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Segundo dia do III CIVIGE destaca pesquisa, acesso à justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero

No dia 17 de março, o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero (III CIVIGE) deu continuidade à sua programação em Brasília, no Superior Tribunal Militar. O segundo dia do evento foi marcado por discussões aprofundadas sobre pesquisa científica, atuação do sistema de justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Pesquisadores e autoridades brasileiros e internacionais participaram do CIVIGE. Foto: STM

Ao longo da programação, especialistas de diferentes áreas apresentaram experiências práticas, estudos e iniciativas que reforçam a importância de uma atuação integrada, baseada em evidências e sensível às múltiplas realidades das vítimas.

Insight Aurora: tecnologia, inclusão e ciência no combate à violência

Um dos destaques do dia foi a apresentação do projeto Insight Aurora, conduzida pelas pesquisadoras Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, Luiza Manoela Silva, Beatriz Fernandes, Cibelly Sousa, Gabriela Ferreira e Sandra Lemos.

Da esquerda para a direita: Cibelly Sousa, Luiza Manoela Silva e Rebeca Sabóia Quezado durante a apresentação do coletivo Aurora. Foto: STM

Durante a apresentação, o grupo destacou o papel da universidade como agente de transformação social, reforçando a importância da educação no enfrentamento à violência de gênero.

Membros do Insight Aurora apresentam a iniciativa durante o CIVIGE. Foto: STM

 

Gabriela Ferreira fala sobre o desenvolvimento do site do coletivo Aurora. Foto: STM

As integrantes apresentaram o coletivo Aurora como uma iniciativa interdisciplinar que integra ciência de dados, direito e tecnologia, com o objetivo de criar soluções inovadoras e acessíveis. Nesse contexto, também foi discutida a sub-representação feminina nas áreas tecnológicas e a necessidade de ampliar a participação de mulheres nesses espaços.

Além disso, o grupo apresentou a digitalização do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), desenvolvida em parceria com o grupo Pandora. O processo foi realizado em conformidade com a legislação de proteção de dados.

A acessibilidade também foi um ponto central da iniciativa, com destaque para o desenvolvimento de plataformas compatíveis com leitores de tela e adaptadas para pessoas com deficiência visual, como ressaltado pela pesquisadora Beatriz Fernandes.

Beatriz Fernandes ressalta a importância da acessibilidade na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

O Prof. José Macêdo destacou que Beatriz Fernandes é a primeira aluna cega do curso de Ciência da Computação da UFC. Foto: STM

Ao final, o coletivo reforçou o convite para novas parcerias, destacando a importância da diversidade na construção de soluções para o enfrentamento à violência.

Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab, e Dr.ª Amini Haddad, Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM, acompanham a apresentação do grupo Aurora. Foto: STM

IAVP: instrumento científico para detecção precoce da violência psicológica

A apresentação do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), conduzida por Alice Bianchini (Advogada), Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP) e Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), evidenciou o papel da ciência no aprimoramento das respostas institucionais à violência de gênero.

Representantes do grupo Pandora participam do segundo dia do III CIVIGE. Foto: STM

As palestrantes explicaram que o instrumento foi desenvolvido ao longo de quatro anos de pesquisa e validação técnica, com o objetivo de identificar condutas de violência psicológica, como perseguição, isolamento e ameaças, além dos impactos dessas situações na vida das vítimas. Nesse sentido, destacaram que o IAVP contribui para preencher lacunas no sistema de justiça, tornando a identificação da violência mais precisa e fundamentada.

Membros do grupo Pandora detalham o instrumento IAVP. Foto: STM

Outro ponto enfatizado foi o potencial do instrumento na prevenção do feminicídio. Ao permitir a detecção precoce da violência psicológica, o IAVP funciona como uma ferramenta estratégica para intervenção antecipada, ampliando as possibilidades de proteção das mulheres.

Dr.ª Alice Bianchini (Advogada). Foto: STM

 

Dr.ª Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP). Foto: STM

 

Dr.ª Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Foto: STM

 

Representantes do Pandora e Aurora se reúnem no palco do CIVIGE. Os dois grupos trabalharam juntos na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

Foto: STM

Sistema de justiça e múltiplas vulnerabilidades

O Painel 5 trouxe reflexões sobre a atuação do sistema de justiça diante de vítimas em situação de múltiplas vulnerabilidades.

