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Inovação Tecnologia UFC

Professor José Macêdo fala sobre o msg gov em entrevista ao programa Questão de Ordem, da ALECE

O coordenador do Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Macêdo, participou do programa Questão de Ordem para falar sobre o msg gov, plataforma brasileira de comunicação segura desenvolvida para uso do Governo Federal.

A entrevista foi conduzida pelo jornalista Renato Abreu, com produção de Helenir Medeiros, vai ao ar nesta sexta-feira (29), às 19h30, na ALECE TV. A reprise será exibida no sábado, às 7h20.

Durante o programa, o professor explicou o que é o msg gov e detalhou como a plataforma surgiu a partir de uma demanda da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) por uma solução nacional de mensageria segura para órgãos do governo.

A demanda era: ‘vamos construir um aplicativo para substituir o WhatsApp dentro do governo’”, afirmou José Macêdo durante a entrevista.

O que é o msg gov?

O msg gov é uma plataforma de comunicação segura desenvolvida para atender instituições do Sistema Brasileiro de Inteligência. O projeto reúne pesquisadores da UFC, da Abin e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Segundo o Prof. José Macêdo, o objetivo do projeto é garantir soberania digital e proteger comunicações estratégicas do governo brasileiro.

“É fundamental para a soberania digital o desenvolvimento de tecnologia nacional, que a gente domine essas tecnologias”, destacou o pesquisador.

Atualmente, cerca de 700 agentes ligados ao Sistema Brasileiro de Inteligência participam da fase de testes da plataforma. Entre os participantes estão profissionais da ABIN, Polícia Federal e outras instituições de segurança.

Seminário na Reitoria da UFC apresentou avanços do projeto

No último dia 12 de maio, o “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV” foi realizado no Auditório da Reitoria da UFC, em Fortaleza. O evento apresentou os avanços acadêmicos e tecnológicos da plataforma, desenvolvida para o envio e recebimento de mensagens oficiais entre instituições públicas brasileiras, com foco em segurança da informação, proteção de dados e integridade das comunicações institucionais.

Durante o seminário, pesquisadores e especialistas apresentaram resultados acadêmicos e técnicos desenvolvidos no contexto do projeto.

A apresentação da UFC contou com a participação de José Macêdo, que apresentou um panorama histórico do desenvolvimento do msg gov. Também participaram o Prof. Paulo Rego, abordando aspectos da arquitetura da plataforma, e a Prof.ª Valéria Lelli, responsável pela apresentação dos testes realizados no sistema.

Projeto reúne pesquisadores da UFC e laboratórios do Departamento de Computação

O desenvolvimento do msg gov envolve pesquisadores do Insight Data Science Lab e do GREat (Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas), ambos vinculados ao Departamento de Computação da UFC.

Na entrevista, José Macêdo destacou a atuação conjunta das equipes e ressaltou a importância da colaboração entre diferentes áreas da computação:
“O Insight Lab foca na parte de dados e o GREat com foco na parte de redes. Então nós montamos uma equipe com os melhores especialistas da Universidade Federal do Ceará”.

O professor também reconheceu a participação de pesquisadores fundamentais para o projeto, como a Dra. Rossana Andrade e o Dr. Paulo Rego.

Além do campus de Fortaleza, o projeto reúne pesquisadores de unidades da UFC em Quixadá, Crateús e outros campi do interior do estado.

Segurança, criptografia pós-quântica e soberania digital

Outro tema abordado no programa foi a infraestrutura de segurança do msg gov. De acordo com José Macêdo, a plataforma utiliza o protocolo Matrix, tecnologia de comunicação segura adotada por governos e organizações internacionais.

Além disso, o sistema emprega criptografia pós-quântica desenvolvida pela ABIN, preparada para resistir a futuras ameaças associadas à computação quântica.

O professor também explicou que os dados da plataforma ficam armazenados em infraestrutura sob gestão do SERPRO.

“Esses dados não são vazados para nenhum tipo de outra nuvem pública”, afirmou.

Ao longo da conversa, José Macêdo defendeu a criação de políticas públicas voltadas à soberania digital e ao fortalecimento da pesquisa científica brasileira.

“Nós precisamos ter independência tecnológica. E para alcançar essa independência, temos que desenvolver nossa própria tecnologia”, disse.

Nova etapa de cooperação

Durante o programa, também foi mencionada a assinatura de uma carta-acordo entre UFC, ABIN e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), formalizando uma nova etapa de cooperação na área de tecnologia e segurança da informação.

O acordo permitirá ampliar as capacidades da plataforma e fortalecer o desenvolvimento de soluções voltadas ao Sistema Brasileiro de Inteligência.

Onde assistir

O programa Questão de Ordem pode ser acompanhado pelos seguintes canais:

  • ALECE TV no YouTube: www.youtube.com/@alecetv 
  • ALECEPLAY: aleceplay.al.ce.gov.br/program-live.php?id=21
  • ALECE TV: canal 31.1
  • Rádio Alece: FM 96,7 MHz

Esta não foi a primeira participação do coordenador José Macêdo no programa. Em 2023, o professor participou do Questão de Ordem para discutir os impactos e avanços do ChatGPT. A entrevista completa está disponível no YouTube: Entrevista de José Macêdo sobre ChatGPT no Questão de Ordem (2023).

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Eventos Inovação

Comunicação segura: seminário sobre avanços do MSG GOV é realizado em Fortaleza

A Universidade Federal do Ceará (UFC); a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Departamento de Computação-UFC; Insight Lab; Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas (GREat); Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Casa Civil da Presidência da República realizaram, no dia 12 de maio, o “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV”, no Auditório da Reitoria da UFC, em Fortaleza.

O evento apresentou os avanços acadêmicos e tecnológicos da MSG GOV, plataforma de comunicação segura desenvolvida para o envio e recebimento de mensagens oficiais entre instituições públicas brasileiras, com foco em segurança da informação, proteção de dados e integridade das comunicações institucionais.

A programação reuniu pesquisadores, especialistas, gestores públicos e autoridades para discutir temas relacionados à soberania digital, criptografia de Estado, infraestrutura tecnológica e comunicação segura no setor público.

Na abertura do seminário, o professor José Macêdo, que lidera o projeto e coordena o Insight Lab, ressaltou que “essa não é só uma cerimônia de apresentação de resultados, mas também um momento de reconhecimento de uma trajetória coletiva. O Msg Gov nasce de uma história bem anterior de uma cooperação entre a UFC e vários órgãos públicos, especialmente projetos de grande impacto nas áreas de segurança pública, análise de dados e transformação digital”.

Conforme o pesquisador, o histórico da universidade na condução de iniciativas tecnológicas complexas evidencia a capacidade das instituições públicas brasileiras em formular respostas fundamentais para as demandas do Estado. “Essas experiências têm mostrado que a Universidade pode ir além da produção acadêmica tradicional; ela pode produzir tecnologia, políticas públicas, soluções robustas para problemas reais do Estado do Ceará e do Brasil. Representa ainda uma resposta brasileira a um desafio central do nosso tempo, que é soberania digital”, afirmou o Prof. Macêdo.

