A Universidade Federal do Ceará (UFC); a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Departamento de Computação-UFC; Insight Lab; Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas (GREat); Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Casa Civil da Presidência da República realizaram, no dia 12 de maio, o “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV”, no Auditório da Reitoria da UFC, em Fortaleza.
O evento apresentou os avanços acadêmicos e tecnológicos da MSG GOV, plataforma de comunicação segura desenvolvida para o envio e recebimento de mensagens oficiais entre instituições públicas brasileiras, com foco em segurança da informação, proteção de dados e integridade das comunicações institucionais.
A programação reuniu pesquisadores, especialistas, gestores públicos e autoridades para discutir temas relacionados à soberania digital, criptografia de Estado, infraestrutura tecnológica e comunicação segura no setor público.
Na abertura do seminário, o professor José Macêdo, que lidera o projeto e coordena o Insight Lab, ressaltou que “essa não é só uma cerimônia de apresentação de resultados, mas também um momento de reconhecimento de uma trajetória coletiva. O Msg Gov nasce de uma história bem anterior de uma cooperação entre a UFC e vários órgãos públicos, especialmente projetos de grande impacto nas áreas de segurança pública, análise de dados e transformação digital”.
Conforme o pesquisador, o histórico da universidade na condução de iniciativas tecnológicas complexas evidencia a capacidade das instituições públicas brasileiras em formular respostas fundamentais para as demandas do Estado. “Essas experiências têm mostrado que a Universidade pode ir além da produção acadêmica tradicional; ela pode produzir tecnologia, políticas públicas, soluções robustas para problemas reais do Estado do Ceará e do Brasil. Representa ainda uma resposta brasileira a um desafio central do nosso tempo, que é soberania digital”, afirmou o Prof. Macêdo.
A abertura institucional contou com a presença do reitor da UFC, Prof. Dr. Custódio Almeida, e do diretor-geral da ABIN, Dr. Luis Fernando Corrêa. Em seguida, a mesa “Soberania Digital” promoveu um debate sobre os desafios estratégicos da proteção das comunicações governamentais no Brasil.
Participaram da mesa a gerente sênior da Unidade de Governança e Justiça para o Desenvolvimento do PNUD, Rosana Tomazini, que atuou como moderadora; o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC/ABIN), Vanderson Rocha; representantes do Serpro; o reitor da UFC, Custódio Almeida; e o deputado federal Inácio Arruda.
Durante o evento, também foi realizada a assinatura de uma carta-acordo entre UFC, ABIN e PNUD, formalizando o início de uma nova etapa de cooperação institucional voltada ao desenvolvimento de iniciativas estratégicas na área de tecnologia e segurança da informação.
Momento de assinatura da carta-acordo por representantes da UFC, ABIN e PNUD
No período da tarde, pesquisadores e especialistas apresentaram os resultados acadêmicos e técnicos desenvolvidos no contexto da MSG GOV. A apresentação da UFC contou com a participação do coordenador do Insight Lab e professor do curso de Ciência da Computação da UFC, Dr. José Macêdo, que apresentou um panorama histórico do desenvolvimento do projeto. Também participaram o Prof. Dr. Paulo Rego, abordando aspectos de arquitetura da plataforma, e a Prof.ª Dra. Valéria Lelli , responsável pela apresentação dos testes realizados no sistema.
Prof. José Macêdo
Prof. Paulo Rego
Prof.ª Valéria Lelli
Representando a ABIN, Vinicius Lagrota ministrou a palestra “Criptografia de Estado”, abordando estratégias e desafios relacionados à proteção de comunicações sensíveis no contexto governamental.
Já o Serpro apresentou a palestra “Nuvem Soberana”, conduzida por Misael da Silva Santos, discutindo infraestrutura tecnológica nacional e armazenamento seguro de dados no setor público.
Além das palestras e apresentações técnicas, o seminário contou com a presença de autoridades e representantes institucionais ligados à pesquisa, inteligência, tecnologia e gestão pública. Entre eles, estiveram Vanderson Rocha, diretor do CEPESC; Rodrigo Pacheco, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do CEPESC; Rosana Tomazini, do PNUD; além de pesquisadores, estudantes e profissionais envolvidos no desenvolvimento da plataforma.
Rodrigo Pacheco
Ao longo do encontro, a MSG GOV foi apresentada como parte de uma estratégia nacional voltada à construção de uma infraestrutura de comunicação segura para o Estado brasileiro. O seminário marcou, assim, mais uma etapa do desenvolvimento da plataforma e das articulações institucionais relacionadas ao projeto.
Comissão organizadora do “Seminário Resultados Acadêmicos do Projeto MSG GOV”: José Macêdo, Nabupolasar Alves Feitosa, Rebeca Quezado, Rossana Andrade, José Mário Segrillo, Juliana Colares, André Rocha, Raissa Teixeira, Zilca Oliveira e Silvia Helena Jucá Ferreira.
Com o tema central “Justiça do Trabalho independente para um mundo em transição: sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido”, o Conamat 2026 reuniu mais de 350 participantes no Centro de Convenções do Royal Tulip, promovendo uma ampla programação de palestras, painéis e atividades expositivas voltadas aos desafios contemporâneos do mundo do trabalho.
A abertura oficial do congresso foi realizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, que destacou os impactos das transformações no mundo laboral. Em sua fala, o ministro chamou atenção para a precarização das relações de trabalho, o avanço do adoecimento mental e a importância de fortalecer o diálogo social diante das mudanças em curso.
Ministro Edson Fachin durante abertura do 22º Conamat
Juíza Patrícia Sant´Anna, juíza Roberta de Oliveira, juiz Valter Pugliesi, Prof.ª Rebeca Quezado e Prof. José Macêdo reunidos durante o Conamat 2026
Entre as autoridades presentes no evento, estiveram o juiz Valter Souza Pugliesi, presidente da Anamatra; a juíza Roberta de Oliveira Santos, diretora de Cidadania e Direitos Humanos; e a juíza Patrícia Pereira de Sant´Anna, diretora de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos, reforçando a relevância institucional e o caráter plural do congresso.
Juíza Roberta de Oliveira
Durante o Conamat, também foram debatidos temas estratégicos para o futuro da Justiça do Trabalho, com destaque para o papel da inteligência artificial, a sustentabilidade das relações laborais e a proteção de direitos em cenários de transformação tecnológica.