Painel 5: O SISTEMA DE JUSTIÇA: ABORDAGENS PARA AS VÍTIMAS COM MÚLTIPLAS VULNERABILIDADES. Foto: STM

A juíza Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM)  destacou a necessidade de uma abordagem integral, que considere fatores sociais, econômicos e culturais que impactam diretamente a experiência das vítimas. Em sua fala, ressaltou a importância do preparo dos profissionais e do compromisso do Estado com políticas públicas alinhadas a diretrizes internacionais.

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Foto: STM

Na mesma linha, a Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE) apresentou iniciativas práticas desenvolvidas pelo Ministério Público de Sergipe, como o projeto “Maria da Penha nas Escolas”. A ação busca promover conscientização desde a educação básica, por meio de materiais educativos, palestras e ações de incentivo à leitura sobre o tema.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE), Dr.ª Safira Maria de Figueredo (Juíza Corregedora da Justiça Militar da União) e Dr.ª Amini Haddad. Foto: STM

 

Foto: STM

Acesso à justiça e interseccionalidade

O Painel 6 aprofundou o debate sobre o acesso à justiça, com foco nas desigualdades enfrentadas por mulheres negras.

Painel 6: A ATUAÇÃO DA ADVOCACIA NA GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA. Foto: STM

A professora Rosane Teresinha Carvalho Porto (Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ)  destacou a importância de incorporar a perspectiva interseccional nas pesquisas e práticas jurídicas, evidenciando como fatores como raça e gênero impactam o acesso a direitos. 

Dr.ª Rosane Teresinha Carvalho Porto (Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ). Foto: STM

Já a advogada Nildete Santana (Diretora de Mulheres da OAB/DF) reforçou que o acesso à justiça deve ser compreendido como um direito à dignidade, indo além de uma visão formal do sistema jurídico e buscando garantir proteção efetiva às mulheres em contextos de maior vulnerabilidade.

A Dr.ª Nildete Santana participou do painel 6 como painelista, enquanto a Dr.ª Alice Bianchini atuou como presidente de mesa. Foto: STM

 

Dr.ª Rosane Teresinha, Dr.ª Alice Bianchini e Dr.ª Nildete Santana participam do painel 6. Foto: STM

Comparação internacional: Brasil e Portugal no enfrentamento à violência

O Painel 7 trouxe uma análise comparada entre a legislação brasileira e portuguesa sobre violência doméstica.

Painel 7: LEI MARIA DA PENHA: ANÁLISE COMPARADA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA X LEGISLAÇÃO PORTUGUESA. Foto: STM

A professora Sandra Tavares (Faculdade Católica Portuguesa | Porto)  apresentou a estrutura jurídica de Portugal. A professora destacou o detalhamento das condutas que configuram o crime de violência doméstica. 

A Dr.ª Sandra Tavares (Professora de Direito da Faculdade Católica Portuguesa | Porto) participou do CIVIGE via videoconferência. Foto: STM

Em paralelo, a juíza Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do STM) abordou a evolução da legislação brasileira, com destaque para a Lei Maria da Penha e para o papel das medidas protetivas de urgência. Também ressaltou a importância da coleta e análise de dados, especialmente no contexto da violência psicológica, como estratégia de prevenção ao feminicídio.

Dr.ª Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Dr.ª Bárbara Lívio e Dr. Miguel Dunshee de Abranches Fiod (Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF) ao final do painel 7. Foto: STM

América Latina: educação, dados e atuação institucional

O Painel 8 ampliou o debate para o contexto latino-americano, reunindo perspectivas educativas e jurídicas.

Painel 8: A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMÉRICA LATINA. Foto: STM

O especialista Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil)  destacou o papel da educação no enfrentamento à violência de gênero, com iniciativas que utilizam arte, jogos e metodologias inclusivas para promover o empoderamento feminino. Além disso, enfatizou a importância de envolver meninos desde cedo na construção de uma cultura de respeito e equidade.

 

Dr.ª Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil). Foto: STM

 

A Dr.ª Raissa Vernay (Assessora de Relações Institucionais) atuou como presdiente de mesa no painel 8. Foto: STM

Já a procuradora Ivana Farina Navarrete Pena (Ministério Público de Goiás – MPGO)  ressaltou que o sistema de justiça, isoladamente, não é suficiente para enfrentar o problema, sendo necessário investimento em políticas públicas e orçamentos adequados. Também destacou a importância da aplicação prática de protocolos com perspectiva de gênero e o avanço de diversos países da região na adoção dessas diretrizes.

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Santiago Plata, Dr.ª Ivana Farina e Dr.ª Raissa Vernay. Foto: STM

Encerramento reforça atuação em rede e foco na ação prática

O encerramento do segundo dia contou com a participação de Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). 