A abertura institucional contou com a presença do reitor da UFC, Prof. Dr. Custódio Almeida, e do diretor-geral da ABIN, Dr. Luis Fernando Corrêa. Em seguida, a mesa “Soberania Digital” promoveu um debate sobre os desafios estratégicos da proteção das comunicações governamentais no Brasil.

Participaram da mesa a gerente sênior da Unidade de Governança e Justiça para o Desenvolvimento do PNUD, Rosana Tomazini, que atuou como moderadora; o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC/ABIN), Vanderson Rocha; representantes do Serpro; o reitor da UFC, Custódio Almeida; e o deputado federal Inácio Arruda.

Durante o evento, também foi realizada a assinatura de uma carta-acordo entre UFC, ABIN e PNUD, formalizando o início de uma nova etapa de cooperação institucional voltada ao desenvolvimento de iniciativas estratégicas na área de tecnologia e segurança da informação.

Momento de assinatura da carta-acordo por representantes da UFC, ABIN e PNUD

 

No período da tarde, pesquisadores e especialistas apresentaram os resultados acadêmicos e técnicos desenvolvidos no contexto da MSG GOV. A apresentação da UFC contou com a participação do coordenador do Insight Lab e professor do curso de Ciência da Computação da UFC, Dr. José Macêdo, que apresentou um panorama histórico do desenvolvimento do projeto. Também participaram o Prof. Dr. Paulo Rego, abordando aspectos de arquitetura da plataforma, e a Prof.ª Dra. Valéria Lelli , responsável pela apresentação dos testes realizados no sistema.

Prof. José Macêdo

 

Prof. Paulo Rego

 

Prof.ª Valéria Lelli

Representando a ABIN, Vinicius Lagrota ministrou a palestra “Criptografia de Estado”, abordando estratégias e desafios relacionados à proteção de comunicações sensíveis no contexto governamental.

Já o Serpro apresentou a palestra “Nuvem Soberana”, conduzida por Misael da Silva Santos, discutindo infraestrutura tecnológica nacional e armazenamento seguro de dados no setor público.

Além das palestras e apresentações técnicas, o seminário contou com a presença de autoridades e representantes institucionais ligados à pesquisa, inteligência, tecnologia e gestão pública. Entre eles, estiveram Vanderson Rocha, diretor do CEPESC; Rodrigo Pacheco, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do CEPESC; Rosana Tomazini, do PNUD; além de pesquisadores, estudantes e profissionais envolvidos no desenvolvimento da plataforma.

Rodrigo Pacheco

Ao longo do encontro, a MSG GOV foi apresentada como parte de uma estratégia nacional voltada à construção de uma infraestrutura de comunicação segura para o Estado brasileiro. O seminário marcou, assim, mais uma etapa do desenvolvimento da plataforma e das articulações institucionais relacionadas ao projeto.

Comissão organizadora do “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV”: José Macêdo, Nabupolasar Alves Feitosa, Rebeca Quezado, Rossana Andrade, José Mário Segrillo, Juliana Colares, André Rocha, Raissa Teixeira, Zilca Oliveira e Silvia Helena Jucá Ferreira. 

Prof. Rossana Andrade

 

Welsinner Gomes de Brito

 

Gildomiro Bairros

 

O seminário foi aberto ao público
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Não Violência à Mulher Pesquisa

Obra premiada do Insight Lab é selecionada para o projeto de 200 anos da Biblioteca do Senado Federal

Fundada em 1826, ainda durante o período do Império, a Biblioteca do Senado Federal nasceu com a missão de oferecer suporte informacional às atividades legislativas do país. Ao longo de dois séculos, a instituição consolidou-se como um importante espaço de preservação da memória política, histórica e cultural brasileira, além de promover iniciativas voltadas ao acesso ao conhecimento e à valorização da produção intelectual nacional.

Em celebração ao seu bicentenário, a Biblioteca do Senado Federal lançou o projeto “200 anos, 200 vozes”. A iniciativa reúne depoimentos de pessoas que, de diferentes maneiras, fazem parte da trajetória da instituição. O projeto reconhece vozes que contribuíram para fortalecer o acesso à informação, à memória e ao conhecimento no Brasil.

Entre as obras selecionadas para o projeto está o livro do Insight Lab, intitulado “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”. A publicação, escrita por José Macêdo, Rebeca Quezado e Tiago Dias, integra o acervo da biblioteca e apresenta um panorama sobre casos de feminicídio cometidos no Ceará. Além disso, discute como dados e tecnologia podem contribuir para o enfrentamento da violência de gênero e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção.

Em seu depoimento para o projeto “200 anos, 200 vozes”, o Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab e docente do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal do Ceará, relembrou o lançamento do livro na Biblioteca do Senado Federal.

O livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia” foi lançado em Brasília, em agosto de 2023

O destaque do estudo desenvolvido no Insight Lab reforça a relevância social e acadêmica das pesquisas realizadas no laboratório. Ao mesmo tempo, evidencia como iniciativas científicas podem dialogar diretamente com temas de interesse público e contribuir para a construção de políticas.

Ter a obra destacada na celebração histórica da Biblioteca do Senado Federal também representa um importante reconhecimento ao trabalho realizado pelos pesquisadores envolvidos na publicação. Afinal, a presença do livro em um projeto comemorativo do bicentenário da instituição amplia a visibilidade de pesquisas brasileiras voltadas ao uso da tecnologia em benefício da sociedade.

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Eventos

Pesquisadores do Insight Lab participam do 22º Conamat

Os pesquisadores do Insight Lab, Prof. José Macêdo e Prof.ª Rebeca Quezado, participaram do 22º Congresso Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Conamat), realizado em Brasília (DF). O evento é considerado o maior encontro científico e deliberativo da Magistratura do Trabalho no Brasil.

Com o tema central “Justiça do Trabalho independente para um mundo em transição: sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido”, o Conamat 2026 reuniu mais de 350 participantes no Centro de Convenções do Royal Tulip, promovendo uma ampla programação de palestras, painéis e atividades expositivas voltadas aos desafios contemporâneos do mundo do trabalho.

A abertura oficial do congresso foi realizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, que destacou os impactos das transformações no mundo laboral. Em sua fala, o ministro chamou atenção para a precarização das relações de trabalho, o avanço do adoecimento mental e a importância de fortalecer o diálogo social diante das mudanças em curso.