Marco Aurélio Treviso (Vice-Presidente da Anamatra) e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (Presidente do TST)
No contexto dessas discussões, o Insight Lab mantém uma parceria com a Anamatra no desenvolvimento da Pesquisa Sobre Condições de Trabalho da Magistratura Trabalhista 2026, iniciativa que busca produzir evidências qualificadas sobre a realidade de trabalho da magistratura e apoiar a formulação de políticas institucionais baseadas em dados.
Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab
A participação dos pesquisadores do Insight Lab no Conamat reforça o compromisso do laboratório com a produção de conhecimento aplicado, a cooperação com instituições do sistema de justiça e o desenvolvimento de soluções em ciência de dados e inteligência artificial voltadas a desafios sociais e institucionais.
No dia 17 de março, o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero (III CIVIGE) deu continuidade à sua programação em Brasília, no Superior Tribunal Militar. O segundo dia do evento foi marcado por discussões aprofundadas sobre pesquisa científica, atuação do sistema de justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.
Pesquisadores e autoridades brasileiros e internacionais participaram do CIVIGE. Foto: STM
Ao longo da programação, especialistas de diferentes áreas apresentaram experiências práticas, estudos e iniciativas que reforçam a importância de uma atuação integrada, baseada em evidências e sensível às múltiplas realidades das vítimas.
Insight Aurora: tecnologia, inclusão e ciência no combate à violência
Um dos destaques do dia foi a apresentação do projeto Insight Aurora, conduzida pelas pesquisadoras Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, Luiza Manoela Silva, Beatriz Fernandes, Cibelly Sousa, Gabriela Ferreira e Sandra Lemos.
Da esquerda para a direita: Cibelly Sousa, Luiza Manoela Silva e Rebeca Sabóia Quezado durante a apresentação do coletivo Aurora. Foto: STM
Durante a apresentação, o grupo destacou o papel da universidade como agente de transformação social, reforçando a importância da educação no enfrentamento à violência de gênero.
Membros do Insight Aurora apresentam a iniciativa durante o CIVIGE. Foto: STM
Gabriela Ferreira fala sobre o desenvolvimento do site do coletivo Aurora. Foto: STM
As integrantes apresentaram o coletivo Aurora como uma iniciativa interdisciplinar que integra ciência de dados, direito e tecnologia, com o objetivo de criar soluções inovadoras e acessíveis. Nesse contexto, também foi discutida a sub-representação feminina nas áreas tecnológicas e a necessidade de ampliar a participação de mulheres nesses espaços.
Além disso, o grupo apresentou a digitalização do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), desenvolvida em parceria com o grupo Pandora. O processo foi realizado em conformidade com a legislação de proteção de dados.
A acessibilidade também foi um ponto central da iniciativa, com destaque para o desenvolvimento de plataformas compatíveis com leitores de tela e adaptadas para pessoas com deficiência visual, como ressaltado pela pesquisadora Beatriz Fernandes.
Beatriz Fernandes ressalta a importância da acessibilidade na digitalização do IAVP. Foto: STM
O Prof. José Macêdo destacou que Beatriz Fernandes é a primeira aluna cega do curso de Ciência da Computação da UFC. Foto: STM
Ao final, o coletivo reforçou o convite para novas parcerias, destacando a importância da diversidade na construção de soluções para o enfrentamento à violência.
Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab, e Dr.ª Amini Haddad, Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM, acompanham a apresentação do grupo Aurora. Foto: STM
IAVP: instrumento científico para detecção precoce da violência psicológica
A apresentação do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), conduzida por Alice Bianchini (Advogada), Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP) e Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), evidenciou o papel da ciência no aprimoramento das respostas institucionais à violência de gênero.
Representantes do grupo Pandora participam do segundo dia do III CIVIGE. Foto: STM
As palestrantes explicaram que o instrumento foi desenvolvido ao longo de quatro anos de pesquisa e validação técnica, com o objetivo de identificar condutas de violência psicológica, como perseguição, isolamento e ameaças, além dos impactos dessas situações na vida das vítimas. Nesse sentido, destacaram que o IAVP contribui para preencher lacunas no sistema de justiça, tornando a identificação da violência mais precisa e fundamentada.
Membros do grupo Pandora detalham o instrumento IAVP. Foto: STM
Outro ponto enfatizado foi o potencial do instrumento na prevenção do feminicídio. Ao permitir a detecção precoce da violência psicológica, o IAVP funciona como uma ferramenta estratégica para intervenção antecipada, ampliando as possibilidades de proteção das mulheres.
Dr.ª Alice Bianchini (Advogada). Foto: STM
Dr.ª Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP). Foto: STM
Dr.ª Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Foto: STM
Representantes do Pandora e Aurora se reúnem no palco do CIVIGE. Os dois grupos trabalharam juntos na digitalização do IAVP. Foto: STM
Foto: STM
Sistema de justiça e múltiplas vulnerabilidades
O Painel 5 trouxe reflexões sobre a atuação do sistema de justiça diante de vítimas em situação de múltiplas vulnerabilidades.
Painel 5: O SISTEMA DE JUSTIÇA: ABORDAGENS PARA AS VÍTIMAS COM MÚLTIPLAS VULNERABILIDADES. Foto: STM
A juíza Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM) destacou a necessidade de uma abordagem integral, que considere fatores sociais, econômicos e culturais que impactam diretamente a experiência das vítimas. Em sua fala, ressaltou a importância do preparo dos profissionais e do compromisso do Estado com políticas públicas alinhadas a diretrizes internacionais.
Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar). Foto: STM
Foto: STM
Na mesma linha, a Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE) apresentou iniciativas práticas desenvolvidas pelo Ministério Público de Sergipe, como o projeto “Maria da Penha nas Escolas”. A ação busca promover conscientização desde a educação básica, por meio de materiais educativos, palestras e ações de incentivo à leitura sobre o tema.
Da esquerda para a direita: Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE), Dr.ª Safira Maria de Figueredo (Juíza Corregedora da Justiça Militar da União) e Dr.ª Amini Haddad. Foto: STM
Foto: STM
Acesso à justiça e interseccionalidade
O Painel 6 aprofundou o debate sobre o acesso à justiça, com foco nas desigualdades enfrentadas por mulheres negras.