Encerramento do 2º dia: 20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: POLÍTICAS PÚBLICAS E REDES DE ATENDIMENTO. Foto: STM

Em sua fala, destacou a importância da atuação em rede no enfrentamento à violência de gênero. Também enfatizou a necessidade de levar o conhecimento técnico para além dos espaços institucionais, alcançando mulheres em diferentes contextos sociais. Também reforçou a importância de transformar debates em ações concretas, citando iniciativas como exposições itinerantes em espaços públicos para sensibilização da sociedade.

Dr.ª Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). Foto: STM

A Dr.ª Marta exaltou o papel das parcerias institucionais na ampliação do alcance das políticas de prevenção.

Dr.ª Marta Livia Suplicy e Dr. José Macêdo. Foto: STM

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Ministra Maria Elizabeth Rocha, realizou o encerramento do evento agradecendo às autoridades e participantes presentes. Ela destacou que o congresso não foi apenas um encontro, mas um espaço vital para o debate, a reflexão e a construção de soluções inovadoras ancoradas em princípios de justiça.

Ministra Maria Elizabeth Rocha (Presidente do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha conduz o encerramento da terceira edição do CIVIGE. Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha. Foto: STM

 

Foto: STM

Assista às palestras do segundo dia

▶️ Todas as palestras do segundo dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=X3ABK6a_D3k&t=1793s

Auditório do Superior Tribunal Militar (STM). Foto: STM
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Eventos Não Violência à Mulher

III CIVIGE: primeiro dia do congresso destaca tecnologias, políticas públicas e atuação intersetorial no enfrentamento à violência de gênero

No dia 16 de março, teve início o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero: ações estratégicas, políticas públicas e tecnologias (III CIVIGE), realizado em Brasília, no auditório do Superior Tribunal Militar. O evento também contou com transmissão online pela plataforma Zoom, ampliando o alcance das discussões.

A programação do primeiro dia reuniu autoridades, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas para debater caminhos concretos no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com destaque para o papel da tecnologia, do Judiciário e da produção científica.

Abertura institucional destaca avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero

Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo realiza abertura do III CIVIGE. Foto: STM

A abertura do evento foi conduzida pelo vice-presidente do STM, Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo, que ressaltou a relevância do congresso no fortalecimento das instituições e das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo. Foto: STM

Na sequência, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, trouxe uma reflexão ampla sobre os avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. Em sua fala, destacou o simbolismo da realização do congresso no Superior Tribunal Militar, mencionando marcos históricos relacionados à presença feminina em espaços de poder.

Ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Foto: STM

Márcia Lopes ressaltou o reconhecimento internacional da Lei Maria da Penha como referência global, enfatizando seu papel na transformação da violência doméstica de uma questão privada para uma violação de direitos humanos que exige resposta firme do Estado. 

A ministra ainda abordou a importância da solidariedade entre mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, e reforçou a necessidade de políticas públicas intersetoriais, envolvendo áreas como saúde, educação e cultura. Por fim, mencionou iniciativas como o Ligue 180 e o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio como instrumentos fundamentais nessa agenda.

Conferência de abertura reforça cooperação internacional e representatividade

A conferência de abertura contou com a participação do Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Data Science Lab, e da embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies.

Sophie Davies, Embaixadora da Austrália, e José Macêdo, coordenador do Insight Lab, durante a conferência de abertura do CIVIGE 2026. Foto: STM

 

Prof. José Macêdo, durante a conferência de abertura do III CIVIGE. Foto: STM

 

Embaixadora da Austrália, Sophie Davies. Foto: STM

Durante sua fala, Sophie Davies destacou a importância da representatividade feminina ao mencionar sua trajetória como a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixadora da Austrália no Brasil em 80 anos.

A embaixadora também reforçou o compromisso internacional com a promoção dos direitos de mulheres e meninas, destacando o enfrentamento à violência de gênero como uma pauta global. Além disso, compartilhou aspectos do contexto australiano.

Tecnologia e direito em foco no enfrentamento à violência

O Painel 1, dedicado às tecnologias e políticas públicas no enfrentamento à violência de gênero, reuniu especialistas para discutir o papel da inovação e do direito nesse contexto.

Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas (Juiz Auxiliar da Presidência) preside o painel 1. Foto: STM

O Prof. José Macêdo destacou que a tecnologia deve ser compreendida como uma ferramenta a serviço das políticas públicas e do cuidado humano, e não como um fim em si mesma. Em sua abordagem, enfatizou a necessidade de integrar soluções tecnológicas a estratégias mais amplas de proteção, prevenção e resposta à violência, sem substituir a escuta qualificada e o atendimento humanizado. Também alertou para os riscos associados ao uso de inteligência artificial, especialmente no que diz respeito à reprodução de vieses algorítmicos que podem perpetuar desigualdades existentes.

