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Direitos humanos Eventos Não Violência à Mulher

Segundo dia do III CIVIGE destaca pesquisa, acesso à justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero

No dia 17 de março, o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero (III CIVIGE) deu continuidade à sua programação em Brasília, no Superior Tribunal Militar. O segundo dia do evento foi marcado por discussões aprofundadas sobre pesquisa científica, atuação do sistema de justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Pesquisadores e autoridades brasileiros e internacionais participaram do CIVIGE. Foto: STM

Ao longo da programação, especialistas de diferentes áreas apresentaram experiências práticas, estudos e iniciativas que reforçam a importância de uma atuação integrada, baseada em evidências e sensível às múltiplas realidades das vítimas.

Insight Aurora: tecnologia, inclusão e ciência no combate à violência

Um dos destaques do dia foi a apresentação do projeto Insight Aurora, conduzida pelas pesquisadoras Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, Luiza Manoela Silva, Beatriz Fernandes, Cibelly Sousa, Gabriela Ferreira e Sandra Lemos.

Da esquerda para a direita: Cibelly Sousa, Luiza Manoela Silva e Rebeca Sabóia Quezado durante a apresentação do coletivo Aurora. Foto: STM

Durante a apresentação, o grupo destacou o papel da universidade como agente de transformação social, reforçando a importância da educação no enfrentamento à violência de gênero.

Membros do Insight Aurora apresentam a iniciativa durante o CIVIGE. Foto: STM

 

Gabriela Ferreira fala sobre o desenvolvimento do site do coletivo Aurora. Foto: STM

As integrantes apresentaram o coletivo Aurora como uma iniciativa interdisciplinar que integra ciência de dados, direito e tecnologia, com o objetivo de criar soluções inovadoras e acessíveis. Nesse contexto, também foi discutida a sub-representação feminina nas áreas tecnológicas e a necessidade de ampliar a participação de mulheres nesses espaços.

Além disso, o grupo apresentou a digitalização do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), desenvolvida em parceria com o grupo Pandora. O processo foi realizado em conformidade com a legislação de proteção de dados.

A acessibilidade também foi um ponto central da iniciativa, com destaque para o desenvolvimento de plataformas compatíveis com leitores de tela e adaptadas para pessoas com deficiência visual, como ressaltado pela pesquisadora Beatriz Fernandes.

Beatriz Fernandes ressalta a importância da acessibilidade na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

O Prof. José Macêdo destacou que Beatriz Fernandes é a primeira aluna cega do curso de Ciência da Computação da UFC. Foto: STM

Ao final, o coletivo reforçou o convite para novas parcerias, destacando a importância da diversidade na construção de soluções para o enfrentamento à violência.

Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab, e Dr.ª Amini Haddad, Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM, acompanham a apresentação do grupo Aurora. Foto: STM

IAVP: instrumento científico para detecção precoce da violência psicológica

A apresentação do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), conduzida por Alice Bianchini (Advogada), Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP) e Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), evidenciou o papel da ciência no aprimoramento das respostas institucionais à violência de gênero.

Representantes do grupo Pandora participam do segundo dia do III CIVIGE. Foto: STM

As palestrantes explicaram que o instrumento foi desenvolvido ao longo de quatro anos de pesquisa e validação técnica, com o objetivo de identificar condutas de violência psicológica, como perseguição, isolamento e ameaças, além dos impactos dessas situações na vida das vítimas. Nesse sentido, destacaram que o IAVP contribui para preencher lacunas no sistema de justiça, tornando a identificação da violência mais precisa e fundamentada.

Membros do grupo Pandora detalham o instrumento IAVP. Foto: STM

Outro ponto enfatizado foi o potencial do instrumento na prevenção do feminicídio. Ao permitir a detecção precoce da violência psicológica, o IAVP funciona como uma ferramenta estratégica para intervenção antecipada, ampliando as possibilidades de proteção das mulheres.