Painel 6: A ATUAÇÃO DA ADVOCACIA NA GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA. Foto: STM
A professora Rosane Teresinha Carvalho Porto (Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ) destacou a importância de incorporar a perspectiva interseccional nas pesquisas e práticas jurídicas, evidenciando como fatores como raça e gênero impactam o acesso a direitos.
Dr.ª Rosane Teresinha Carvalho Porto (Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ). Foto: STM
Já a advogada Nildete Santana (Diretora de Mulheres da OAB/DF) reforçou que o acesso à justiça deve ser compreendido como um direito à dignidade, indo além de uma visão formal do sistema jurídico e buscando garantir proteção efetiva às mulheres em contextos de maior vulnerabilidade.
A Dr.ª Nildete Santana participou do painel 6 como painelista, enquanto a Dr.ª Alice Bianchini atuou como presidente de mesa. Foto: STM
Dr.ª Rosane Teresinha, Dr.ª Alice Bianchini e Dr.ª Nildete Santana participam do painel 6. Foto: STM
Comparação internacional: Brasil e Portugal no enfrentamento à violência
O Painel 7 trouxe uma análise comparada entre a legislação brasileira e portuguesa sobre violência doméstica.
Painel 7: LEI MARIA DA PENHA: ANÁLISE COMPARADA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA X LEGISLAÇÃO PORTUGUESA. Foto: STM
A professora Sandra Tavares (Faculdade Católica Portuguesa | Porto) apresentou a estrutura jurídica de Portugal. A professora destacou o detalhamento das condutas que configuram o crime de violência doméstica.
A Dr.ª Sandra Tavares (Professora de Direito da Faculdade Católica Portuguesa | Porto) participou do CIVIGE via videoconferência. Foto: STM
Em paralelo, a juíza Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do STM) abordou a evolução da legislação brasileira, com destaque para a Lei Maria da Penha e para o papel das medidas protetivas de urgência. Também ressaltou a importância da coleta e análise de dados, especialmente no contexto da violência psicológica, como estratégia de prevenção ao feminicídio.
Dr.ª Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do Superior Tribunal Militar). Foto: STM
Dr.ª Bárbara Lívio e Dr. Miguel Dunshee de Abranches Fiod (Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF) ao final do painel 7. Foto: STM
América Latina: educação, dados e atuação institucional
O Painel 8 ampliou o debate para o contexto latino-americano, reunindo perspectivas educativas e jurídicas.
Painel 8: A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMÉRICA LATINA. Foto: STM
O especialista Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil) destacou o papel da educação no enfrentamento à violência de gênero, com iniciativas que utilizam arte, jogos e metodologias inclusivas para promover o empoderamento feminino. Além disso, enfatizou a importância de envolver meninos desde cedo na construção de uma cultura de respeito e equidade.
Dr.ª Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil). Foto: STM
A Dr.ª Raissa Vernay (Assessora de Relações Institucionais) atuou como presdiente de mesa no painel 8. Foto: STM
Já a procuradora Ivana Farina Navarrete Pena (Ministério Público de Goiás – MPGO) ressaltou que o sistema de justiça, isoladamente, não é suficiente para enfrentar o problema, sendo necessário investimento em políticas públicas e orçamentos adequados. Também destacou a importância da aplicação prática de protocolos com perspectiva de gênero e o avanço de diversos países da região na adoção dessas diretrizes.
Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM
Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM
Dr.ª Santiago Plata, Dr.ª Ivana Farina e Dr.ª Raissa Vernay. Foto: STM
Encerramento reforça atuação em rede e foco na ação prática
O encerramento do segundo dia contou com a participação de Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional).
Encerramento do 2º dia: 20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: POLÍTICAS PÚBLICAS E REDES DE ATENDIMENTO. Foto: STM
Em sua fala, destacou a importância da atuação em rede no enfrentamento à violência de gênero. Também enfatizou a necessidade de levar o conhecimento técnico para além dos espaços institucionais, alcançando mulheres em diferentes contextos sociais. Também reforçou a importância de transformar debates em ações concretas, citando iniciativas como exposições itinerantes em espaços públicos para sensibilização da sociedade.
Dr.ª Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). Foto: STM
A Dr.ª Marta exaltou o papel das parcerias institucionais na ampliação do alcance das políticas de prevenção.
Dr.ª Marta Livia Suplicy e Dr. José Macêdo. Foto: STM
A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Ministra Maria Elizabeth Rocha, realizou o encerramento do evento agradecendo às autoridades e participantes presentes. Ela destacou que o congresso não foi apenas um encontro, mas um espaço vital para o debate, a reflexão e a construção de soluções inovadoras ancoradas em princípios de justiça.
Ministra Maria Elizabeth Rocha (Presidente do Superior Tribunal Militar). Foto: STM
Ministra Maria Elizabeth Rocha conduz o encerramento da terceira edição do CIVIGE. Foto: STM
A programação do primeiro dia reuniu autoridades, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas para debater caminhos concretos no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com destaque para o papel da tecnologia, do Judiciário e da produção científica.
Abertura institucional destaca avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero
Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo realiza abertura do III CIVIGE. Foto: STM
A abertura do evento foi conduzida pelo vice-presidente do STM, Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo, que ressaltou a relevância do congresso no fortalecimento das instituições e das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo. Foto: STM
Na sequência, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, trouxe uma reflexão ampla sobre os avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. Em sua fala, destacou o simbolismo da realização do congresso no Superior Tribunal Militar, mencionando marcos históricos relacionados à presença feminina em espaços de poder.
Ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Foto: STM
Márcia Lopes ressaltou o reconhecimento internacional da Lei Maria da Penha como referência global, enfatizando seu papel na transformação da violência doméstica de uma questão privada para uma violação de direitos humanos que exige resposta firme do Estado.
A ministra ainda abordou a importância da solidariedade entre mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, e reforçou a necessidade de políticas públicas intersetoriais, envolvendo áreas como saúde, educação e cultura. Por fim, mencionou iniciativas como o Ligue 180 e o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio como instrumentos fundamentais nessa agenda.
Conferência de abertura reforça cooperação internacional e representatividade
A conferência de abertura contou com a participação do Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Data Science Lab, e da embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies.