Já o professor Hélio Gustavo Alves trouxe uma perspectiva jurídica e social, destacando a importância de ações imediatas para garantir a segurança das vítimas. Em sua fala, abordou direitos trabalhistas ainda pouco conhecidos, como o artigo 473 da CLT, que prevê a possibilidade de a mulher vítima de violência trabalhar em casa ou se afastar do trabalho por até 6 meses com remuneração garantida.

O Dr. Hélio Gustavo Alves participou do III CIVIGE. Foto: STM

O palestrante também ressaltou que, embora o Brasil possua avanços normativos importantes, há um grande desconhecimento desses direitos por parte das mulheres, o que evidencia a necessidade de maior divulgação e conscientização.

Judiciário e acesso à justiça com perspectiva de gênero

O Painel 2 abordou as transformações do Judiciário no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Um dos pontos debatidos foi a importância de uma atuação mais sensível às questões de gênero.

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar) preside o painel 2. Foto: STM

A juíza Patrícia Sant’Anna destacou a relevância da Resolução 492 do CNJ, que institui o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero, como um instrumento fundamental para garantir decisões mais justas e contextualizadas. Em sua fala, apresentou exemplos práticos da Justiça do Trabalho envolvendo casos de discriminação e violência, evidenciando a necessidade de responsabilização institucional.

Dr.ª Patrícia Sant’Anna (Juíza do Trabalho do TRT 12). Foto: STM

A especialista Teresa Cristina Cabral Santana reforçou a importância de fortalecer a articulação entre o Judiciário e a rede de enfrentamento, destacando que o acesso à justiça deve ser qualificado e livre de revitimização. 

A Dr.ª Teresa Cristina apontou a Lei Maria da Penha e diretrizes internacionais como pilares fundamentais para orientar a atuação institucional.

Dr.ª Teresa Cristina Cabral Santana (Ouvidoria da Secretaria-Geral da Presidência do TSE). Foto: STM

Pesquisa científica como base para políticas públicas

O Painel 3 evidenciou o papel da pesquisa científica na formulação de políticas públicas mais eficazes.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Jaquelline Santos Silva (Juíza-Auxiliar da Presidência) e Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM

A pesquisadora Maria Teresa Prado apresentou dados que revelam um cenário preocupante no Brasil, marcado pelo desconhecimento sobre a Lei Maria da Penha e pela baixa adesão a medidas protetivas. Em sua análise, destacou que, embora a lei seja amplamente conhecida pelo nome, muitas mulheres não compreendem seus mecanismos de proteção, o que impacta diretamente na busca por ajuda. A congressista enfatizou ainda a importância de dados qualificados para orientar decisões públicas baseadas em evidências.

Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM

Já a procuradora Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues enfatizou a necessidade de institucionalizar políticas públicas, reduzindo a dependência de iniciativas individuais e garantindo maior continuidade e efetividade das ações.

Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues (Procuradora do Estado de Goiás). Foto: STM

Também reforçou a importância de ampliar o conhecimento das vítimas sobre seus direitos e de utilizar diagnósticos e indicadores para aprimorar estratégias de enfrentamento à violência.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Maria Teresa Prado, Dr.ª Jaquelline Santos Silva e Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues. Foto: STM

Ações intersetoriais e uso de dados no enfrentamento à violência

O Painel 4 trouxe discussões sobre estratégias práticas e intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero.

Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel (Desembargadora e Juíza Auxiliar da Presidência) preside o painel 4. Foto: STM

O delegado Sérgio Bautzer compartilhou sua experiência no atendimento a casos de violência doméstica. Ele destacou a importância de procedimentos iniciais que garantam segurança e acolhimento às vítimas, como a separação imediata do agressor e a avaliação da necessidade de atendimento médico. Também abordou a complexidade dos diferentes tipos de violência previstos na legislação brasileira.

Dr. Sérgio Bautzer (Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF). Foto: STM

O juiz Tiago Dias da Silva destacou o papel do monitoramento eletrônico e da análise de dados na prevenção de feminicídios. Também chamou atenção para os desafios enfrentados em regiões do interior, onde os índices de violência têm crescido.

Dr. Tiago Dias da Silva (Juiz de Direito do TJCE)

O Dr. Tiago Dias defende que a aplicação de tornozeleiras não deve se limitar a apenas 1% dos casos, pois isso negaria segurança a uma porcentagem muito maior de mulheres em risco.