Ministro Edson Fachin durante abertura do 22º Conamat

 

Juíza Patrícia Sant´Anna, juíza Roberta de Oliveira, juiz Valter Pugliesi, Prof.ª Rebeca Quezado e Prof. José Macêdo reunidos durante o Conamat 2026

Entre as autoridades presentes no evento, estiveram o juiz Valter Souza Pugliesi, presidente da Anamatra; a juíza Roberta de Oliveira Santos, diretora de Cidadania e Direitos Humanos; e a juíza Patrícia Pereira de Sant´Anna, diretora de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos, reforçando a relevância institucional e o caráter plural do congresso.

Juíza Roberta de Oliveira

Durante o Conamat, também foram debatidos temas estratégicos para o futuro da Justiça do Trabalho, com destaque para o papel da inteligência artificial, a sustentabilidade das relações laborais e a proteção de direitos em cenários de transformação tecnológica.

Marco Aurélio Treviso (Vice-Presidente da Anamatra) e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (Presidente do TST)

No contexto dessas discussões, o Insight Lab mantém uma parceria com a Anamatra no desenvolvimento da Pesquisa Sobre Condições de Trabalho da Magistratura Trabalhista 2026, iniciativa que busca produzir evidências qualificadas sobre a realidade de trabalho da magistratura e apoiar a formulação de políticas institucionais baseadas em dados.

Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab

A participação dos pesquisadores do Insight Lab no Conamat reforça o compromisso do laboratório com a produção de conhecimento aplicado, a cooperação com instituições do sistema de justiça e o desenvolvimento de soluções em ciência de dados e inteligência artificial voltadas a desafios sociais e institucionais.

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Ceará Data Science

Fortaleza: a cidade onde os dados do mundo passam

Como Fortaleza se tornou hub de cabos submarinos, data centers e inteligência artificial no Brasil.

No aniversário de 300 anos de Fortaleza, a cidade merece ser celebrada por sua cultura, história e beleza natural, mas também por um protagonismo silencioso e estratégico: hoje, a capital cearense é reconhecida como hub de cabos submarinos e data centers, ocupando posição central na infraestrutura digital global.

Além de polo turístico, Fortaleza tornou-se uma das principais portas de entrada e saída de dados do planeta. Estimativas recentes apontam que cerca de 90% do tráfego internacional de internet que entra e sai do Brasil passa pela Praia do Futuro, onde estão ancorados 17 cabos submarinos de fibra óptica, a maior concentração da América Latina.

Cabos submarinos ancorados em Fortaleza. Imagem: Submarine Cable Map

Essa infraestrutura conecta o país à Europa, África, América do Norte e Caribe, criando condições ideais para serviços em nuvem, streaming, inteligência artificial e pesquisa em ciência de dados.

Uma vocação histórica: dos telégrafos aos cabos submarinos

A relação de Fortaleza com a conectividade global não começou com a internet.

Estudos da Revista de História da USP mostram que a cidade já participava da infraestrutura internacional de comunicações desde 1874, quando registros sobre a instalação de cabos telegráficos submarinos passaram a aparecer na imprensa cearense. 

No início da década de 1880, os primeiros cabos submarinos já aterrissavam na costa da capital, conectando o Ceará às redes atlânticas de comunicação e consolidando uma vocação geográfica que mais de um século depois se transformaria na espinha dorsal da internet brasileira. 

Essa continuidade histórica é poderosa: a mesma posição estratégica que antes conectava mensagens telegráficas hoje conecta modelos de IA, sistemas financeiros, videochamadas e plataformas globais.

Os cabos submarinos que conectam Fortaleza ao mundo

A força digital de Fortaleza começa no mar.

Sob as areias da Praia do Futuro chegam 17 sistemas de cabos submarinos de fibra óptica, que sustentam a maior parte do tráfego internacional de dados do país. Esse volume coloca Fortaleza entre os hubs mais relevantes do mundo em conectividade submarina.

Esses cabos funcionam como verdadeiras rodovias invisíveis de dados, conectando o Brasil diretamente a Estados Unidos, Portugal e restante da Europa, África, Caribe e demais hubs latino-americanos.

Segundo estudos sobre infraestrutura de rede, mais de 97% do tráfego internacional de dados do mundo depende de cabos submarinos, e Fortaleza se tornou um dos nós mais estratégicos dessa arquitetura.

 

Instalação do cabo submarino Curie. Foto: tecnoblog

A geografia favorece esse protagonismo. A costa cearense está entre os pontos sul-americanos mais próximos da Europa e da África, reduzindo distâncias físicas e, consequentemente, a latência.

Por que os data centers escolhem Fortaleza

Fortaleza não apenas consome tecnologia. A concentração dos cabos submarinos transformou Fortaleza em terreno fértil para a expansão de data centers, edge computing e infraestrutura de nuvem.

Empresas que precisam de alta disponibilidade encontram na cidade vantagens importantes, como proximidade física com os cabos, menor latência, redundância de rede, alta resiliência e energia renovável competitiva.

Relatórios do setor apontam que o Ceará vem atraindo investimentos bilionários em infraestrutura digital, consolidando-se como polo de data centers de borda (edge data centers). 

Fortaleza, infraestrutura crítica do futuro

Fortaleza continua sendo símbolo de cultura, turismo e inovação social. Mas, cada vez mais, também se consolida como infraestrutura crítica do século XXI.

Celebrar o 3º centenário da cidade é reconhecer que, silenciosamente, ela sustenta parte da internet brasileira e conecta o país às principais rotas digitais do planeta.

Ancoragem do cabo submarino Ellalink em 2020. Foto: Ruy Cézar Campos Figueiredo / Tese de doutorado, Universidade do Estado Do Rio de Janeiro, 2022

Se antes mensagens telegráficas cruzavam o Atlântico a partir de sua costa, hoje são dados, algoritmos, modelos de inteligência artificial, pesquisas científicas e serviços digitais que percorrem esse mesmo caminho.

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Direitos humanos Eventos Não Violência à Mulher

Segundo dia do III CIVIGE destaca pesquisa, acesso à justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero

No dia 17 de março, o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero (III CIVIGE) deu continuidade à sua programação em Brasília, no Superior Tribunal Militar. O segundo dia do evento foi marcado por discussões aprofundadas sobre pesquisa científica, atuação do sistema de justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Pesquisadores e autoridades brasileiros e internacionais participaram do CIVIGE. Foto: STM

Ao longo da programação, especialistas de diferentes áreas apresentaram experiências práticas, estudos e iniciativas que reforçam a importância de uma atuação integrada, baseada em evidências e sensível às múltiplas realidades das vítimas.

Insight Aurora: tecnologia, inclusão e ciência no combate à violência

Um dos destaques do dia foi a apresentação do projeto Insight Aurora, conduzida pelas pesquisadoras Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, Luiza Manoela Silva, Beatriz Fernandes, Cibelly Sousa, Gabriela Ferreira e Sandra Lemos.

Da esquerda para a direita: Cibelly Sousa, Luiza Manoela Silva e Rebeca Sabóia Quezado durante a apresentação do coletivo Aurora. Foto: STM

Durante a apresentação, o grupo destacou o papel da universidade como agente de transformação social, reforçando a importância da educação no enfrentamento à violência de gênero.