Dr.ª Alice Bianchini (Advogada). Foto: STM

 

Dr.ª Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP). Foto: STM

 

Dr.ª Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Foto: STM

 

Representantes do Pandora e Aurora se reúnem no palco do CIVIGE. Os dois grupos trabalharam juntos na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

Foto: STM

Sistema de justiça e múltiplas vulnerabilidades

O Painel 5 trouxe reflexões sobre a atuação do sistema de justiça diante de vítimas em situação de múltiplas vulnerabilidades.

Painel 5: O SISTEMA DE JUSTIÇA: ABORDAGENS PARA AS VÍTIMAS COM MÚLTIPLAS VULNERABILIDADES. Foto: STM

A juíza Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM)  destacou a necessidade de uma abordagem integral, que considere fatores sociais, econômicos e culturais que impactam diretamente a experiência das vítimas. Em sua fala, ressaltou a importância do preparo dos profissionais e do compromisso do Estado com políticas públicas alinhadas a diretrizes internacionais.

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Foto: STM

Na mesma linha, a Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE) apresentou iniciativas práticas desenvolvidas pelo Ministério Público de Sergipe, como o projeto “Maria da Penha nas Escolas”. A ação busca promover conscientização desde a educação básica, por meio de materiais educativos, palestras e ações de incentivo à leitura sobre o tema.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE), Dr.ª Safira Maria de Figueredo (Juíza Corregedora da Justiça Militar da União) e Dr.ª Amini Haddad. Foto: STM

 

Foto: STM

Acesso à justiça e interseccionalidade

O Painel 6 aprofundou o debate sobre o acesso à justiça, com foco nas desigualdades enfrentadas por mulheres negras.

Painel 6: A ATUAÇÃO DA ADVOCACIA NA GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA. Foto: STM

A professora Rosane Teresinha Carvalho Porto (Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ)  destacou a importância de incorporar a perspectiva interseccional nas pesquisas e práticas jurídicas, evidenciando como fatores como raça e gênero impactam o acesso a direitos. 

Dr.ª Rosane Teresinha Carvalho Porto (Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ). Foto: STM

Já a advogada Nildete Santana (Diretora de Mulheres da OAB/DF) reforçou que o acesso à justiça deve ser compreendido como um direito à dignidade, indo além de uma visão formal do sistema jurídico e buscando garantir proteção efetiva às mulheres em contextos de maior vulnerabilidade.

A Dr.ª Nildete Santana participou do painel 6 como painelista, enquanto a Dr.ª Alice Bianchini atuou como presidente de mesa. Foto: STM

 

Dr.ª Rosane Teresinha, Dr.ª Alice Bianchini e Dr.ª Nildete Santana participam do painel 6. Foto: STM

Comparação internacional: Brasil e Portugal no enfrentamento à violência

O Painel 7 trouxe uma análise comparada entre a legislação brasileira e portuguesa sobre violência doméstica.

Painel 7: LEI MARIA DA PENHA: ANÁLISE COMPARADA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA X LEGISLAÇÃO PORTUGUESA. Foto: STM

A professora Sandra Tavares (Faculdade Católica Portuguesa | Porto)  apresentou a estrutura jurídica de Portugal. A professora destacou o detalhamento das condutas que configuram o crime de violência doméstica. 

A Dr.ª Sandra Tavares (Professora de Direito da Faculdade Católica Portuguesa | Porto) participou do CIVIGE via videoconferência. Foto: STM

Em paralelo, a juíza Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do STM) abordou a evolução da legislação brasileira, com destaque para a Lei Maria da Penha e para o papel das medidas protetivas de urgência. Também ressaltou a importância da coleta e análise de dados, especialmente no contexto da violência psicológica, como estratégia de prevenção ao feminicídio.

Dr.ª Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Dr.ª Bárbara Lívio e Dr. Miguel Dunshee de Abranches Fiod (Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF) ao final do painel 7. Foto: STM

América Latina: educação, dados e atuação institucional

O Painel 8 ampliou o debate para o contexto latino-americano, reunindo perspectivas educativas e jurídicas.