Da esquerda para a direita: Dr. Sérgio Bautzer, Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel e Dr. Tiago Dias da Silva. Foto: STM

Encerramento destaca cooperação multissetorial e foco na mudança de comportamento

O encerramento do primeiro dia foi marcado por reflexões sobre a necessidade de ampliar as estratégias de enfrentamento à violência de gênero, com foco na cooperação entre diferentes setores e territórios.

A pesquisadora Michelle de Souza Gomes Hugill destacou a importância de direcionar ações também para os homens, responsáveis pela maioria dos casos de violência, defendendo a criação de estratégias voltadas à mudança de comportamento.

Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill (Servidora do TJSC, requisitada para atuar no CNJ). Foto: STM

 

A especialista Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional)  abordou os desafios de atuação em regiões de fronteira, ressaltando a necessidade de integração entre diferentes instituições e setores da sociedade.

Dr.ª Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional). Foto: STM

Já a Secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, enfatizou a importância do acolhimento humanizado e da atuação intersetorial, debatendo iniciativas como grupos reflexivos para homens agressores como caminhos promissores para a redução da reincidência.

Dr.ª Sheila de Carvalho (Secretária Nacional de Acesso à Justiça). Foto: STM

 

Dr. José Macêdo, Dr.ª Sheila de Carvalho, Dr.ª Victória Pedro Corrêa e Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill. Foto: STM

Galeria: 1º dia do III CIVIGE

Assista às palestras do primeiro dia

Todas as palestras do primeiro dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:

🔗 STM ao vivo: III Congresso de Internacional sobre Violência de Gênero – 16/03/2026

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Direitos humanos Eventos Não Violência à Mulher

Insight Lab participa do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar (ENOE) com palestra sobre feminicídio e tecnologias de prevenção

De 20 a 22 de agosto de 2025, a cidade de João Pessoa (PB) será palco do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE, iniciativa promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região) e pela REDE FEM. O evento reunirá especialistas de diferentes áreas do conhecimento, como Direito, Antropologia e Ciência de Dados, para discutir estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecer a atuação das Ouvidorias públicas e privadas.

O Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará será uma das instituições apoiadoras do ENOE 2025 e terá participação de destaque no último dia do evento. Os pesquisadores Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo e Profª Mª Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, ambos reconhecidos por suas pesquisas aplicadas à proteção da mulher, conduzirão a palestra “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia” ao lado do pesquisador Prof. Me. Tiago Dias da Silva. O trio apresentará os resultados da pesquisa que compõe o livro .

A obra, produzida no âmbito do Insight Lab, propõe um olhar inovador sobre o combate à violência de gênero, integrando dados, modelos computacionais e práticas institucionais. O trabalho também propõe caminhos para o uso de tecnologias no mapeamento de casos de feminicídio e na formulação de políticas públicas de prevenção.

Além da apresentação dos pesquisadores, o público poderá participar da sessão de autógrafos do livro logo após a palestra, no dia 22 de agosto, no Centro Universitário UNIESP, sede do evento.

Sobre o ENOE

Criado com o objetivo de promover o diálogo entre instituições e estimular a efetividade das políticas públicas de combate à violência contra a mulher, o Encontro Ouvir e Enfrentar se consolida como espaço fundamental para o intercâmbio de experiências e boas práticas em ouvidorias, com especial atenção às Ouvidorias da Mulher e de Gênero.

A programação conta com painéis temáticos, grupos de trabalho, palestras nacionais e internacionais e uma agenda voltada à valorização de mulheres que atuam na linha de frente da causa. A edição de 2025 terá como destaque a entrega da Medalha REDE FEM para mulheres protagonistas da causa, conforme critérios definidos pela Rede.

Agenda

📍 Local: Centro Universitário UNIESP – Auditório Master, João Pessoa (PB)
📅 Data: 20 a 22 de agosto de 2025

🔗Confira a programação completa e realize sua inscrição no ENOE 2025 AQUI.

Participação do Insight Lab

Palestra: Feminicídio – mapeamento, prevenção e tecnologia | 22 de agosto de 2025, às 09h
 Com:

  • Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo
  • Profª Mª Sílvia Rebeca Sabóia Quezado
  • Prof. Me. Tiago Dias da Silva

Sessão de autógrafos do livro: Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia
 Local: Auditório Master da UNIESP

Nosso agradecimento especial à Comissão Organizadora do ENOE 2025: Drª Herminegilda Leite Machado (Desembargadora Presidente do TRT13-Paraíba), Drª Rita Leite Brito Rolim (Desembargadora Vice-Presidente e Ouvidora do TRT13-Paraíba), Drª Poliana Sá, Drª Tânia Reckziegel, Drª Rosane Porto e DrªAna Carolina Campos Machado.