Sophie Davies, Embaixadora da Austrália, e José Macêdo, coordenador do Insight Lab, durante a conferência de abertura do CIVIGE 2026. Foto: STM
Prof. José Macêdo, durante a conferência de abertura do III CIVIGE. Foto: STM
Embaixadora da Austrália, Sophie Davies. Foto: STM
Durante sua fala, Sophie Davies destacou a importância da representatividade feminina ao mencionar sua trajetória como a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixadora da Austrália no Brasil em 80 anos.
A embaixadora também reforçou o compromisso internacional com a promoção dos direitos de mulheres e meninas, destacando o enfrentamento à violência de gênero como uma pauta global. Além disso, compartilhou aspectos do contexto australiano.
Tecnologia e direito em foco no enfrentamento à violência
O Painel 1, dedicado às tecnologias e políticas públicas no enfrentamento à violência de gênero, reuniu especialistas para discutir o papel da inovação e do direito nesse contexto.
Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas (Juiz Auxiliar da Presidência) preside o painel 1. Foto: STM
O Prof. José Macêdo destacou que a tecnologia deve ser compreendida como uma ferramenta a serviço das políticas públicas e do cuidado humano, e não como um fim em si mesma. Em sua abordagem, enfatizou a necessidade de integrar soluções tecnológicas a estratégias mais amplas de proteção, prevenção e resposta à violência, sem substituir a escuta qualificada e o atendimento humanizado. Também alertou para os riscos associados ao uso de inteligência artificial, especialmente no que diz respeito à reprodução de vieses algorítmicos que podem perpetuar desigualdades existentes.
Já o professor Hélio Gustavo Alves trouxe uma perspectiva jurídica e social, destacando a importância de ações imediatas para garantir a segurança das vítimas. Em sua fala, abordou direitos trabalhistas ainda pouco conhecidos, como o artigo 473 da CLT, que prevê a possibilidade de a mulher vítima de violência trabalhar em casa ou se afastar do trabalho por até 6 meses com remuneração garantida.
O Dr. Hélio Gustavo Alves participou do III CIVIGE. Foto: STM
O palestrante também ressaltou que, embora o Brasil possua avanços normativos importantes, há um grande desconhecimento desses direitos por parte das mulheres, o que evidencia a necessidade de maior divulgação e conscientização.
Judiciário e acesso à justiça com perspectiva de gênero
O Painel 2 abordou as transformações do Judiciário no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Um dos pontos debatidos foi a importância de uma atuação mais sensível às questões de gênero.
Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar) preside o painel 2. Foto: STM
A juíza Patrícia Sant’Anna destacou a relevância da Resolução 492 do CNJ, que institui o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero, como um instrumento fundamental para garantir decisões mais justas e contextualizadas. Em sua fala, apresentou exemplos práticos da Justiça do Trabalho envolvendo casos de discriminação e violência, evidenciando a necessidade de responsabilização institucional.
Dr.ª Patrícia Sant’Anna (Juíza do Trabalho do TRT 12). Foto: STM
A especialista Teresa Cristina Cabral Santana reforçou a importância de fortalecer a articulação entre o Judiciário e a rede de enfrentamento, destacando que o acesso à justiça deve ser qualificado e livre de revitimização.
A Dr.ª Teresa Cristina apontou a Lei Maria da Penha e diretrizes internacionais como pilares fundamentais para orientar a atuação institucional.
Dr.ª Teresa Cristina Cabral Santana (Ouvidoria da Secretaria-Geral da Presidência do TSE). Foto: STM
Pesquisa científica como base para políticas públicas
O Painel 3 evidenciou o papel da pesquisa científica na formulação de políticas públicas mais eficazes.
Da esquerda para a direita: Dr.ª Jaquelline Santos Silva (Juíza-Auxiliar da Presidência) e Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM
A pesquisadora Maria Teresa Prado apresentou dados que revelam um cenário preocupante no Brasil, marcado pelo desconhecimento sobre a Lei Maria da Penha e pela baixa adesão a medidas protetivas. Em sua análise, destacou que, embora a lei seja amplamente conhecida pelo nome, muitas mulheres não compreendem seus mecanismos de proteção, o que impacta diretamente na busca por ajuda. A congressista enfatizou ainda a importância de dados qualificados para orientar decisões públicas baseadas em evidências.
Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM
Já a procuradora Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues enfatizou a necessidade de institucionalizar políticas públicas, reduzindo a dependência de iniciativas individuais e garantindo maior continuidade e efetividade das ações.
Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues (Procuradora do Estado de Goiás). Foto: STM
Também reforçou a importância de ampliar o conhecimento das vítimas sobre seus direitos e de utilizar diagnósticos e indicadores para aprimorar estratégias de enfrentamento à violência.
Da esquerda para a direita: Dr.ª Maria Teresa Prado, Dr.ª Jaquelline Santos Silva e Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues. Foto: STM
Ações intersetoriais e uso de dados no enfrentamento à violência
O Painel 4 trouxe discussões sobre estratégias práticas e intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero.
Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel (Desembargadora e Juíza Auxiliar da Presidência) preside o painel 4. Foto: STM
O delegado Sérgio Bautzer compartilhou sua experiência no atendimento a casos de violência doméstica. Ele destacou a importância de procedimentos iniciais que garantam segurança e acolhimento às vítimas, como a separação imediata do agressor e a avaliação da necessidade de atendimento médico. Também abordou a complexidade dos diferentes tipos de violência previstos na legislação brasileira.
Dr. Sérgio Bautzer (Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF). Foto: STM
O juiz Tiago Dias da Silva destacou o papel do monitoramento eletrônico e da análise de dados na prevenção de feminicídios. Também chamou atenção para os desafios enfrentados em regiões do interior, onde os índices de violência têm crescido.
Dr. Tiago Dias da Silva (Juiz de Direito do TJCE)
O Dr. Tiago Dias defende que a aplicação de tornozeleiras não deve se limitar a apenas 1% dos casos, pois isso negaria segurança a uma porcentagem muito maior de mulheres em risco.
Da esquerda para a direita: Dr. Sérgio Bautzer, Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel e Dr. Tiago Dias da Silva. Foto: STM
Encerramento destaca cooperação multissetorial e foco na mudança de comportamento
O encerramento do primeiro dia foi marcado por reflexões sobre a necessidade de ampliar as estratégias de enfrentamento à violência de gênero, com foco na cooperação entre diferentes setores e territórios.