Painel 8: A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMÉRICA LATINA. Foto: STM

O especialista Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil)  destacou o papel da educação no enfrentamento à violência de gênero, com iniciativas que utilizam arte, jogos e metodologias inclusivas para promover o empoderamento feminino. Além disso, enfatizou a importância de envolver meninos desde cedo na construção de uma cultura de respeito e equidade.

 

Dr.ª Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil). Foto: STM

 

A Dr.ª Raissa Vernay (Assessora de Relações Institucionais) atuou como presdiente de mesa no painel 8. Foto: STM

Já a procuradora Ivana Farina Navarrete Pena (Ministério Público de Goiás – MPGO)  ressaltou que o sistema de justiça, isoladamente, não é suficiente para enfrentar o problema, sendo necessário investimento em políticas públicas e orçamentos adequados. Também destacou a importância da aplicação prática de protocolos com perspectiva de gênero e o avanço de diversos países da região na adoção dessas diretrizes.

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Santiago Plata, Dr.ª Ivana Farina e Dr.ª Raissa Vernay. Foto: STM

Encerramento reforça atuação em rede e foco na ação prática

O encerramento do segundo dia contou com a participação de Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). 

Encerramento do 2º dia: 20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: POLÍTICAS PÚBLICAS E REDES DE ATENDIMENTO. Foto: STM

Em sua fala, destacou a importância da atuação em rede no enfrentamento à violência de gênero. Também enfatizou a necessidade de levar o conhecimento técnico para além dos espaços institucionais, alcançando mulheres em diferentes contextos sociais. Também reforçou a importância de transformar debates em ações concretas, citando iniciativas como exposições itinerantes em espaços públicos para sensibilização da sociedade.

Dr.ª Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). Foto: STM

A Dr.ª Marta exaltou o papel das parcerias institucionais na ampliação do alcance das políticas de prevenção.

Dr.ª Marta Livia Suplicy e Dr. José Macêdo. Foto: STM

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Ministra Maria Elizabeth Rocha, realizou o encerramento do evento agradecendo às autoridades e participantes presentes. Ela destacou que o congresso não foi apenas um encontro, mas um espaço vital para o debate, a reflexão e a construção de soluções inovadoras ancoradas em princípios de justiça.

Ministra Maria Elizabeth Rocha (Presidente do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha conduz o encerramento da terceira edição do CIVIGE. Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha. Foto: STM

 

Foto: STM

Assista às palestras do segundo dia

▶️ Todas as palestras do segundo dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=X3ABK6a_D3k&t=1793s

Auditório do Superior Tribunal Militar (STM). Foto: STM
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Combate à violência de gênero Direitos humanos

Pesquisadores do Insight Lab ministram palestra no II ENOE

O Insight Data Science Lab, da Universidade Federal do Ceará, esteve presente no III Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar (ENOE 2025), realizado de 20 a 22 de agosto em João Pessoa (PB). O evento reuniu especialistas de diversas áreas em torno de um objetivo comum: discutir caminhos para fortalecer as políticas públicas e o enfrentamento à violência contra a mulher.

Na ocasião, os pesquisadores Prof. Dr. José Macêdo e Profª Rebeca Quezado compartilharam resultados de estudos desenvolvidos no laboratório, destacando a pesquisa apresentada no livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”, obra científica premiada (Prêmio Juíza Viviane Vieira do Amaral – CNJ) que reúne reflexões e metodologias aplicadas ao tema. A apresentação deixou marcado como ciência de dados e tecnologia podem contribuir para compreender e prevenir casos de feminicídio. 

O encontro contou com cinco palestras no total, entre elas “Violência contra a mulher – Análise comparativa entre Portugal e Brasil”, ministrada virtualmente pela Profª Drª Sandra Tavares, docente da Universidade Católica Portuguesa, no Porto – Portugal.