O Insight Lab se orgulha de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, unindo ciência, tecnologia e compromisso social.

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Combate à violência de gênero Direitos humanos Não Violência à Mulher

ANAMATRA lança cartilha com o apoio do Insight Lab

Na tarde da última terça-feira (13), foi lançada oficialmente a Cartilha sobre Violência Doméstica, uma iniciativa da Comissão Anamatra Mulheres da Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA). O evento ocorreu no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF, e contou com a presença de representantes do Judiciário, pesquisadores e entidades da sociedade civil.

A publicação tem como objetivo fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente no contexto institucional, em conformidade com a Resolução CNJ nº 254/2018 e a Recomendação CNJ nº 102/2021, que orientam os tribunais sobre a adoção de protocolos integrados de prevenção e medidas de segurança voltadas à proteção de magistradas e servidoras.

Dentre as autoridades presentes no lançamento estavam a Presidente da ANAMATRA, Luciana Paula Conforti, o Vice-presidente da entidade, Juiz Valter Souza Pugliesi, e a Juíza Patrícia Pereira de Sant´Anna, responsável pela Diretoria de Cidadania e Direitos Humanos da Anamatra. Todos destacaram a importância da cartilha como instrumento de orientação, prevenção e combate à violência de gênero no âmbito da Justiça do Trabalho e em toda a sociedade.

O Insight Lab, laboratório de ciência de dados da Universidade Federal do Ceará, é parceiro da ANAMATRA nesta importante ação. Representando o laboratório no evento, esteve presente a pesquisadora Rebeca Quezado, especialista em combate à violência contra a mulher e integrante de projetos do Insight Lab voltados à promoção dos direitos humanos e da equidade de gênero.

Essa cartilha é um marco no enfrentamento à violência de gênero dentro do sistema de Justiça. Ela não só oferece informações essenciais, como também propõe ações concretas de acolhimento e prevenção”, destaca Rebeca.

A Cartilha será disponibilizada gratuitamente no site da ANAMATRA: www.anamatra.org.br. A expectativa é de que o material contribua para a conscientização e a construção de ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos.

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Direitos humanos Não Violência à Mulher

Insight Lab participa do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE 2025

Nos dias 20, 21 e 22 de agosto de 2025, João Pessoa (PB) será palco do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE, promovido pelo TRT da Paraíba (13ª Região) em parceria com a REDE FEM. O evento reunirá especialistas de diversas áreas, como Direito, Ciência de Dados e Gestão Pública, com foco em ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

O Insight Lab é uma das instituições apoiadoras do ENOE 2025 e marcará presença com uma contribuição especial: nossos pesquisadores premiados a nível nacional conduzirão a palestra de encerramento, apresentando os resultados da pesquisa que integra o livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”. A obra aborda como o uso de dados e tecnologias pode contribuir para políticas públicas mais eficazes no combate ao feminicídio.

Com a proposta de fortalecer a atuação das Ouvidorias — especialmente as Ouvidorias da Mulher e de Gênero — o ENOE busca promover o diálogo entre diferentes instituições e fomentar soluções conjuntas para o enfrentamento da violência de gênero.

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Ceará Eventos Não Violência à Mulher

Pesquisadores do Insight Lab participam de palestra no TRT-6 para discutir Vetores estratégicos no enfrentamento ao feminicídio

No dia 25 de março, a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6), em parceria com o Subcomitê de incentivo à participação institucional feminina, sediará a palestra “Vetores estratégicos no enfrentamento ao feminicídio”. O evento acontecerá na Sala de Sessões do Tribunal Pleno do TRT-6 e trará também a exposição “Elas em Arte”, proporcionando uma reflexão multidisciplinar sobre a questão.

Os palestrantes do evento serão os renomados pesquisadores do Insight Lab e professores da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sílvia Rebeca Sabóia Quezado e José Antonio Fernandes de Macêdo. Ambos pesquisadores têm desenvolvido importantes estudos sobre a violência contra a mulher, com foco no uso da tecnologia como ferramenta de combate à violência de gênero. Junto ao juiz Tiago Dias da Silva, Rebeca Quezado e José Macêdo publicaram o reconhecido e premiado livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”.

