reitoria da UFC apresentou avanços do projeto

No último dia 12 de maio, o “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV” foi realizado no Auditório da Reitoria da UFC, em Fortaleza. O evento apresentou os avanços acadêmicos e tecnológicos da plataforma, desenvolvida para o envio e recebimento de mensagens oficiais entre instituições públicas brasileiras, com foco em segurança da informação, proteção de dados e integridade das comunicações institucionais.

Durante o seminário, pesquisadores e especialistas apresentaram resultados acadêmicos e técnicos desenvolvidos no contexto do projeto.

A apresentação da UFC contou com a participação de José Macêdo, que apresentou um panorama histórico do desenvolvimento do msg gov. Também participaram o Prof. Paulo Rego, abordando aspectos da arquitetura da plataforma, e a Prof.ª Valéria Lelli, responsável pela apresentação dos testes realizados no sistema.

Projeto reúne pesquisadores da UFC e laboratórios do Departamento de Computação

O desenvolvimento do msg gov envolve pesquisadores do Insight Data Science Lab e do GREat (Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas), ambos vinculados ao Departamento de Computação da UFC.

Na entrevista, José Macêdo destacou a atuação conjunta das equipes e ressaltou a importância da colaboração entre diferentes áreas da computação:
“O Insight Lab foca na parte de dados e o GREat com foco na parte de redes. Então nós montamos uma equipe com os melhores especialistas da Universidade Federal do Ceará”.

O professor também reconheceu a participação de pesquisadores fundamentais para o projeto, como a Dra. Rossana Andrade e o Dr. Paulo Rego.

Além do campus de Fortaleza, o projeto reúne pesquisadores de unidades da UFC em Quixadá, Crateús e outros campi do interior do estado.

Segurança, criptografia pós-quântica e soberania digital

Outro tema abordado no programa foi a infraestrutura de segurança do msg gov. De acordo com José Macêdo, a plataforma utiliza o protocolo Matrix, tecnologia de comunicação segura adotada por governos e organizações internacionais.

Além disso, o sistema emprega criptografia pós-quântica desenvolvida pela ABIN, preparada para resistir a futuras ameaças associadas à computação quântica.

O professor também explicou que os dados da plataforma ficam armazenados em infraestrutura sob gestão do SERPRO.

“Esses dados não são vazados para nenhum tipo de outra nuvem pública”, afirmou.

Ao longo da conversa, José Macêdo defendeu a criação de políticas públicas voltadas à soberania digital e ao fortalecimento da pesquisa científica brasileira.

“Nós precisamos ter independência tecnológica. E para alcançar essa independência, temos que desenvolver nossa própria tecnologia”, disse.

Nova etapa de cooperação

Durante o programa, também foi mencionada a assinatura de uma carta-acordo entre UFC, ABIN e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), formalizando uma nova etapa de cooperação na área de tecnologia e segurança da informação.

O acordo permitirá ampliar as capacidades da plataforma e fortalecer o desenvolvimento de soluções voltadas ao Sistema Brasileiro de Inteligência.

Onde assistir

O programa Questão de Ordem pode ser acompanhado pelos seguintes canais:

  • ALECE TV no YouTube: www.youtube.com/@alecetv 
  • ALECEPLAY: aleceplay.al.ce.gov.br/program-live.php?id=21
  • ALECE TV: canal 31.1
  • Rádio Alece: FM 96,7 MHz

Esta não foi a primeira participação do coordenador José Macêdo no programa. Em 2023, o professor participou do Questão de Ordem para discutir os impactos e avanços do ChatGPT. A entrevista completa está disponível no YouTube: Entrevista de José Macêdo sobre ChatGPT no Questão de Ordem (2023).

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Eventos Inovação

Comunicação segura: seminário sobre avanços do MSG GOV é realizado em Fortaleza

A Universidade Federal do Ceará (UFC); a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Departamento de Computação-UFC; Insight Lab; Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas (GREat); Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Casa Civil da Presidência da República realizaram, no dia 12 de maio, o “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV”, no Auditório da Reitoria da UFC, em Fortaleza.

O evento apresentou os avanços acadêmicos e tecnológicos da MSG GOV, plataforma de comunicação segura desenvolvida para o envio e recebimento de mensagens oficiais entre instituições públicas brasileiras, com foco em segurança da informação, proteção de dados e integridade das comunicações institucionais.

A programação reuniu pesquisadores, especialistas, gestores públicos e autoridades para discutir temas relacionados à soberania digital, criptografia de Estado, infraestrutura tecnológica e comunicação segura no setor público.