Mais do que um espaço de divulgação científica, a participação do Insight no ENOE 2025 reforça o compromisso do laboratório em desenvolver pesquisas e tecnologias que respondem a questões sociais urgentes.

Sobre o ENOE

O Encontro Ouvir e Enfrentar tornou-se referência nacional ao promover diálogo entre ouvidorias, pesquisadores e instituições públicas. Em sua terceira edição, o evento contou com palestras, painéis e homenagens a mulheres que se destacam na defesa dos direitos de gênero.

O Insight Lab agradece à organização do ENOE 2025 pela oportunidade de contribuir com essa agenda fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Nosso agradecimento especial à Comissão Organizadora do ENOE 2025: Drª Herminegilda Leite Machado (Desembargadora Presidente do TRT13-Paraíba), Drª Rita Leite Brito Rolim (Desembargadora Vice-Presidente e Ouvidora do TRT13-Paraíba), Drª Poliana Sá, Drª Tânia Reckziegel, Drª Rosane Porto e DrªAna Carolina Campos Machado.

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📸 Confira a galeria de fotos que preparamos com os principais momentos da nossa participação no evento.

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Direitos humanos Eventos

Justiça e inclusão: Insight Lab reforça compromisso na 1ª audiência pública do Observatório Pró-Equidade do STM

O Insight Lab marcou presença na 1ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União (JMU), realizada nesta segunda-feira (18), no auditório do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília. O evento reuniu representantes de órgãos dos três Poderes, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e especialistas para debater práticas de inclusão e diversidade nas contratações públicas e ampliar o diálogo sobre diversidade, fortalecer a equidade e propor caminhos para que processos de contratação pública sejam cada vez mais inclusivos, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações).

Também esteve presente à audiência a Drª. Keide Lacerda de Assis, representante da Procuradoria Especial da Mulher do Senado (ProMul), que atua à frente de projetos voltados à promoção dos direitos das mulheres e ao enfrentamento das desigualdades de gênero. A ProMul é atualmente conduzida pela Senadora Zenaide Maia, Procuradora da Mulher do Senado, que tem se destacado na defesa de políticas públicas voltadas à equidade e à proteção dos direitos femininos.

Criado recentemente, o Observatório Pró-Equidade é uma iniciativa da gestão da ministra-presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, e tem coordenação da juíza-auxiliar da Presidência, Dra. Amini Haddad. Seu objetivo é ser um espaço de articulação institucional com a sociedade civil, voltado à formulação de estratégias que fortaleçam o letramento antirracista e a adoção de medidas concretas contra todas as formas de discriminação no âmbito da Justiça Militar da União.

Cerimônia de lançamento do Observatório da Equidade

Convidado para a audiência, o Insight Lab foi representado pelo Prof. Dr. José Macêdo e pela Drª. Rebeca Quezado, que acompanharam os debates organizados em blocos temáticos. A programação deu voz a diferentes grupos sociais, incluindo pessoas idosas, pessoas com deficiência, comunidades indígenas, quilombolas, população negra, comunidade LGBTQIAP+, migrantes e refugiados.

Prof. José Macêdo durante a Audiência
Drª. Keide Lacerda de Assis e Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo

Durante a audiência, a ministra Maria Elizabeth Rocha destacou que o Estado deve atuar como agente transformador da sociedade, utilizando os processos de licitação e contratação como instrumentos de promoção da equidade. Já a coordenadora do Observatório, Dra. Amini Haddad, ressaltou a importância do caráter dialógico da iniciativa, que busca construir soluções coletivas a partir da diversidade de perspectivas.

Ao final do encontro, foi assinada uma carta de compromissos para a elaboração de um Guia Ético-Equitativo, que orientará gestores públicos na adoção de critérios inclusivos em contratações e políticas institucionais.