Participe:

– Data: 25 de março de 2024

– Horário: 14h

– Local: Sala de Sessões do Tribunal Pleno do TRT-6

– Carga horária: 2h

– Vagas limitadas

 

Inscrições

Aberto ao público, o evento visa não apenas disseminar conhecimento, mas também promover uma discussão ampla e consciente sobre estratégias eficazes no combate ao feminicídio.

Para garantir sua participação, basta realizar a inscrição através do endereço eletrônico: ejud.trt6.jus.br/ejud/

Junte-se a nós no dia 25 de março e participe deste debate sobre a proteção das vidas das mulheres!

 

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6)

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Ceará Destaque Não Violência à Mulher

TRE-CE reúne autoridades em evento sobre violência de gênero na política e pesquisadores da UFC prestam homenagem a Maria da Penha

Da direita para a esquerda: José Macêdo, Rebeca Quezado, Tiago Dias, Maria da Penha, Senadora Augusta Brito e Deputada Estadual Larissa Gaspar

 

Ontem (07) pela manhã, Fortaleza foi palco de uma Roda de Conversa inspiradora sobre o ativismo contra a violência de gênero na política. O “Encontro sobre Violência de Gênero na Política e homenagem a Maria da Penha” ocorreu na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) e foi organizado pelo TRE-CE e Instituto Maria da Penha em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Insight Data Science Lab.

A cearense Maria da Penha Maia Fernandes, grande mulher símbolo da luta contra a violência de gênero no Brasil, esteve presente no evento e foi homenageada. Ela recebeu o título de Mulher Destaque da Justiça Eleitoral, assinado pelo desembargador Raimundo Nonato Silva Santos, presidente do TRE do Ceará. A honraria foi entregue a Maria da Penha pela juíza Bruna dos Santos Costa Rodrigues

 

Maria da Penha recebe homenagem do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE)

 

Maria da Penha e a juíza Bruna Rodrigues

Prateleira Maria da Penha

Prateleira Maria da Penha inaugurada na Biblioteca do TRE-CE

 

No decorrer do evento, a “Prateleira Maria da Penha” foi oficialmente inaugurada sob aplausos na Biblioteca Central do TRE-CE. Essa iniciativa visa levar a bibliotecas de todo o país obras que tratem da temática da violência de gênero.

Participantes

A Roda de Conversa contou com a participação dos pesquisadores do Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará e autores do livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”, Dr. José Macêdo, Dra. Rebeca Quezado e Dr. Tiago Dias. 

O TRE-CE divulgou que também compuseram a mesa de debate “a juíza Bruna Rodrigues; a juíza Vanessa Veras, da Ouvidoria da Mulher do TRE do Ceará; a juíza Rosa Mendonça, do 1o. Juizado da Mulher de Fortaleza; a senadora Augusta Brito; a secretária executiva de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher no Ceará, Raquel Andrade dos Santos; a auditora fiscal do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho do Estado, Elizabeth Alice; a deputada estadual Larissa Gaspar, presidente da Frente Parlamentar de Combate à Violência Política de Gênero da Assembleia Legislativa; a defensora pública Jeritza Braga Rocha Lopes, superintendente do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADPEC); a capitã Dayane Teixeira Rodrigues, do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (COPAC), da Polícia Militar do Ceará; a procuradora de Justiça Roberta Coelho Maia Alves; a juíza do trabalho Karla Yacy Carlos da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT7); e a delegada geral adjunta da Polícia Civil, Teresa Cruz”.

 

Senadora Augusta Brito

 

Em um gesto significativo, nossos pesquisadores, José Macêdo, Rebeca Quezado e Tiago Dias, tiveram a honra de entregar a senhora Maria da Penha um exemplar do livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”. Uma troca valiosa de conhecimentos e experiências exitosas em projetos científicos desenvolvidos no âmbito da Universidade Federal do Ceará.

 

José Macêdo apresenta o livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”

 

Tiago Dias da Silva

 

Galeria de fotos do “Encontro sobre Violência de Gênero na Política e homenagem a Maria da Penha”.

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Ceará Destaque Não Violência à Mulher Webinar

UFC e Insight Lab apoiam a XVII Jornada Lei Maria da Penha, promovida pelo CNJ

Nos dias 7 e 8 de agosto, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoverá o evento, “XVII Jornada Lei Maria da Penha”, com transmissão ao vivo no canal do CNJ no Youtube.

FAÇA AQUI A SUA INSCRIÇÃO.