Membros do Insight Aurora apresentam a iniciativa durante o CIVIGE. Foto: STM

 

Gabriela Ferreira fala sobre o desenvolvimento do site do coletivo Aurora. Foto: STM

As integrantes apresentaram o coletivo Aurora como uma iniciativa interdisciplinar que integra ciência de dados, direito e tecnologia, com o objetivo de criar soluções inovadoras e acessíveis. Nesse contexto, também foi discutida a sub-representação feminina nas áreas tecnológicas e a necessidade de ampliar a participação de mulheres nesses espaços.

Além disso, o grupo apresentou a digitalização do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), desenvolvida em parceria com o grupo Pandora. O processo foi realizado em conformidade com a legislação de proteção de dados.

A acessibilidade também foi um ponto central da iniciativa, com destaque para o desenvolvimento de plataformas compatíveis com leitores de tela e adaptadas para pessoas com deficiência visual, como ressaltado pela pesquisadora Beatriz Fernandes.

Beatriz Fernandes ressalta a importância da acessibilidade na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

O Prof. José Macêdo destacou que Beatriz Fernandes é a primeira aluna cega do curso de Ciência da Computação da UFC. Foto: STM

Ao final, o coletivo reforçou o convite para novas parcerias, destacando a importância da diversidade na construção de soluções para o enfrentamento à violência.

Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab, e Dr.ª Amini Haddad, Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM, acompanham a apresentação do grupo Aurora. Foto: STM

IAVP: instrumento científico para detecção precoce da violência psicológica

A apresentação do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), conduzida por Alice Bianchini (Advogada), Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP) e Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), evidenciou o papel da ciência no aprimoramento das respostas institucionais à violência de gênero.

Representantes do grupo Pandora participam do segundo dia do III CIVIGE. Foto: STM

As palestrantes explicaram que o instrumento foi desenvolvido ao longo de quatro anos de pesquisa e validação técnica, com o objetivo de identificar condutas de violência psicológica, como perseguição, isolamento e ameaças, além dos impactos dessas situações na vida das vítimas. Nesse sentido, destacaram que o IAVP contribui para preencher lacunas no sistema de justiça, tornando a identificação da violência mais precisa e fundamentada.

Membros do grupo Pandora detalham o instrumento IAVP. Foto: STM

Outro ponto enfatizado foi o potencial do instrumento na prevenção do feminicídio. Ao permitir a detecção precoce da violência psicológica, o IAVP funciona como uma ferramenta estratégica para intervenção antecipada, ampliando as possibilidades de proteção das mulheres.

Dr.ª Alice Bianchini (Advogada). Foto: STM

 

Dr.ª Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP). Foto: STM

 

Dr.ª Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Foto: STM

 

Representantes do Pandora e Aurora se reúnem no palco do CIVIGE. Os dois grupos trabalharam juntos na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

Foto: STM

Sistema de justiça e múltiplas vulnerabilidades

O Painel 5 trouxe reflexões sobre a atuação do sistema de justiça diante de vítimas em situação de múltiplas vulnerabilidades.

Painel 5: O SISTEMA DE JUSTIÇA: ABORDAGENS PARA AS VÍTIMAS COM MÚLTIPLAS VULNERABILIDADES. Foto: STM

A juíza Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM)  destacou a necessidade de uma abordagem integral, que considere fatores sociais, econômicos e culturais que impactam diretamente a experiência das vítimas. Em sua fala, ressaltou a importância do preparo dos profissionais e do compromisso do Estado com políticas públicas alinhadas a diretrizes internacionais.

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Foto: STM

Na mesma linha, a Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE) apresentou iniciativas práticas desenvolvidas pelo Ministério Público de Sergipe, como o projeto “Maria da Penha nas Escolas”. A ação busca promover conscientização desde a educação básica, por meio de materiais educativos, palestras e ações de incentivo à leitura sobre o tema.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE), Dr.ª Safira Maria de Figueredo (Juíza Corregedora da Justiça Militar da União) e Dr.ª Amini Haddad. Foto: STM

 

Foto: STM

Acesso à justiça e interseccionalidade

O Painel 6 aprofundou o debate sobre o acesso à justiça, com foco nas desigualdades enfrentadas por mulheres negras.

Painel 6: A ATUAÇÃO DA ADVOCACIA NA GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA. Foto: STM

A professora Rosane Teresinha Carvalho Porto (Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ)  destacou a importância de incorporar a perspectiva interseccional nas pesquisas e práticas jurídicas, evidenciando como fatores como raça e gênero impactam o acesso a direitos. 

Dr.ª Rosane Teresinha Carvalho Porto (Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ). Foto: STM

Já a advogada Nildete Santana (Diretora de Mulheres da OAB/DF) reforçou que o acesso à justiça deve ser compreendido como um direito à dignidade, indo além de uma visão formal do sistema jurídico e buscando garantir proteção efetiva às mulheres em contextos de maior vulnerabilidade.

A Dr.ª Nildete Santana participou do painel 6 como painelista, enquanto a Dr.ª Alice Bianchini atuou como presidente de mesa. Foto: STM

 

Dr.ª Rosane Teresinha, Dr.ª Alice Bianchini e Dr.ª Nildete Santana participam do painel 6. Foto: STM

Comparação internacional: Brasil e Portugal no enfrentamento à violência

O Painel 7 trouxe uma análise comparada entre a legislação brasileira e portuguesa sobre violência doméstica.

Painel 7: LEI MARIA DA PENHA: ANÁLISE COMPARADA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA X LEGISLAÇÃO PORTUGUESA. Foto: STM

A professora Sandra Tavares (Faculdade Católica Portuguesa | Porto)  apresentou a estrutura jurídica de Portugal. A professora destacou o detalhamento das condutas que configuram o crime de violência doméstica. 

A Dr.ª Sandra Tavares (Professora de Direito da Faculdade Católica Portuguesa | Porto) participou do CIVIGE via videoconferência. Foto: STM

Em paralelo, a juíza Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do STM) abordou a evolução da legislação brasileira, com destaque para a Lei Maria da Penha e para o papel das medidas protetivas de urgência. Também ressaltou a importância da coleta e análise de dados, especialmente no contexto da violência psicológica, como estratégia de prevenção ao feminicídio.

Dr.ª Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Dr.ª Bárbara Lívio e Dr. Miguel Dunshee de Abranches Fiod (Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF) ao final do painel 7. Foto: STM

América Latina: educação, dados e atuação institucional

O Painel 8 ampliou o debate para o contexto latino-americano, reunindo perspectivas educativas e jurídicas.

Painel 8: A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMÉRICA LATINA. Foto: STM

O especialista Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil)  destacou o papel da educação no enfrentamento à violência de gênero, com iniciativas que utilizam arte, jogos e metodologias inclusivas para promover o empoderamento feminino. Além disso, enfatizou a importância de envolver meninos desde cedo na construção de uma cultura de respeito e equidade.