A participação do Insight Lab reafirma seu compromisso em contribuir com debates e iniciativas voltados à promoção da equidade, da inclusão e da justiça social em diferentes esferas da sociedade.

📺 A 1ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade está disponível no canal do STM no YouTube: Assista aqui

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Combate à violência de gênero Direitos humanos Eventos

ENOE 2025 abre a chamada de trabalhos acadêmicos

A Rede de Estudos Jurídicos e Femininos (REDEFEM), o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13) e diversas instituições parceiras promovem, entre os dias 20 e 22 de agosto de 2025, em João Pessoa (PB), a segunda edição do Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE. O evento reunirá especialistas de diferentes áreas para dialogar sobre estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher e à violação de direitos de grupos vulneráveis.

Neste contexto, o ENOE 2025 acaba de lançar uma chamada pública para apresentação de trabalhos acadêmicos, com edital já disponível. A proposta é oferecer à comunidade acadêmica um espaço de reflexão e estímulo à produção científica, contribuindo diretamente para a formulação de soluções e proposições voltadas à promoção dos direitos humanos das mulheres, ao acesso à justiça, à saúde e à proteção de grupos vulneráveis.

Além disso, o evento pretende ser um ambiente fértil para o acompanhamento e aprimoramento de projetos de pesquisa, incentivando práticas que articulem ciência, impacto social e políticas públicas.

Importante: a chamada é voltada exclusivamente a profissionais e pesquisadores com formação em nível de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado).

Acesse o edital completo e submeta seu trabalho em: www.insightlab.ufc.br/wp-content/uploads/2025/06/Edital-Trabalhos-Academicos_ENOE.pdf

Insight Lab no ENOE 2025

O Insight Data Science Lab, da Universidade Federal do Ceará, é uma das instituições apoiadoras do ENOE 2025 e terá uma participação de destaque na programação do evento.

Na manhã do último dia do encontro, os pesquisadores do laboratório (Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo, Profª Mª Sílvia Rebeca Sabóia Quezado e Prof. Me. Tiago Dias da Silva) conduzirão uma palestra, apresentando os principais resultados da pesquisa que integra o livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”. Logo após a palestra, haverá uma sessão de autógrafos com os autores.

Assim, a atuação do Insight Lab no ENOE reforça o compromisso do grupo com a aplicação de ciência e tecnologia em prol da justiça social, contribuindo para o enfrentamento das desigualdades estruturais e, em especial, da violência de gênero.

Portanto, se você desenvolve pesquisas alinhadas aos temas do ENOE, esta é uma excelente oportunidade para compartilhar seu trabalho e dialogar com pesquisadores de todo o país.


🔔 Fique atento às novidades e participe dessa construção coletiva por uma sociedade mais justa e igualitária.

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Direitos humanos Eventos Não Violência à Mulher

Insight Lab participa do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar (ENOE) com palestra sobre feminicídio e tecnologias de prevenção

De 20 a 22 de agosto de 2025, a cidade de João Pessoa (PB) será palco do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE, iniciativa promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região) e pela REDE FEM. O evento reunirá especialistas de diferentes áreas do conhecimento, como Direito, Antropologia e Ciência de Dados, para discutir estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecer a atuação das Ouvidorias públicas e privadas.

O Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará será uma das instituições apoiadoras do ENOE 2025 e terá participação de destaque no último dia do evento. Os pesquisadores Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo e Profª Mª Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, ambos reconhecidos por suas pesquisas aplicadas à proteção da mulher, conduzirão a palestra “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia” ao lado do pesquisador Prof. Me. Tiago Dias da Silva. O trio apresentará os resultados da pesquisa que compõe o livro .

A obra, produzida no âmbito do Insight Lab, propõe um olhar inovador sobre o combate à violência de gênero, integrando dados, modelos computacionais e práticas institucionais. O trabalho também propõe caminhos para o uso de tecnologias no mapeamento de casos de feminicídio e na formulação de políticas públicas de prevenção.