Como o Conselho Nacional de Justiça destaca, a Jornada Lei Maria da Penha é realizada desde 2007 “para celebrar o aniversário da sanção da Lei federal n. 11.340/2006. Ao final de cada edição, é produzida uma Carta onde são apresentadas as propostas de ação para aprimorar a Política Judiciária Nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres”.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Insight Data Science Lab apoiam a 17ª edição do evento, que abordará temas referentes à Lei Maria da Penha, bem como o uso das tecnologias pelas instituições e os impactos na sociedade.

Representando essas duas instituições, o Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo, que é professor adjunto do Departamento de Computação da UFC e Coordenador Geral do Insight Lab, integra o rol dos conferencistas do evento, sendo um dos convidados para o painel “O USO DE TECNOLOGIA NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E AS EXPERIÊNCIAS DO TJCE, TJRJ E TJMA”.

O Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo tem produzido importantes estudos científicos voltados para o uso da tecnologia na temática da violência de gênero, sendo, por exemplo, um dos autores da obra “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia” junto aos pesquisadores Sílvia Rebeca Sabóia Quezado e Tiago Dias da Silva.

 

 

Programação da XVII Jornada Lei Maria da Penha

Data: 7 e 8 de agosto de 2023
Horário: 14h30 às 19h (7/8) e das 9h às 19h (8/8)
Local: Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec), em Fortaleza – CE, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube
Inscrição: https://formularios.cnj.jus.br/xvii-jornada-lei-maria-da-penha/
Prazo de inscrição: 30 de junho a 1º de agosto

 

Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Não Violência à Mulher

O Insight Lab e o Sindojus discutem medidas para o enfrentamento da violência de gênero

A pesquisadora Rebeca Quezado em visita ao Sindojus

 

Na última quarta-feira (12), a diretoria do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus – CE) recebeu, na sede da entidade, a pesquisadora do Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, autora do livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”, juntamente com o Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo e Tiago Dias da Silva.

Na ocasião, foi apresentado o portfólio de projetos científicos do Insight Data Science Lab da UFC e ressaltado a relevância do papel da universidade no enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher.

A entidade se colocou à disposição para contribuir com a pesquisadora no que diz respeito à atuação do Oficial de Justiça nos casos de violência doméstica e familiar. “Observamos essa lacuna no levantamento desses dados e nos colocamos à disposição para intermediar e enriquecer a pesquisa com o viés dos Oficiais de Justiça acerca da violência doméstica e, inclusive, a atuação da categoria nessas ações”, destacou a diretora Fernanda Garcia.

A partir desse primeiro contato, a ideia é firmar uma parceria para que sejam desenvolvidas palestras e seminários sobre o tema. “Colocamo-nos à disposição para auxiliar e que juntos possamos desenvolver projetos para melhor entender e combater esse fenômeno”, frisou Fernanda Garcia.

O Oficial de Justiça é o servidor público responsável por efetivar o cumprimento de um mandado judicial e pode fazer a diferença na vida das vítimas de violência doméstica, exercendo papel fundamental na rede de enfrentamento à violência doméstica. Ao efetivar uma ordem judicial de proteção, ele traz esperança a essas mulheres, proteção e confiança na justiça.

 

Fonte: Sindicato de Justiça do Ceará (Sindojus – CE)

 

 

 

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Destaque Inovação Não Violência à Mulher

Diretor da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa recebe grupo de trabalho do Insight Lab

José Antonio Fernandes de Macêdo e Sílvia Rebeca Sabóia Quezado foram recebidos pelo Diretor da Faculdade de Direito, Escola do Porto, da Universidade Católica Portuguesa, Prof. Dr. Manuel Fontaine Campos, em seu gabinete. A visita institucional aconteceu na tarde do dia 13 de abril de 2023.

Em pauta, assuntos relacionados à cooperação internacional que contribui de várias formas, dentre elas, a discussão de soluções para os problemas relacionados às ciências e o avanço da tecnologia, além de fomentar o intercâmbio cultural entre os povos.

O Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo entregou 3 (três) obras da EDITORA SENAC CEARÁ ofertadas pelo Sistema da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), em atenção a parceria já firmada, em dezembro de 2022 e também exemplares do livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia” para o acervo da biblioteca da Universidade Católica Portuguesa.

Acompanharam atentamente a reunião, as professoras da Universidade Católica Portuguesa, Sandra Tavares e Sofia Oliveira Pais.

“A visita permitiu igualmente que os Convidados reunissem com a Direção da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e com a Direção do Centro de Estudos e Investigação em Direito da mesma Faculdade, o que possibilitou a análise de vias de institucionalização de laços de colaboração futura e progressiva”, enfatizou a Professora Doutora Sandra Tavares.

Confira nas imagens selecionadas alguns momentos desse encontro:

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