Na abertura do seminário, o professor José Macêdo, que lidera o projeto e coordena o Insight Lab, ressaltou que “essa não é só uma cerimônia de apresentação de resultados, mas também um momento de reconhecimento de uma trajetória coletiva. O Msg Gov nasce de uma história bem anterior de uma cooperação entre a UFC e vários órgãos públicos, especialmente projetos de grande impacto nas áreas de segurança pública, análise de dados e transformação digital”.

Conforme o pesquisador, o histórico da universidade na condução de iniciativas tecnológicas complexas evidencia a capacidade das instituições públicas brasileiras em formular respostas fundamentais para as demandas do Estado. “Essas experiências têm mostrado que a Universidade pode ir além da produção acadêmica tradicional; ela pode produzir tecnologia, políticas públicas, soluções robustas para problemas reais do Estado do Ceará e do Brasil. Representa ainda uma resposta brasileira a um desafio central do nosso tempo, que é soberania digital”, afirmou o Prof. Macêdo.

A abertura institucional contou com a presença do reitor da UFC, Prof. Dr. Custódio Almeida, e do diretor-geral da ABIN, Dr. Luis Fernando Corrêa. Em seguida, a mesa “Soberania Digital” promoveu um debate sobre os desafios estratégicos da proteção das comunicações governamentais no Brasil.

Participaram da mesa a gerente sênior da Unidade de Governança e Justiça para o Desenvolvimento do PNUD, Rosana Tomazini, que atuou como moderadora; o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC/ABIN), Vanderson Rocha; representantes do Serpro; o reitor da UFC, Custódio Almeida; e o deputado federal Inácio Arruda.

Durante o evento, também foi realizada a assinatura de uma carta-acordo entre UFC, ABIN e PNUD, formalizando o início de uma nova etapa de cooperação institucional voltada ao desenvolvimento de iniciativas estratégicas na área de tecnologia e segurança da informação.

Momento de assinatura da carta-acordo por representantes da UFC, ABIN e PNUD

 

No período da tarde, pesquisadores e especialistas apresentaram os resultados acadêmicos e técnicos desenvolvidos no contexto da MSG GOV. A apresentação da UFC contou com a participação do coordenador do Insight Lab e professor do curso de Ciência da Computação da UFC, Dr. José Macêdo, que apresentou um panorama histórico do desenvolvimento do projeto. Também participaram o Prof. Dr. Paulo Rego, abordando aspectos de arquitetura da plataforma, e a Prof.ª Dra. Valéria Lelli , responsável pela apresentação dos testes realizados no sistema.

Prof. José Macêdo

 

Prof. Paulo Rego

 

Prof.ª Valéria Lelli

Representando a ABIN, Vinicius Lagrota ministrou a palestra “Criptografia de Estado”, abordando estratégias e desafios relacionados à proteção de comunicações sensíveis no contexto governamental.

Já o Serpro apresentou a palestra “Nuvem Soberana”, conduzida por Misael da Silva Santos, discutindo infraestrutura tecnológica nacional e armazenamento seguro de dados no setor público.

Além das palestras e apresentações técnicas, o seminário contou com a presença de autoridades e representantes institucionais ligados à pesquisa, inteligência, tecnologia e gestão pública. Entre eles, estiveram Vanderson Rocha, diretor do CEPESC; Rodrigo Pacheco, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do CEPESC; Rosana Tomazini, do PNUD; além de pesquisadores, estudantes e profissionais envolvidos no desenvolvimento da plataforma.

Rodrigo Pacheco

Ao longo do encontro, a MSG GOV foi apresentada como parte de uma estratégia nacional voltada à construção de uma infraestrutura de comunicação segura para o Estado brasileiro. O seminário marcou, assim, mais uma etapa do desenvolvimento da plataforma e das articulações institucionais relacionadas ao projeto.

Comissão organizadora do “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV”: José Macêdo, Nabupolasar Alves Feitosa, Rebeca Quezado, Rossana Andrade, José Mário Segrillo, Juliana Colares, André Rocha, Raissa Teixeira, Zilca Oliveira e Silvia Helena Jucá Ferreira. 