 

Dr.ª Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil). Foto: STM

 

A Dr.ª Raissa Vernay (Assessora de Relações Institucionais) atuou como presdiente de mesa no painel 8. Foto: STM

Já a procuradora Ivana Farina Navarrete Pena (Ministério Público de Goiás – MPGO)  ressaltou que o sistema de justiça, isoladamente, não é suficiente para enfrentar o problema, sendo necessário investimento em políticas públicas e orçamentos adequados. Também destacou a importância da aplicação prática de protocolos com perspectiva de gênero e o avanço de diversos países da região na adoção dessas diretrizes.

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Santiago Plata, Dr.ª Ivana Farina e Dr.ª Raissa Vernay. Foto: STM

Encerramento reforça atuação em rede e foco na ação prática

O encerramento do segundo dia contou com a participação de Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). 

Encerramento do 2º dia: 20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: POLÍTICAS PÚBLICAS E REDES DE ATENDIMENTO. Foto: STM

Em sua fala, destacou a importância da atuação em rede no enfrentamento à violência de gênero. Também enfatizou a necessidade de levar o conhecimento técnico para além dos espaços institucionais, alcançando mulheres em diferentes contextos sociais. Também reforçou a importância de transformar debates em ações concretas, citando iniciativas como exposições itinerantes em espaços públicos para sensibilização da sociedade.

Dr.ª Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). Foto: STM

A Dr.ª Marta exaltou o papel das parcerias institucionais na ampliação do alcance das políticas de prevenção.

Dr.ª Marta Livia Suplicy e Dr. José Macêdo. Foto: STM

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Ministra Maria Elizabeth Rocha, realizou o encerramento do evento agradecendo às autoridades e participantes presentes. Ela destacou que o congresso não foi apenas um encontro, mas um espaço vital para o debate, a reflexão e a construção de soluções inovadoras ancoradas em princípios de justiça.

Ministra Maria Elizabeth Rocha (Presidente do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha conduz o encerramento da terceira edição do CIVIGE. Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha. Foto: STM

 

Foto: STM

Assista às palestras do segundo dia

▶️ Todas as palestras do segundo dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=X3ABK6a_D3k&t=1793s

Auditório do Superior Tribunal Militar (STM). Foto: STM
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Eventos Não Violência à Mulher

III CIVIGE: primeiro dia do congresso destaca tecnologias, políticas públicas e atuação intersetorial no enfrentamento à violência de gênero

No dia 16 de março, teve início o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero: ações estratégicas, políticas públicas e tecnologias (III CIVIGE), realizado em Brasília, no auditório do Superior Tribunal Militar. O evento também contou com transmissão online pela plataforma Zoom, ampliando o alcance das discussões.

A programação do primeiro dia reuniu autoridades, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas para debater caminhos concretos no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com destaque para o papel da tecnologia, do Judiciário e da produção científica.

Abertura institucional destaca avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero

Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo realiza abertura do III CIVIGE. Foto: STM

A abertura do evento foi conduzida pelo vice-presidente do STM, Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo, que ressaltou a relevância do congresso no fortalecimento das instituições e das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo. Foto: STM

Na sequência, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, trouxe uma reflexão ampla sobre os avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. Em sua fala, destacou o simbolismo da realização do congresso no Superior Tribunal Militar, mencionando marcos históricos relacionados à presença feminina em espaços de poder.

Ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Foto: STM

Márcia Lopes ressaltou o reconhecimento internacional da Lei Maria da Penha como referência global, enfatizando seu papel na transformação da violência doméstica de uma questão privada para uma violação de direitos humanos que exige resposta firme do Estado. 

A ministra ainda abordou a importância da solidariedade entre mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, e reforçou a necessidade de políticas públicas intersetoriais, envolvendo áreas como saúde, educação e cultura. Por fim, mencionou iniciativas como o Ligue 180 e o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio como instrumentos fundamentais nessa agenda.

Conferência de abertura reforça cooperação internacional e representatividade

A conferência de abertura contou com a participação do Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Data Science Lab, e da embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies.

Sophie Davies, Embaixadora da Austrália, e José Macêdo, coordenador do Insight Lab, durante a conferência de abertura do CIVIGE 2026. Foto: STM

 

Prof. José Macêdo, durante a conferência de abertura do III CIVIGE. Foto: STM

 

Embaixadora da Austrália, Sophie Davies. Foto: STM

Durante sua fala, Sophie Davies destacou a importância da representatividade feminina ao mencionar sua trajetória como a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixadora da Austrália no Brasil em 80 anos.

A embaixadora também reforçou o compromisso internacional com a promoção dos direitos de mulheres e meninas, destacando o enfrentamento à violência de gênero como uma pauta global. Além disso, compartilhou aspectos do contexto australiano.

Tecnologia e direito em foco no enfrentamento à violência

O Painel 1, dedicado às tecnologias e políticas públicas no enfrentamento à violência de gênero, reuniu especialistas para discutir o papel da inovação e do direito nesse contexto.

Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas (Juiz Auxiliar da Presidência) preside o painel 1. Foto: STM

O Prof. José Macêdo destacou que a tecnologia deve ser compreendida como uma ferramenta a serviço das políticas públicas e do cuidado humano, e não como um fim em si mesma. Em sua abordagem, enfatizou a necessidade de integrar soluções tecnológicas a estratégias mais amplas de proteção, prevenção e resposta à violência, sem substituir a escuta qualificada e o atendimento humanizado. Também alertou para os riscos associados ao uso de inteligência artificial, especialmente no que diz respeito à reprodução de vieses algorítmicos que podem perpetuar desigualdades existentes.

Já o professor Hélio Gustavo Alves trouxe uma perspectiva jurídica e social, destacando a importância de ações imediatas para garantir a segurança das vítimas. Em sua fala, abordou direitos trabalhistas ainda pouco conhecidos, como o artigo 473 da CLT, que prevê a possibilidade de a mulher vítima de violência trabalhar em casa ou se afastar do trabalho por até 6 meses com remuneração garantida.

O Dr. Hélio Gustavo Alves participou do III CIVIGE. Foto: STM

O palestrante também ressaltou que, embora o Brasil possua avanços normativos importantes, há um grande desconhecimento desses direitos por parte das mulheres, o que evidencia a necessidade de maior divulgação e conscientização.

Judiciário e acesso à justiça com perspectiva de gênero

O Painel 2 abordou as transformações do Judiciário no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Um dos pontos debatidos foi a importância de uma atuação mais sensível às questões de gênero.

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar) preside o painel 2. Foto: STM

A juíza Patrícia Sant’Anna destacou a relevância da Resolução 492 do CNJ, que institui o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero, como um instrumento fundamental para garantir decisões mais justas e contextualizadas. Em sua fala, apresentou exemplos práticos da Justiça do Trabalho envolvendo casos de discriminação e violência, evidenciando a necessidade de responsabilização institucional.