Além da apresentação dos pesquisadores, o público poderá participar da sessão de autógrafos do livro logo após a palestra, no dia 22 de agosto, no Centro Universitário UNIESP, sede do evento.

Sobre o ENOE

Criado com o objetivo de promover o diálogo entre instituições e estimular a efetividade das políticas públicas de combate à violência contra a mulher, o Encontro Ouvir e Enfrentar se consolida como espaço fundamental para o intercâmbio de experiências e boas práticas em ouvidorias, com especial atenção às Ouvidorias da Mulher e de Gênero.

A programação conta com painéis temáticos, grupos de trabalho, palestras nacionais e internacionais e uma agenda voltada à valorização de mulheres que atuam na linha de frente da causa. A edição de 2025 terá como destaque a entrega da Medalha REDE FEM para mulheres protagonistas da causa, conforme critérios definidos pela Rede.

Agenda

📍 Local: Centro Universitário UNIESP – Auditório Master, João Pessoa (PB)
📅 Data: 20 a 22 de agosto de 2025

🔗Confira a programação completa e realize sua inscrição no ENOE 2025 AQUI.

Participação do Insight Lab

Palestra: Feminicídio – mapeamento, prevenção e tecnologia | 22 de agosto de 2025, às 09h
 Com:

  • Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo
  • Profª Mª Sílvia Rebeca Sabóia Quezado
  • Prof. Me. Tiago Dias da Silva

Sessão de autógrafos do livro: Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia
 Local: Auditório Master da UNIESP

Nosso agradecimento especial à Comissão Organizadora do ENOE 2025: Drª Herminegilda Leite Machado (Desembargadora Presidente do TRT13-Paraíba), Drª Rita Leite Brito Rolim (Desembargadora Vice-Presidente e Ouvidora do TRT13-Paraíba), Drª Poliana Sá, Drª Tânia Reckziegel, Drª Rosane Porto e DrªAna Carolina Campos Machado.

O Insight Lab se orgulha de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, unindo ciência, tecnologia e compromisso social.

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Combate à violência de gênero Direitos humanos Eventos Inteligência Artificial

Insight Lab e UFC apoiam o XXV Congresso da FIFCJ

Na semana do dia 27 de maio de 2025, a cidade de Brasília/DF sediou o XXV Congresso da Federação Internacional de Mulheres de Carreira Jurídica (FIFCJ). Com o tema “Inteligência Artificial e Gênero”, o evento reuniu especialistas de diversas áreas para discutir os impactos e os desafios da tecnologia sob uma perspectiva de gênero.

Organizado pela Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) em parceria com a FIFCJ, o congresso ofereceu uma programação extensa e contou com painéis, conferências e mesas-redondas que abordaram temas como ética na inteligência artificial, inclusão de mulheres em carreiras tecnológicas e a interseção entre tecnologia, justiça e direitos humanos.

A palestra de abertura ficou a cargo da Ministra Cármen Lúcia, atual Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que abordou os desafios éticos da inteligência artificial e sua relação com a democracia e os direitos fundamentais. Sua participação deu início aos debates com uma reflexão profunda sobre o papel do Judiciário em tempos de transformação digital.

Ministra Cármen Lúcia durante a palestra de abertura do XXV Congresso da FIFCJ

Participação do Insight Lab

Durante o evento, a pesquisadora do Insight Lab, Drª. Rebeca Quezado, representou o laboratório e debateu com representantes das mais variadas instituições os projetos premiados da nossa equipe, destacando as contribuições da ciência de dados e da inteligência artificial para o enfrentamento de questões sociais complexas.

Além disso, o congresso contou com o apoio institucional do Insight Lab e da Universidade Federal do Ceará (UFC), fortalecendo a conexão entre o meio acadêmico e os debates contemporâneos sobre tecnologia e equidade de gênero.