A pesquisadora Michelle de Souza Gomes Hugill destacou a importância de direcionar ações também para os homens, responsáveis pela maioria dos casos de violência, defendendo a criação de estratégias voltadas à mudança de comportamento.
Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill (Servidora do TJSC, requisitada para atuar no CNJ). Foto: STM
A especialista Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional) abordou os desafios de atuação em regiões de fronteira, ressaltando a necessidade de integração entre diferentes instituições e setores da sociedade.
Dr.ª Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional). Foto: STM
Já a Secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, enfatizou a importância do acolhimento humanizado e da atuação intersetorial, debatendo iniciativas como grupos reflexivos para homens agressores como caminhos promissores para a redução da reincidência.
Dr.ª Sheila de Carvalho (Secretária Nacional de Acesso à Justiça). Foto: STM
Dr. José Macêdo, Dr.ª Sheila de Carvalho, Dr.ª Victória Pedro Corrêa e Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill. Foto: STM
Galeria: 1º dia do III CIVIGE
Dr. José Macêdo, Dr.ª Rebeca Quezado, Dr.ª Sheila de Carvalho e Dr.ª Amini Haddad
Vice-presidente do STM, Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo
Dr. Tiago Dias da Silva e Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel
Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas, Dr. José Macêdo e Ministro Cláudio Portugal de Viveiros
Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas
Dr.ª Amini Haddad e Dr.ª Patrícia Sant’Anna
Painel 2: AS TRANSFORMAÇÕES DO JUDICIÁRIO FRENTE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E MENINAS
Dr.ª Patrícia Sant’Anna e Dr.ª Amini Haddad
Painel 3: O PAPEL DA PESQUISA CIENTÍFICA COMO PILAR PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO
Painel 4: AÇÕES ESTRATÉGICAS INTERSETORIAIS PARA A AUTONOMIA E PROTEÇÃO DAS MULHERES E MENINAS
Painel 4: AÇÕES ESTRATÉGICAS INTERSETORIAIS PARA A AUTONOMIA E PROTEÇÃO DAS MULHERES E MENINAS
Painel de encerramento: PROJETOS MULTITERRITORIAIS: NOVAS FRONTEIRAS PARA O ENFRENTAMENTO DAS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES E MENINAS
Painel de encerramento: PROJETOS MULTITERRITORIAIS: NOVAS FRONTEIRAS PARA O ENFRENTAMENTO DAS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES E MENINAS
Dr.ª Alice Bianchini, Dr.ª Sheila de Carvalho, Dr.ª Amini Haddad e Dr.ª Nildete Santana
Autoridades presentes no 1º dia do CIVIGE (16/03)
Autoridades presentes no 1º dia do CIVIGE (16/03)
O CIVIGE foi realizado no Auditório do Superior Tribunal Militar (STM)
Recepção de participantes do III CIVIGE
Assista às palestras do primeiro dia
Todas as palestras do primeiro dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:
O coordenador do Insight Lab e professor do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Prof. José Macêdo, foi homenageado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) com o diploma Valora Destaque, durante o seminário “Diálogos ABIN – Inteligência e Soberania Digital”, realizado nesta terça-feira (03), em Brasília (DF).
A honraria reconhece o papel estratégico exercido pelo pesquisador na condução do desenvolvimento do msg gov, aplicativo de comunicação segura destinado a agentes públicos, concebido pela ABIN e implementado por meio de parceria com a UFC.
A entrega ocorreu durante a programação comemorativa dos 26 anos de criação da ABIN e do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).
UFC como parceira estratégica no desenvolvimento do msg gov
Prof. José Macêdo durante a cerimônia de 26 anos da ABIN em Brasília
O reconhecimento ao Prof. José Macêdo destaca o esforço conjunto conduzido dentro da UFC, envolvendo o Departamento de Computação, o Insight Data Science Lab, coordenado pelo Prof. José Macedo e oGrupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas (GREat), coordenado pela Profa. Rossana Andrade.
A universidade, por meio dessas três frentes, é responsável por toda a implementação tecnológica do aplicativo, executada no contexto de um Termo de Execução Descentralizada firmado entre ABIN e UFC.
Durante sua fala, o Prof. Macêdo destacou o caráter colaborativo da iniciativa e o impacto estratégico do projeto:
“Destaco que este é um projeto de pesquisa e desenvolvimento envolvendo a ABIN, a UFC e o SERPRO, onde professores pesquisadores, alunos de doutorado, mestrado e graduação estão envolvidos no projeto. Vejo o msg gov como um importante passo para garantir a soberania digital e proteção de dados do Governo Brasileiro. Além do impacto tecnológico, estamos formando capital humano para desenvolvimento de tecnologia nacional.”
Como foi o evento da ABIN
O seminário Diálogos ABIN, que reuniu cerca de 200 participantes, trouxe como tema central “Inteligência e soberania digital: autonomia estratégica na competição entre grandes potências”. A programação incluiu:
Abertura institucional – Com falas de Pedro Pontual (Casa Civil), Luiz Fernando Corrêa (diretor-geral da ABIN), e representantes da Escola de Inteligência (Esint) e do Cepesc. Durante a abertura, foi ressaltado que o msg gov cumpre o decreto que delega à ABIN a responsabilidade de disponibilizar ferramentas de comunicação segura para o Sisbin.
Apresentação oficial do msg gov Antes das mesas de debate, o público assistiu à demonstração do aplicativo, com explicações sobre suas funcionalidades e sobre a parceria entre ABIN, UFC e Serpro.
Mesas de debate O evento contou com três mesas temáticas:
“Inteligência e soberania digital: desafios e perspectivas para o Brasil” Com representantes do MGI, LNCC, MCTI e ABIN.
“Desafios de Inteligência para a autonomia estratégica do Brasil” Painel que marcou o lançamento da publicação Desafios de Inteligência – edição 2026.
“Modernização da Inteligência e o papel das escolas do Sistema Brasileiro de Inteligência” Debate sobre formação, capacitação e modernização das instituições ligadas ao Sisbin.
Entrega do diploma Valora DestaqueProf. José Macêdo recebe o diploma Valora Destaque, concedido pela ABIN
A cerimônia reconheceu quatro personalidades de destaque. Entre elas, o Prof. José Macêdo, agraciado “pelo compromisso incansável no projeto de desenvolvimento do aplicativo msg gov”.