Dr.ª Patrícia Sant’Anna (Juíza do Trabalho do TRT 12). Foto: STM

A especialista Teresa Cristina Cabral Santana reforçou a importância de fortalecer a articulação entre o Judiciário e a rede de enfrentamento, destacando que o acesso à justiça deve ser qualificado e livre de revitimização. 

A Dr.ª Teresa Cristina apontou a Lei Maria da Penha e diretrizes internacionais como pilares fundamentais para orientar a atuação institucional.

Dr.ª Teresa Cristina Cabral Santana (Ouvidoria da Secretaria-Geral da Presidência do TSE). Foto: STM

Pesquisa científica como base para políticas públicas

O Painel 3 evidenciou o papel da pesquisa científica na formulação de políticas públicas mais eficazes.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Jaquelline Santos Silva (Juíza-Auxiliar da Presidência) e Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM

A pesquisadora Maria Teresa Prado apresentou dados que revelam um cenário preocupante no Brasil, marcado pelo desconhecimento sobre a Lei Maria da Penha e pela baixa adesão a medidas protetivas. Em sua análise, destacou que, embora a lei seja amplamente conhecida pelo nome, muitas mulheres não compreendem seus mecanismos de proteção, o que impacta diretamente na busca por ajuda. A congressista enfatizou ainda a importância de dados qualificados para orientar decisões públicas baseadas em evidências.

Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM

Já a procuradora Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues enfatizou a necessidade de institucionalizar políticas públicas, reduzindo a dependência de iniciativas individuais e garantindo maior continuidade e efetividade das ações.

Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues (Procuradora do Estado de Goiás). Foto: STM

Também reforçou a importância de ampliar o conhecimento das vítimas sobre seus direitos e de utilizar diagnósticos e indicadores para aprimorar estratégias de enfrentamento à violência.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Maria Teresa Prado, Dr.ª Jaquelline Santos Silva e Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues. Foto: STM

Ações intersetoriais e uso de dados no enfrentamento à violência

O Painel 4 trouxe discussões sobre estratégias práticas e intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero.

Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel (Desembargadora e Juíza Auxiliar da Presidência) preside o painel 4. Foto: STM

O delegado Sérgio Bautzer compartilhou sua experiência no atendimento a casos de violência doméstica. Ele destacou a importância de procedimentos iniciais que garantam segurança e acolhimento às vítimas, como a separação imediata do agressor e a avaliação da necessidade de atendimento médico. Também abordou a complexidade dos diferentes tipos de violência previstos na legislação brasileira.

Dr. Sérgio Bautzer (Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF). Foto: STM

O juiz Tiago Dias da Silva destacou o papel do monitoramento eletrônico e da análise de dados na prevenção de feminicídios. Também chamou atenção para os desafios enfrentados em regiões do interior, onde os índices de violência têm crescido.

Dr. Tiago Dias da Silva (Juiz de Direito do TJCE)

O Dr. Tiago Dias defende que a aplicação de tornozeleiras não deve se limitar a apenas 1% dos casos, pois isso negaria segurança a uma porcentagem muito maior de mulheres em risco.

Da esquerda para a direita: Dr. Sérgio Bautzer, Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel e Dr. Tiago Dias da Silva. Foto: STM

Encerramento destaca cooperação multissetorial e foco na mudança de comportamento

O encerramento do primeiro dia foi marcado por reflexões sobre a necessidade de ampliar as estratégias de enfrentamento à violência de gênero, com foco na cooperação entre diferentes setores e territórios.

A pesquisadora Michelle de Souza Gomes Hugill destacou a importância de direcionar ações também para os homens, responsáveis pela maioria dos casos de violência, defendendo a criação de estratégias voltadas à mudança de comportamento.

Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill (Servidora do TJSC, requisitada para atuar no CNJ). Foto: STM

 

A especialista Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional)  abordou os desafios de atuação em regiões de fronteira, ressaltando a necessidade de integração entre diferentes instituições e setores da sociedade.

Dr.ª Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional). Foto: STM

Já a Secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, enfatizou a importância do acolhimento humanizado e da atuação intersetorial, debatendo iniciativas como grupos reflexivos para homens agressores como caminhos promissores para a redução da reincidência.

Dr.ª Sheila de Carvalho (Secretária Nacional de Acesso à Justiça). Foto: STM

 

Dr. José Macêdo, Dr.ª Sheila de Carvalho, Dr.ª Victória Pedro Corrêa e Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill. Foto: STM

Galeria: 1º dia do III CIVIGE

Assista às palestras do primeiro dia

Todas as palestras do primeiro dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:

🔗 STM ao vivo: III Congresso de Internacional sobre Violência de Gênero – 16/03/2026

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III CIVIGE reúne especialistas para debater violência de gênero em Brasília

Estamos cada vez mais próximos da realização do III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero: ações estratégicas, políticas públicas e tecnologias (III CIVIGE). Em 2026, o evento será realizado em Brasília (DF), no Auditório do Superior Tribunal Militar (STM), reunindo pesquisadores(as), profissionais, gestores(as) públicos(as) e representantes da sociedade civil em um espaço qualificado de diálogo e reflexão sobre o enfrentamento à violência de gênero.

Idealizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pelo Departamento de Computação da UFC e pelo Insight Data Science Lab, o congresso chega à sua terceira edição ampliando o alcance dos debates interdisciplinares e internacionais. Esta edição é realizada em parceria com o Insight Lab, Insight Aurora, a UFC, o STM e o Observatório Pró-Equidade do STM.

O III CIVIGE também marca um momento simbólico: em 2026, celebram-se os 20 anos da Lei Maria da Penha, um dos principais marcos legais na proteção dos direitos das mulheres no Brasil e referência internacional no enfrentamento à violência doméstica.

Lideranças femininas 

Entre as grandes apoiadoras desta edição está a ministra Maria Elizabeth Rocha, que preside o Superior Tribunal Militar. Sua presença e apoio ao evento representam mais do que uma parceria institucional: simbolizam a ocupação de espaços de liderança por mulheres em ambientes historicamente masculinos.

Maria Elizabeth Rocha tornou-se a primeira mulher a presidir o STM em 217 anos de história da instituição. Ao apoiar iniciativas como o CIVIGE, a ministra reafirma seu compromisso com o debate público e com a construção de políticas e estratégias que contribuam para o enfrentamento da violência de gênero.

Outro nome fundamental para a realização do evento é o da Dr.ª Amini Haddad, coordenadora do Observatório Pró‑Equidade do Superior Tribunal Militar. À frente do observatório, Amini Haddad tem atuado no fortalecimento de ações institucionais voltadas à equidade e à promoção de ambientes mais justos e inclusivos.