A pesquisadora Rebeca Quezado o Insight Lab durante o XXV Congresso da FIFCJ

Organização e destaque institucional

O congresso teve como presidente a Drª. Manoela Gonçalves Silva e foi organizado pela Drª. Alice Bianchini, duas referências na área jurídica que vêm promovendo espaços de diálogo entre diferentes campos do conhecimento.

Com a participação no evento, o Insight Lab reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de pesquisas de impacto social e com a promoção de um ecossistema científico mais diverso, inclusivo e interdisciplinar.

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Combate à violência de gênero Direitos humanos Não Violência à Mulher

ANAMATRA lança cartilha com o apoio do Insight Lab

Na tarde da última terça-feira (13), foi lançada oficialmente a Cartilha sobre Violência Doméstica, uma iniciativa da Comissão Anamatra Mulheres da Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA). O evento ocorreu no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF, e contou com a presença de representantes do Judiciário, pesquisadores e entidades da sociedade civil.

A publicação tem como objetivo fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente no contexto institucional, em conformidade com a Resolução CNJ nº 254/2018 e a Recomendação CNJ nº 102/2021, que orientam os tribunais sobre a adoção de protocolos integrados de prevenção e medidas de segurança voltadas à proteção de magistradas e servidoras.

Dentre as autoridades presentes no lançamento estavam a Presidente da ANAMATRA, Luciana Paula Conforti, o Vice-presidente da entidade, Juiz Valter Souza Pugliesi, e a Juíza Patrícia Pereira de Sant´Anna, responsável pela Diretoria de Cidadania e Direitos Humanos da Anamatra. Todos destacaram a importância da cartilha como instrumento de orientação, prevenção e combate à violência de gênero no âmbito da Justiça do Trabalho e em toda a sociedade.

O Insight Lab, laboratório de ciência de dados da Universidade Federal do Ceará, é parceiro da ANAMATRA nesta importante ação. Representando o laboratório no evento, esteve presente a pesquisadora Rebeca Quezado, especialista em combate à violência contra a mulher e integrante de projetos do Insight Lab voltados à promoção dos direitos humanos e da equidade de gênero.

Essa cartilha é um marco no enfrentamento à violência de gênero dentro do sistema de Justiça. Ela não só oferece informações essenciais, como também propõe ações concretas de acolhimento e prevenção”, destaca Rebeca.

A Cartilha será disponibilizada gratuitamente no site da ANAMATRA: www.anamatra.org.br. A expectativa é de que o material contribua para a conscientização e a construção de ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos.

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Direitos humanos Não Violência à Mulher

Insight Lab participa do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE 2025

Nos dias 20, 21 e 22 de agosto de 2025, João Pessoa (PB) será palco do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE, promovido pelo TRT da Paraíba (13ª Região) em parceria com a REDE FEM. O evento reunirá especialistas de diversas áreas, como Direito, Ciência de Dados e Gestão Pública, com foco em ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

O Insight Lab é uma das instituições apoiadoras do ENOE 2025 e marcará presença com uma contribuição especial: nossos pesquisadores premiados a nível nacional conduzirão a palestra de encerramento, apresentando os resultados da pesquisa que integra o livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”. A obra aborda como o uso de dados e tecnologias pode contribuir para políticas públicas mais eficazes no combate ao feminicídio.

Com a proposta de fortalecer a atuação das Ouvidorias — especialmente as Ouvidorias da Mulher e de Gênero — o ENOE busca promover o diálogo entre diferentes instituições e fomentar soluções conjuntas para o enfrentamento da violência de gênero.

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Direitos humanos

Insight Lab convida: conheça a pós-graduação online em Direitos Humanos, Saúde e Justiça: Desafios Globais e Sustentabilidade do POSCOHR

O Observatório de Direitos Humanos nos Países de Língua Oficial Portuguesa (POSCOHR) tem uma trajetória consolidada no campo dos direitos humanos, promovendo pesquisas e formações acadêmicas de alto impacto. Criado com o objetivo de fortalecer o diálogo sobre direitos fundamentais nos países lusófonos, o POSCOHR se tornou uma referência internacional na promoção da justiça social e da dignidade humana. Dentro desse compromisso, lança a 4ª edição da Pós-Graduação em Direitos Humanos, Saúde e Justiça: Desafios Globais e Sustentabilidade.