O que é o msg gov?
O msg gov é uma plataforma de comunicação segura criada para uso de agentes públicos. Seus recursos incluem:
envio e recebimento de mensagens de texto e multimídia;
chamadas de voz e vídeo;
criação de grupos;
compartilhamento de arquivos e documentos.
Seu grande diferencial é o uso da criptografia de Estado, tecnologia desenvolvida pela ABIN para proteger informações estratégicas e comunicações sensíveis do governo brasileiro.
O sistema possui arquitetura federada, o que reforça sua resiliência, impossibilitando que seja derrubado ou comprometido por centralização excessiva.
A solução foi construída por meio de uma cooperação entre ABIN, que lidera e fornece a criptografia, UFC, responsável pelo desenvolvimento técnico, e Serpro, responsável pela infraestrutura de nuvem governamental.
O papel da universidade na soberania digital
Com a participação no projeto e o reconhecimento ao Prof. Macêdo, a UFC reafirma a importância da pesquisa acadêmica na construção de soluções estratégicas para o Estado brasileiro.
A atuação coordenada entre Insight Lab, GREat e o Departamento de Computação demonstra como as universidades públicas podem contribuir diretamente para segurança, soberania digital e inovação tecnológica no país.
Entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro de 2025, Fortaleza (CE) se tornou palco de um dos encontros mais importantes da computação no Brasil: as conferências co-realizadas BRACIS (35ª Conferência Brasileira de Sistemas Inteligentes) e SBBD (40º Simpósio Brasileiro de Banco de Dados), junto dos eventos satélites ENIAC, STIL, WESAAC, KDMiLe e BSB.
Como membro ativo da comunidade acadêmica de ciência de dados, inteligência artificial e banco de dados, o Insight Lab assumiu um papel estratégico durante toda a jornada. Além de patrocinador, os pesquisadores do Insight Lab, os professores José Macêdo, Lívia Almada, Regis Pires e Ticiana Linhares, também integraram a equipe de suporte acadêmico e organização local.
Com o encerramento do evento, é momento de celebrar os debates, as trocas de ideias e os frutos que emergem da nossa participação.
A relevância e tradição dos eventos
Os eventos co-locados nestes dias reúnem diferentes frentes de pesquisa em inteligência computacional, sistemas inteligentes, bancos de dados, técnicas de mineração de dados, aprendizado de máquina e áreas adjacentes. A concomitância de conferências como ENIAC, STIL, WESAAC, KDMiLe e BSB ampliou o escopo, promovendo interações multidisciplinares valiosas entre pesquisadores que, normalmente, atuam em comunidades distintas.
A execução conjunta permitiu maximizar a troca de conhecimentos: os participantes do BRACIS tiveram acesso a palestras, painéis e workshops do SBBD e vice-versa, fortalecendo a integração entre os campos de IA, mineração, bancos de dados e ciência de dados aplicada.
O papel do Insight Lab no planejamento, suporte e execução
Durante toda a fase preparatória, o Insight Lab esteve envolvido em decisões logísticas, de infraestrutura, comunicação e seleção de expositores locais.
Ao longo dos quatro dias de evento, assumimos também o papel de suporte acadêmico: acolhendo palestrantes, auxiliando participantes, gerenciando a coordenação de sessões e oferecendo um ponto de contato operacional.
Como patrocinador, o Insight Lab contribuiu com recursos que ajudaram a viabilizar aspectos estruturais, como infraestrutura de rede, espaços para minicursos e organização dos workshops. Essa contribuição reafirma nosso compromisso com o avanço da comunidade científica nacional e em exaltar a pesquisa tecnológica desenvolvida no Ceará.
O encontro da pesquisa nacional e internacional
Entre os momentos mais esperados, destacaram-se as palestras ministradas por pesquisadores de instituições brasileiras, americanas, italianas e holandesas.
O BRACIS trouxe para o centro do palco os pesquisadores:
Sandra Avila (University of Campinas, Brasil) The Day I Discovered I Was Collaborating on a Eugenics Skin Cancer Project
Thiago Serra (University of Iowa, EUA) Optimization Over Trained Neural Networks: What, Why, and How?
Evangelos Papalexakis (University of California, EUA) It’s all about the latent structure: Tensor and graph methods for actionable insights
Já o SBBD, trouxe para Fortaleza os pesquisadores:
Nicola Ferro (University of Padua, Itália) Experimental Evaluation in IR: Decades of Tradition not only to Steer Generative AI but also Quantum Computing
Fábio Porto (LNCC, Brasil) Data Management Systems in the Age of Machine Learning
Bernadette Farias (TNO, Holanda) Data Spaces Europeus: os catalizadores da Economia de Dados da UE
Essas palestras trouxeram uma combinação valiosa de temas teóricos, práticos e de vanguarda, desde os desafios éticos e técnicos da IA, até métodos avançados para modelagem e implicações de sistemas de dados emergentes.
Trabalhos do Insight Lab no BRACIS & SBBD 2025
O Insight Lab também esteve presente com a apresentação de pesquisas desenvolvidas por seus professores, pesquisadores e bolsistas.
Os trabalhos apresentados refletiram a diversidade e a profundidade das nossas linhas de investigação, abordando desde detecção de anomalias em dados biomédicos até modelagem de dados em larga escala e aprendizado de máquina aplicado.
Lista de artigos, workshops e minicursos apresentados pelo Insight Lab:
Exploring Label Noise Reduction Techniques for Sleep Stage Classification Using Wearable Devices Autores: Maria Yohanne de Oliveira Moreira, Vinicius Cezar Monteiro de Lira, Lívia Cruz, José Antônio Macêdo. DOI: https://doi.org/10.5753/bresci.2025.248075
Built to Breathe? Modeling Air Quality with Features of the Built and Natural Environment Autores: Lara Furtado, Nayara Gurjão, Nicolas Monteiro, Jose Edilson Silva Filho, Carlos Matheus Ferreira, Jarbas Silveira, Jorge Soares, José Antônio Macêdo.
Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd_estendido/article/view/37610
Diffusion Models: An Accessible Introduction to the State of the Art in Data Generation Autores: Samir Braga Chaves, Vaux Sandino Diniz Gomes, José Antônio Fernandes de Macêdo, Regis Pires Magalhães, César Lincoln Cavalcante Mattos. Disponível em: https://books-sol.sbc.org.br/index.php/sbc/catalog/view/179/791/1547
GUISSE: A Graphical User Interface For Snippet Selection and Evaluation in Time Series Data Autores:Guilherme Fernandes, Lucas Gaspar, Lívia Cruz, Regis Magalhães, José Macêdo.
Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd_estendido/article/view/37576
Geo: A Visual Analytics Tool for Spatiotemporal Analysis Autores: José Florêncio Queiroz Neto, José Antônio Macêdo, Erick Lima Trentini, Samir Chaves e João Castelo Branco.
Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd_estendido/article/view/37583
Desigualdades Educacionais no Brasil: Uma Análise por Clusterização de Indicadores Educacionais e Desempenho Escolar Autores: Matheus L. de Melo Silva, Lívia Almada Cruz, Regis Pires Magalhães, Tatieures G. Pires, Rossana Maria de Castro Andrade, José Macedo. Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd/article/view/37235
Analysis of online and offline classification algorithms for human activity recognition using IMU sensors Autores: Brena Rodrigues Machado, Regis Pires Magalhães, Lívia Almada Cruz, Críston Souza, César Lincoln Cavalcante Mattos, José Macedo. Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd/article/download/37232/37015/
RS4: Restricted Search Space for Snippet Selection Autores: Guilherme Fernandes, Lucas Peres Gaspar, Lívia Almada Cruz, Regis Pires Magalhães, José Antonio Macêdo.
A Categorical Kalman Filter for Human Activity Recognition Autores: Diego Silva de França, Anselmo Pitombeira Neto, Lívia Almada Cruz, Jose Antonio Macêdo
Evaluation of Explainable Artificial Intelligence Methods for Deep Time Series Classification of Biosignals. Autores: Diego Sá, César Lincoln Cavalcante Mattos, Regis Pires Magalhães.
Text Style Transfer with Large Language Models: Enhancing Medical Anamnesis Transcriptions Autores: Yanna Gonçalves, Ticiana Linhares Coelho da Silva 🏆 Este artigo ganhou o prêmio de Best Paper no Workshop de Trabalhos de Alunos de Graduação (WTAG).
Perspectivas futuras
Com o encerramento do BRACIS & SBBD 2025, celebramos não apenas o sucesso de mais uma edição, mas também o início de novas etapas. Projetos, colaborações e descobertas que nasceram nesses quatro dias certamente seguirão repercutindo na comunidade científica.
O Insight Lab agradece a cada participante, palestrante, comitê e colaborador que tornou possível esta edição memorável. Seguimos adiante com o compromisso de continuar apoiando e produzindo ciência de ponta, em conexão constante com a comunidade nacional e internacional.
O Insight Lab marcou presença na 1ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União (JMU), realizada nesta segunda-feira (18), no auditório do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília. O evento reuniu representantes de órgãos dos três Poderes, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e especialistas para debater práticas de inclusão e diversidade nas contratações públicas e ampliar o diálogo sobre diversidade, fortalecer a equidade e propor caminhos para que processos de contratação pública sejam cada vez mais inclusivos, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações).
Também esteve presente à audiência a Drª. Keide Lacerda de Assis, representante da Procuradoria Especial da Mulher do Senado (ProMul), que atua à frente de projetos voltados à promoção dos direitos das mulheres e ao enfrentamento das desigualdades de gênero. A ProMul é atualmente conduzida pela Senadora Zenaide Maia, Procuradora da Mulher do Senado, que tem se destacado na defesa de políticas públicas voltadas à equidade e à proteção dos direitos femininos.
Criado recentemente, o Observatório Pró-Equidade é uma iniciativa da gestão da ministra-presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, e tem coordenação da juíza-auxiliar da Presidência, Dra. Amini Haddad. Seu objetivo é ser um espaço de articulação institucional com a sociedade civil, voltado à formulação de estratégias que fortaleçam o letramento antirracista e a adoção de medidas concretas contra todas as formas de discriminação no âmbito da Justiça Militar da União.
Cerimônia de lançamento do Observatório da Equidade
Convidado para a audiência, o Insight Lab foi representado pelo Prof. Dr. José Macêdo e pela Drª. Rebeca Quezado, que acompanharam os debates organizados em blocos temáticos. A programação deu voz a diferentes grupos sociais, incluindo pessoas idosas, pessoas com deficiência, comunidades indígenas, quilombolas, população negra, comunidade LGBTQIAP+, migrantes e refugiados.
Prof. José Macêdo durante a AudiênciaDrª. Keide Lacerda de Assis e Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo
Durante a audiência, a ministra Maria Elizabeth Rocha destacou que o Estado deve atuar como agente transformador da sociedade, utilizando os processos de licitação e contratação como instrumentos de promoção da equidade. Já a coordenadora do Observatório, Dra. Amini Haddad, ressaltou a importância do caráter dialógico da iniciativa, que busca construir soluções coletivas a partir da diversidade de perspectivas.
Ao final do encontro, foi assinada uma carta de compromissos para a elaboração de um Guia Ético-Equitativo, que orientará gestores públicos na adoção de critérios inclusivos em contratações e políticas institucionais.
A participação do Insight Lab reafirma seu compromisso em contribuir com debates e iniciativas voltados à promoção da equidade, da inclusão e da justiça social em diferentes esferas da sociedade.
📺 A 1ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade está disponível no canal do STM no YouTube: Assista aqui
A Rede de Estudos Jurídicos e Femininos (REDEFEM), o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13) e diversas instituições parceiras promovem, entre os dias 20 e 22 de agosto de 2025, em João Pessoa (PB), a segunda edição do Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE. O evento reunirá especialistas de diferentes áreas para dialogar sobre estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher e à violação de direitos de grupos vulneráveis.
Neste contexto, o ENOE 2025 acaba de lançar uma chamada pública para apresentação de trabalhos acadêmicos, com edital já disponível. A proposta é oferecer à comunidade acadêmica um espaço de reflexão e estímulo à produção científica, contribuindo diretamente para a formulação de soluções e proposições voltadas à promoção dos direitos humanos das mulheres, ao acesso à justiça, à saúde e à proteção de grupos vulneráveis.