Um evento idealizado no Ceará

O CIVIGE foi idealizado pelos professores José Macêdo e Rebeca Quezado, que também integram a comissão organizadora do III CIVIGE. Ambos estiveram à frente da criação do congresso e da realização das duas primeiras edições do evento.

Desde sua concepção, o congresso nasceu com a proposta de aproximar diferentes áreas do conhecimento (incluindo direito, políticas públicas, tecnologia e ciência de dados) para discutir caminhos concretos de enfrentamento às violências de gênero.

Conhecimento que pode transformar e salvar vidas

Ao reunir especialistas de diferentes áreas, o CIVIGE busca promover discussões capazes de gerar impacto real na sociedade. Debates sobre políticas públicas, estratégias institucionais e o uso de tecnologias podem contribuir, por exemplo, para o desenvolvimento de sistemas de apoio a vítimas, aprimoramento de mecanismos de denúncia e fortalecimento de redes de proteção.

Na prática, iniciativas discutidas em eventos como o CIVIGE podem influenciar ações que ajudam mulheres a identificar situações de violência doméstica, psicológica ou patrimonial, acessar canais de denúncia e encontrar apoio institucional com mais rapidez e segurança.

Assim, o congresso se consolida como um espaço importante para construir soluções que conectam conhecimento acadêmico, atuação institucional e compromisso social.

Participe do III CIVIGE

Pesquisadores(as), profissionais, estudantes e todas as pessoas interessadas no enfrentamento à violência de gênero estão convidadas a acompanhar o III CIVIGE

O evento será realizado presencialmente em Brasília (DF) e também contará com transmissão ao vivo, permitindo que participantes de diferentes regiões acompanhem as discussões e atividades do evento.

📅 Data: 16 e 17 de março
📍 Local: Auditório do Superior Tribunal Militar – Setor de Autarquias Sul, Quadra 01, Edifício-Sede, Bloco B – Brasília/DF
🕒 Horário: das 14h30 às 18h30, nos dois dias de evento
▶️ Transmissão do evento pela Plataforma ZOOM: https://us02web.zoom.us/j/84707191792 

O evento contará com emissão de certificado (8h/a) para participantes presenciais e virtuais.

👉 Garanta sua participação e faça sua inscrição no evento:
Inscreva-se no III CIVIGE 

 

Programação

Logo abaixo, você pode conferir a programação completa do evento.

Também é possível baixar o arquivo oficial da programação no link: https://www.insightlab.ufc.br/wp-content/uploads/2026/03/Programacao-Oficial-CIVIGE_Brasilia-Marco-de-2026_.pdf 

 

1º DIA – 16/03/2026 (segunda-feira)

 

14h30 | Abertura e palavras de boas-vindas

Ministra Maria Elizabeth Rocha (Presidente do Superior Tribunal Militar)

Ministra Márcia Helena Carvalho Lopes (Ministério das Mulheres)

 

15h | Conferência de abertura

Presidente: Dr. José Macêdo (Insight Data Science Lab da

Universidade Federal do Ceará)

Sophie Davies (Embaixadora da Austrália no Brasil)

 

15h30 | Painel 1

TECNOLOGIAS E POLÍTICAS PÚBLICAS NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Presidente: Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas (Juiz Auxiliar da Presidência)

Dr. José Macêdo (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Dr. Hélio Gustavo Alves (Advogado)

 

16h | Painel 2

AS TRANSFORMAÇÕES DO JUDICIÁRIO FRENTE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E MENINAS

Presidente: Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar)

Dr.ª Teresa Cristina Cabral Santana (Ouvidoria da Secretaria-Geral da Presidência do TSE)

Dr.ª Patrícia Sant’Anna (Juíza do Trabalho do TRT 12)

 

16h30 | Painel 3

O PAPEL DA PESQUISA CIENTÍFICA COMO PILAR PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Presidente: Dr.ª Jaquelline Santos Silva (Juíza-Auxiliar da Presidência)

Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal)

Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues (Procuradora do Estado de Goiás)

 

17h | Painel 4

AÇÕES ESTRATÉGICAS INTERSETORIAIS PARA A AUTONOMIA E PROTEÇÃO DAS MULHERES E MENINAS

Presidente: Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel (Desembargadora e Juíza Auxiliar da Presidência)

Dr. Sérgio Bautzer (Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF)

Dr.ª Silvia Souza (Coordenadora de Promoção da Mulher da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal)

 

17h30 | Encerramento

PROJETOS MULTITERRITORIAIS: NOVAS FRONTEIRAS PARA O ENFRENTAMENTO DAS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES E MENINAS

Dr. Tiago Dias da Silva (Juiz de Direito do TJCE)

Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill (Servidora do TJSC, requisitada para atuar no CNJ)

Dr. André Machado Cavalcanti (Juiz do Trabalho do TRT 13)

Dr.ª Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional)

 

2º DIA – 17/03/2026 (terça-feira)

 

14h30 | Apresentação Insight Aurora

Dr.ª Rebeca Sabóia Quezado (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Luiza Manoela Silva (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Sandra Lemos (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Beatriz Fernandes (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Cibelly Sousa (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Gabriela Ferreira (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

 

15h | Apresentação Grupo Pandora – Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP)

Dr.ª Alice Bianchini (Advogada)

Dr.ª Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP)

Dr.ª Karen Netto (Psicóloga Forense)

Dr.ª Arielle Sagrillo Scarpati (Psicóloga)

Dr.ª Ivana Battaglin (Promotora de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul – MPRS)

Dr.ª Lisieux Telles (Psiquiatra Forense)

Dr.ª Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Dr.ª Tamyres Tomas Paiva (Psicóloga)

Dr.ª Vivian Pares Days (Psiquiatra Forense)

 

15h30 | Painel 5

O SISTEMA DE JUSTIÇA: ABORDAGENS PARA AS VÍTIMAS COM MÚLTIPLAS VULNERABILIDADES

Presidente: Dr.ª Safira Maria de Figueredo (Juíza Corregedora da Justiça Militar da União)

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar)

Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE)

 

16h | Painel 6

A ATUAÇÃO DA ADVOCACIA NA GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA 

Presidente: Dr. Fábio Zech (Advogado)

Dr.ª Rosane Teresinha Carvalho Porto (Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ)

Dr.ª Nildete Santana (Diretora de Mulheres da OAB/DF)

 

16h30 | Painel 7

LEI MARIA DA PENHA: ANÁLISE COMPARADA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA X LEGISLAÇÃO PORTUGUESA

Presidente: Dr. Miguel Dunshee de Abranches Fiod (Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF)

Dr.ª Sandra Tavares (Professora de Direito da Faculdade Católica Portuguesa | Porto)

Dr.ª Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do Superior Tribunal Militar)

 

17h | Painel 8

A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMÉRICA LATINA

Presidente: Dr.ª Raissa Vernay (Assessora de Relações Institucionais)

Dr.ª Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil)

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO)

 

17h30 | Encerramento

20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: POLÍTICAS PÚBLICAS E REDES DE ATENDIMENTO

Dr.ª Soraya Santos (Deputada Federal pelo Rio de Janeiro)

Dr.ª Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional)

Dr.ª Margareth Buzetti (Senadora pelo Mato Grosso)

Dr.ª Renata d’Aguiar (Subsecretária de Promoção das Mulheres Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal)

Dr.ª Claudia Patricia de Luna (Vice-Presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB / SP)

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Eventos Inovação UFC

Coordenador do Insight Lab é homenageado pela ABIN durante seminário sobre Inteligência e Soberania Digital

O coordenador do Insight Lab e professor do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Prof. José Macêdo, foi homenageado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) com o diploma Valora Destaque, durante o seminário “Diálogos ABIN – Inteligência e Soberania Digital”, realizado nesta terça-feira (03), em Brasília (DF).