Prof. Rossana Andrade

 

Welsinner Gomes de Brito

 

Gildomiro Bairros

 

O seminário foi aberto ao público
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Não Violência à Mulher Pesquisa

Obra premiada do Insight Lab é selecionada para o projeto de 200 anos da Biblioteca do Senado Federal

Fundada em 1826, ainda durante o período do Império, a Biblioteca do Senado Federal nasceu com a missão de oferecer suporte informacional às atividades legislativas do país. Ao longo de dois séculos, a instituição consolidou-se como um importante espaço de preservação da memória política, histórica e cultural brasileira, além de promover iniciativas voltadas ao acesso ao conhecimento e à valorização da produção intelectual nacional.

Em celebração ao seu bicentenário, a Biblioteca do Senado Federal lançou o projeto “200 anos, 200 vozes”. A iniciativa reúne depoimentos de pessoas que, de diferentes maneiras, fazem parte da trajetória da instituição. O projeto reconhece vozes que contribuíram para fortalecer o acesso à informação, à memória e ao conhecimento no Brasil.

Entre as obras selecionadas para o projeto está o livro do Insight Lab, intitulado “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”. A publicação, escrita por José Macêdo, Rebeca Quezado e Tiago Dias, integra o acervo da biblioteca e apresenta um panorama sobre casos de feminicídio cometidos no Ceará. Além disso, discute como dados e tecnologia podem contribuir para o enfrentamento da violência de gênero e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção.

Em seu depoimento para o projeto “200 anos, 200 vozes”, o Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab e docente do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal do Ceará, relembrou o lançamento do livro na Biblioteca do Senado Federal.

O livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia” foi lançado em Brasília, em agosto de 2023

O destaque do estudo desenvolvido no Insight Lab reforça a relevância social e acadêmica das pesquisas realizadas no laboratório. Ao mesmo tempo, evidencia como iniciativas científicas podem dialogar diretamente com temas de interesse público e contribuir para a construção de políticas.

Ter a obra destacada na celebração histórica da Biblioteca do Senado Federal também representa um importante reconhecimento ao trabalho realizado pelos pesquisadores envolvidos na publicação. Afinal, a presença do livro em um projeto comemorativo do bicentenário da instituição amplia a visibilidade de pesquisas brasileiras voltadas ao uso da tecnologia em benefício da sociedade.

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Eventos

Pesquisadores do Insight Lab participam do 22º Conamat

Os pesquisadores do Insight Lab, Prof. José Macêdo e Prof.ª Rebeca Quezado, participaram do 22º Congresso Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Conamat), realizado em Brasília (DF). O evento é considerado o maior encontro científico e deliberativo da Magistratura do Trabalho no Brasil.

Com o tema central “Justiça do Trabalho independente para um mundo em transição: sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido”, o Conamat 2026 reuniu mais de 350 participantes no Centro de Convenções do Royal Tulip, promovendo uma ampla programação de palestras, painéis e atividades expositivas voltadas aos desafios contemporâneos do mundo do trabalho.

A abertura oficial do congresso foi realizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, que destacou os impactos das transformações no mundo laboral. Em sua fala, o ministro chamou atenção para a precarização das relações de trabalho, o avanço do adoecimento mental e a importância de fortalecer o diálogo social diante das mudanças em curso.

Ministro Edson Fachin durante abertura do 22º Conamat

 

Juíza Patrícia Sant´Anna, juíza Roberta de Oliveira, juiz Valter Pugliesi, Prof.ª Rebeca Quezado e Prof. José Macêdo reunidos durante o Conamat 2026

Entre as autoridades presentes no evento, estiveram o juiz Valter Souza Pugliesi, presidente da Anamatra; a juíza Roberta de Oliveira Santos, diretora de Cidadania e Direitos Humanos; e a juíza Patrícia Pereira de Sant´Anna, diretora de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos, reforçando a relevância institucional e o caráter plural do congresso.

Juíza Roberta de Oliveira

Durante o Conamat, também foram debatidos temas estratégicos para o futuro da Justiça do Trabalho, com destaque para o papel da inteligência artificial, a sustentabilidade das relações laborais e a proteção de direitos em cenários de transformação tecnológica.

Marco Aurélio Treviso (Vice-Presidente da Anamatra) e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (Presidente do TST)

No contexto dessas discussões, o Insight Lab mantém uma parceria com a Anamatra no desenvolvimento da Pesquisa Sobre Condições de Trabalho da Magistratura Trabalhista 2026, iniciativa que busca produzir evidências qualificadas sobre a realidade de trabalho da magistratura e apoiar a formulação de políticas institucionais baseadas em dados.

Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab

A participação dos pesquisadores do Insight Lab no Conamat reforça o compromisso do laboratório com a produção de conhecimento aplicado, a cooperação com instituições do sistema de justiça e o desenvolvimento de soluções em ciência de dados e inteligência artificial voltadas a desafios sociais e institucionais.

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Ceará Data Science

Fortaleza: a cidade onde os dados do mundo passam

Como Fortaleza se tornou hub de cabos submarinos, data centers e inteligência artificial no Brasil.

No aniversário de 300 anos de Fortaleza, a cidade merece ser celebrada por sua cultura, história e beleza natural, mas também por um protagonismo silencioso e estratégico: hoje, a capital cearense é reconhecida como hub de cabos submarinos e data centers, ocupando posição central na infraestrutura digital global.

Além de polo turístico, Fortaleza tornou-se uma das principais portas de entrada e saída de dados do planeta. Estimativas recentes apontam que cerca de 90% do tráfego internacional de internet que entra e sai do Brasil passa pela Praia do Futuro, onde estão ancorados 17 cabos submarinos de fibra óptica, a maior concentração da América Latina.

Cabos submarinos ancorados em Fortaleza. Imagem: Submarine Cable Map

Essa infraestrutura conecta o país à Europa, África, América do Norte e Caribe, criando condições ideais para serviços em nuvem, streaming, inteligência artificial e pesquisa em ciência de dados.

Uma vocação histórica: dos telégrafos aos cabos submarinos

A relação de Fortaleza com a conectividade global não começou com a internet.

Estudos da Revista de História da USP mostram que a cidade já participava da infraestrutura internacional de comunicações desde 1874, quando registros sobre a instalação de cabos telegráficos submarinos passaram a aparecer na imprensa cearense. 

No início da década de 1880, os primeiros cabos submarinos já aterrissavam na costa da capital, conectando o Ceará às redes atlânticas de comunicação e consolidando uma vocação geográfica que mais de um século depois se transformaria na espinha dorsal da internet brasileira. 

Essa continuidade histórica é poderosa: a mesma posição estratégica que antes conectava mensagens telegráficas hoje conecta modelos de IA, sistemas financeiros, videochamadas e plataformas globais.

Os cabos submarinos que conectam Fortaleza ao mundo

A força digital de Fortaleza começa no mar.

Sob as areias da Praia do Futuro chegam 17 sistemas de cabos submarinos de fibra óptica, que sustentam a maior parte do tráfego internacional de dados do país. Esse volume coloca Fortaleza entre os hubs mais relevantes do mundo em conectividade submarina.

Esses cabos funcionam como verdadeiras rodovias invisíveis de dados, conectando o Brasil diretamente a Estados Unidos, Portugal e restante da Europa, África, Caribe e demais hubs latino-americanos.

Segundo estudos sobre infraestrutura de rede, mais de 97% do tráfego internacional de dados do mundo depende de cabos submarinos, e Fortaleza se tornou um dos nós mais estratégicos dessa arquitetura.

 

Instalação do cabo submarino Curie. Foto: tecnoblog

A geografia favorece esse protagonismo. A costa cearense está entre os pontos sul-americanos mais próximos da Europa e da África, reduzindo distâncias físicas e, consequentemente, a latência.

Por que os data centers escolhem Fortaleza

Fortaleza não apenas consome tecnologia. A concentração dos cabos submarinos transformou Fortaleza em terreno fértil para a expansão de data centers, edge computing e infraestrutura de nuvem.

Empresas que precisam de alta disponibilidade encontram na cidade vantagens importantes, como proximidade física com os cabos, menor latência, redundância de rede, alta resiliência e energia renovável competitiva.

Relatórios do setor apontam que o Ceará vem atraindo investimentos bilionários em infraestrutura digital, consolidando-se como polo de data centers de borda (edge data centers). 

Fortaleza, infraestrutura crítica do futuro

Fortaleza continua sendo símbolo de cultura, turismo e inovação social. Mas, cada vez mais, também se consolida como infraestrutura crítica do século XXI.

Celebrar o 3º centenário da cidade é reconhecer que, silenciosamente, ela sustenta parte da internet brasileira e conecta o país às principais rotas digitais do planeta.

Ancoragem do cabo submarino Ellalink em 2020. Foto: Ruy Cézar Campos Figueiredo / Tese de doutorado, Universidade do Estado Do Rio de Janeiro, 2022

Se antes mensagens telegráficas cruzavam o Atlântico a partir de sua costa, hoje são dados, algoritmos, modelos de inteligência artificial, pesquisas científicas e serviços digitais que percorrem esse mesmo caminho.

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