O curso, que será ofertado na modalidade online, visa capacitar seus participantes por meio de uma abordagem interdisciplinar e teórico-prática, sempre com os Direitos Humanos como eixo central. A proposta é identificar as tensões e fomentar diálogos entre os diversos temas abordados, destacando as interseções entre Direitos Humanos, Saúde e Justiça. Além disso, a formação enfatiza o papel fundamental dos Direitos Humanos na promoção da sustentabilidade global.

O corpo docente é composto por professores, assistentes e pesquisadores da Faculdade de Direito, da Faculdade de Medicina e outras unidades da Universidade de Coimbra, além de especialistas convidados do POSCOHR e do Ius Gentium Conimbrigae – Centro de Direitos Humanos (IGC/CDH).

O curso tem como coordenadores científicos os Professores Catedráticos Duarte Nuno Vieira (Ex-Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Presidente da Academia Nacional de Medicina de Portugal e Presidente do Conselho Científico Consultivo do Tribunal Penal Internacional) e Jónatas Machado (Diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Presidente do IGC/CDH, Vice-Presidente do POSCOHR e membro do Órgão de Conciliação da Organização para a Segurança e Cooperação Europeia).

A pós-graduação será realizada entre 25 de março e 22 de julho de 2025, em regime pós-laboral, com aulas às terças e quintas-feiras.

Quem pode participar?

Podem se inscrever detentores de diplomas de ensino superior e finalistas desses cursos. Caso as vagas não sejam completamente preenchidas, estudantes não finalistas e profissionais das áreas de direitos humanos, saúde e justiça poderão participar na modalidade de Curso de Formação.

O POSCOHR reforça, com essa iniciativa, sua tradição de excelência na pesquisa e na formação acadêmica, reafirmando seu compromisso com a construção de sociedades mais justas e igualitárias por meio do conhecimento e da capacitação profissional.

Coordenadores do programa de pós-graduação

Professor Catedrático Duarte Nuno Vieira (FMUC)
Professor Catedrático Jónatas Machado (FDUC)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Docentes

Alexandra Aragão, Ana Carolina Pereira, Ana Margarida Simões Gaudêncio, André Pereira, Carlos Robalo Cordeiro, Catarina Marcelino Gomes, César Aparecido Nunes, César Nunes, Clara Almeida Santos, Daniela Nascimento, Daniela Tafner, Duarte Nuno Vieira e Jónatas Machado, Eduardo Figueiredo, Eduardo Malheiro de Magalhães, Eduardo Miranda, Ernesto Costa, Filipe Sousa, Graça Santos, Iolanda Brito, Jorge Simões, Leopoldo Rocha, Luís Fondebrider, Luísa Santos, Mário Reis Marques, Mestre Carla de Marcelino Gomes, Miguel Costa, Nelson Olim, Orquídea Massarongo, Paula Veiga, Pedro Alves, Pedro Pimentel, Professor Catedrático Duarte Nuno Vieira (FMUC), Professor Catedrático Jónatas Machado (FDUC), Professor Doutor Hélio Gustavo Alves, Raquel Freire, Rita Páscoa dos Santos, Roberto Saraiva, Rui Nunes, Sara Moreno Pires, Sofia Caseiro, Sofia José Santos, Wendell Souza.

Para obter mais informações sobre a 4ª edição da Pós-Graduação em Direitos Humanos, Saúde e Justiça: Desafios Globais e Sustentabilidade, acesse: https://poscohr.org/curso/4-posgraduacao-em-direitos-humanos-saude-e-justica-desafios-globais-e-sustentabi/16/ 

 

 

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