A honraria reconhece o papel estratégico exercido pelo pesquisador na condução do desenvolvimento do msg gov, aplicativo de comunicação segura destinado a agentes públicos, concebido pela ABIN e implementado por meio de parceria com a UFC.

A entrega ocorreu durante a programação comemorativa dos 26 anos de criação da ABIN e do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

UFC como parceira estratégica no desenvolvimento do msg gov

Prof. José Macêdo durante a cerimônia de 26 anos da ABIN em Brasília

O reconhecimento ao Prof. José Macêdo destaca o esforço conjunto conduzido dentro da UFC, envolvendo o Departamento de Computação, o Insight Data Science Lab, coordenado pelo Prof. José Macedo e o Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas (GREat), coordenado pela Profa. Rossana Andrade.

A universidade, por meio dessas três frentes, é responsável por toda a implementação tecnológica do aplicativo, executada no contexto de um Termo de Execução Descentralizada firmado entre ABIN e UFC.

Durante sua fala, o Prof. Macêdo destacou o caráter colaborativo da iniciativa e o impacto estratégico do projeto:

“Destaco que este é um projeto de pesquisa e desenvolvimento envolvendo a ABIN, a UFC e o SERPRO, onde professores pesquisadores, alunos de doutorado, mestrado e graduação estão envolvidos no projeto. Vejo o msg gov como um importante passo para garantir a soberania digital e proteção de dados do Governo Brasileiro. Além do impacto tecnológico, estamos formando capital humano para desenvolvimento de tecnologia nacional.”

Como foi o evento da ABIN

O seminário Diálogos ABIN, que reuniu cerca de 200 participantes, trouxe como tema central “Inteligência e soberania digital: autonomia estratégica na competição entre grandes potências”. A programação incluiu:

  • Abertura institucional – Com falas de Pedro Pontual (Casa Civil), Luiz Fernando Corrêa (diretor-geral da ABIN), e representantes da Escola de Inteligência (Esint) e do Cepesc.
    Durante a abertura, foi ressaltado que o msg gov cumpre o decreto que delega à ABIN a responsabilidade de disponibilizar ferramentas de comunicação segura para o Sisbin.

  • Apresentação oficial do msg gov
    Antes das mesas de debate, o público assistiu à demonstração do aplicativo, com explicações sobre suas funcionalidades e sobre a parceria entre ABIN, UFC e Serpro.

  • Mesas de debate
    O evento contou com três mesas temáticas: 
  1. “Inteligência e soberania digital: desafios e perspectivas para o Brasil”
    Com representantes do MGI, LNCC, MCTI e ABIN.

  2. “Desafios de Inteligência para a autonomia estratégica do Brasil”
    Painel que marcou o lançamento da publicação Desafios de Inteligência – edição 2026.

  3. “Modernização da Inteligência e o papel das escolas do Sistema Brasileiro de Inteligência”
    Debate sobre formação, capacitação e modernização das instituições ligadas ao Sisbin.

  • Entrega do diploma Valora Destaque
    Prof. José Macêdo recebe o diploma Valora Destaque, concedido pela ABIN

    A cerimônia reconheceu quatro personalidades de destaque. Entre elas, o Prof. José Macêdo, agraciado “pelo compromisso incansável no projeto de desenvolvimento do aplicativo msg gov”.

O que é o msg gov?

O msg gov é uma plataforma de comunicação segura criada para uso de agentes públicos. Seus recursos incluem:

  • envio e recebimento de mensagens de texto e multimídia;

  • chamadas de voz e vídeo;

  • criação de grupos;

  • compartilhamento de arquivos e documentos.

Seu grande diferencial é o uso da criptografia de Estado, tecnologia desenvolvida pela ABIN para proteger informações estratégicas e comunicações sensíveis do governo brasileiro.

O sistema possui arquitetura federada, o que reforça sua resiliência, impossibilitando que seja derrubado ou comprometido por centralização excessiva.

A solução foi construída por meio de uma cooperação entre ABIN, que lidera e fornece a criptografia, UFC, responsável pelo desenvolvimento técnico, e Serpro, responsável pela infraestrutura de nuvem governamental.

O papel da universidade na soberania digital

Com a participação no projeto e o reconhecimento ao Prof. Macêdo, a UFC reafirma a importância da pesquisa acadêmica na construção de soluções estratégicas para o Estado brasileiro.

A atuação coordenada entre Insight Lab, GREat e o Departamento de Computação demonstra como as universidades públicas podem contribuir diretamente para segurança, soberania digital e inovação tecnológica no país.

 

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Vagas

Projeto FCPC/UFC atualiza cronograma da seleção para Dev. Python

A coordenação do Projeto FCPC/UFC publicou a Retificação 01 do Edital nº 10/2025, que altera a cláusula 7ª e atualiza o cronograma do processo seletivo para a vaga de Analista – Desenvolvedor Python. A mudança ajusta as datas das etapas de seleção.

De acordo com a coordenação, o processo seletivo segue estruturado em duas fases principais: análise curricular e entrevista online com os candidatos pré-selecionados.

Novo cronograma do processo seletivo

Conforme a retificação, o calendário passa a ser o seguinte:

  • Envio de currículos: 12/11/2025 a 17/11/2025, às 08h
  • Análise dos currículos (Fase 1): até 18/11/2025
  • Resultado da pré-seleção: até 19/11/2025
  • Entrevista online para os aprovados na pré-seleção (Fase 2): 21/11/2025 e 24/11/2025
  • Resultado final: 25/11/2025
  • Entrega da documentação: 27/11/2025, até às 14h

A coordenação reforça que a retificação deve ser consultada pelos candidatos para garantir o correto acompanhamento das etapas e prazos do processo.

Acesso ao documento

A Retificação 01 está disponível no link: insightlab.ufc.br/wp-content/uploads/2025/11/Retificacao-No-1-do-edital-No-10_2025-UFC-FCPC.pdf

Para esclarecimento de dúvidas ou informações adicionais, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail: jobs@insightlab.ufc.br.

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