Além disso, o evento pretende ser um ambiente fértil para o acompanhamento e aprimoramento de projetos de pesquisa, incentivando práticas que articulem ciência, impacto social e políticas públicas.
Importante: a chamada é voltada exclusivamente a profissionais e pesquisadores com formação em nível de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado).
O Insight Data Science Lab, da Universidade Federal do Ceará, é uma das instituições apoiadoras do ENOE 2025 e terá uma participação de destaque na programação do evento.
Na manhã do último dia do encontro, os pesquisadores do laboratório (Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo, Profª Mª Sílvia Rebeca Sabóia Quezado e Prof. Me. Tiago Dias da Silva) conduzirão uma palestra, apresentando os principais resultados da pesquisa que integra o livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”. Logo após a palestra, haverá uma sessão de autógrafos com os autores.
Assim, a atuação do Insight Lab no ENOE reforça o compromisso do grupo com a aplicação de ciência e tecnologia em prol da justiça social, contribuindo para o enfrentamento das desigualdades estruturais e, em especial, da violência de gênero.
Portanto, se você desenvolve pesquisas alinhadas aos temas do ENOE, esta é uma excelente oportunidade para compartilhar seu trabalho e dialogar com pesquisadores de todo o país.
🔔 Fique atento às novidades e participe dessa construção coletiva por uma sociedade mais justa e igualitária.
De 20 a 22 de agosto de 2025, a cidade de João Pessoa (PB) será palco do II Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar – ENOE, iniciativa promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região) e pela REDE FEM. O evento reunirá especialistas de diferentes áreas do conhecimento, como Direito, Antropologia e Ciência de Dados, para discutir estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecer a atuação das Ouvidorias públicas e privadas.
O Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará será uma das instituições apoiadoras do ENOE 2025 e terá participação de destaque no último dia do evento. Os pesquisadores Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo e Profª Mª Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, ambos reconhecidos por suas pesquisas aplicadas à proteção da mulher, conduzirão a palestra “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia” ao lado do pesquisador Prof. Me. Tiago Dias da Silva. O trio apresentará os resultados da pesquisa que compõe o livro .
A obra, produzida no âmbito do Insight Lab, propõe um olhar inovador sobre o combate à violência de gênero, integrando dados, modelos computacionais e práticas institucionais. O trabalho também propõe caminhos para o uso de tecnologias no mapeamento de casos de feminicídio e na formulação de políticas públicas de prevenção.
Além da apresentação dos pesquisadores, o público poderá participar da sessão de autógrafos do livro logo após a palestra, no dia 22 de agosto, no Centro Universitário UNIESP, sede do evento.
Sobre o ENOE
Criado com o objetivo de promover o diálogo entre instituições e estimular a efetividade das políticas públicas de combate à violência contra a mulher, o Encontro Ouvir e Enfrentar se consolida como espaço fundamental para o intercâmbio de experiências e boas práticas em ouvidorias, com especial atenção às Ouvidorias da Mulher e de Gênero.
A programação conta com painéis temáticos, grupos de trabalho, palestras nacionais e internacionais e uma agenda voltada à valorização de mulheres que atuam na linha de frente da causa. A edição de 2025 terá como destaque a entrega da Medalha REDE FEM para mulheres protagonistas da causa, conforme critérios definidos pela Rede.
Agenda
📍 Local: Centro Universitário UNIESP – Auditório Master, João Pessoa (PB) 📅 Data: 20 a 22 de agosto de 2025
🔗Confira a programação completa e realize sua inscrição no ENOE 2025 AQUI.
Participação do Insight Lab
Palestra: Feminicídio – mapeamento, prevenção e tecnologia | 22 de agosto de 2025, às 09h Com:
Nosso agradecimento especial à Comissão Organizadora do ENOE 2025: Drª Herminegilda Leite Machado (Desembargadora Presidente do TRT13-Paraíba), Drª Rita Leite Brito Rolim (Desembargadora Vice-Presidente e Ouvidora do TRT13-Paraíba), Drª Poliana Sá, Drª Tânia Reckziegel, Drª Rosane Porto e DrªAna Carolina Campos Machado.
O Insight Lab se orgulha de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, unindo ciência, tecnologia e compromisso social.
Na semana do dia 27 de maio de 2025, a cidade de Brasília/DF sediou o XXV Congresso da Federação Internacional de Mulheres de Carreira Jurídica (FIFCJ). Com o tema “Inteligência Artificial e Gênero”, o evento reuniu especialistas de diversas áreas para discutir os impactos e os desafios da tecnologia sob uma perspectiva de gênero.
Organizado pela Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) em parceria com a FIFCJ, o congresso ofereceu uma programação extensa e contou com painéis, conferências e mesas-redondas que abordaram temas como ética na inteligência artificial, inclusão de mulheres em carreiras tecnológicas e a interseção entre tecnologia, justiça e direitos humanos.
A palestra de abertura ficou a cargo da Ministra Cármen Lúcia, atual Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que abordou os desafios éticos da inteligência artificial e sua relação com a democracia e os direitos fundamentais. Sua participação deu início aos debates com uma reflexão profunda sobre o papel do Judiciário em tempos de transformação digital.
Ministra Cármen Lúcia durante a palestra de abertura do XXV Congresso da FIFCJ
Participação do Insight Lab
Durante o evento, a pesquisadora do Insight Lab, Drª. Rebeca Quezado, representou o laboratório e debateu com representantes das mais variadas instituições os projetos premiados da nossa equipe, destacando as contribuições da ciência de dados e da inteligência artificial para o enfrentamento de questões sociais complexas.
Além disso, o congresso contou com o apoio institucional do Insight Lab e da Universidade Federal do Ceará (UFC), fortalecendo a conexão entre o meio acadêmico e os debates contemporâneos sobre tecnologia e equidade de gênero.
A pesquisadora Rebeca Quezado o Insight Lab durante o XXV Congresso da FIFCJ
Organização e destaque institucional
O congresso teve como presidente a Drª. Manoela Gonçalves Silva e foi organizado pela Drª. Alice Bianchini, duas referências na área jurídica que vêm promovendo espaços de diálogo entre diferentes campos do conhecimento.
Com a participação no evento, o Insight Lab reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de pesquisas de impacto social e com a promoção de um ecossistema científico mais diverso, inclusivo e interdisciplinar.
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