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A Ciência de Dados no mercado: 7 casos de sucesso

A ciência de dados tem revolucionado praticamente todas as áreas. Na educação, utilizando modelos para uma melhor avaliação de estudantes, na medicina, identificando e prevendo doenças, no futebol, obtendo o máximo valor das escalações de um time.

Neste artigo, apresentaremos 7 exemplos onde a ciência de dados é utilizada como uma poderosa ferramenta, com modelos e algoritmos que ajudam a analisar, prever e, consequentemente, obter melhores resultados em cada uma dessas áreas.

1- Segurança Pública

Em uma ação criminosa existem diversos elementos envolvidos. Informações colhidas anteriormente sobre os suspeitos (a exemplo, a ficha criminal) e sobre a região na qual um crime foi cometido (como entorno e vias de acesso) são fatores importantes na elucidação de delitos.

No entanto, muitas vezes esses dados coletados em diferentes regiões e por diferentes órgãos não estão integradas em uma mesma base de dados, o que prejudica o trabalho dos agentes policiais.

O Ceará tem sido um exemplo do uso inteligente da ciência de dados na segurança pública. Em 2019, o estado ganhou interesse nacional pela grande redução de seus índices criminais. Entre as diversas ações tomadas para atingir esse resultado, um dos maiores destaques é o uso de soluções tecnológicas baseadas em ciência de dados.

Em parceria com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o Insight Lab desenvolveu ferramentas que têm ajudado a entender e combater práticas criminosas.

Conheça algumas dessas ferramentas:

Sistema Policial Indicativo de Abordagem (SPIA)

O Spia tem sido usado no enfraquecimento da mobilidade de criminosos, pois ajuda na identificação de veículos roubados. É um sistema de inteligência artificial que integra as bases de dados de órgãos federais, estaduais e municipais aos dados captados por mais 3.300 câmeras espalhadas pelo Ceará.

Big Data “Odin”

Como apresentado no portal do Governo do Estado do Ceará, o sistema de big data Odin “armazena e cruza dados obtidos por mais de 50 sistemas dos órgãos de segurança e de entidades parceiras. Todas as informações podem ser vistas em tempo real dentro de um painel que simplifica os processos de investigação e de tomadas de decisão, o Cerebrum.”

Portal do Comando Avançado (PCA)

Exclusivo para profissionais da segurança pública do Ceará, é um aplicativo para celular que reúne informações civil e criminal da população cearense, dados de veículos e motoristas, biometria e o reconhecimento facial.

 

2 – Evasão fiscal e detecção de fraude

Um grande desafio dentro de empresas e organizações é a detecção de fraudes e a evasão fiscal. Uma pequena porcentagem dessas atividades pode representar perdas bilionárias para as instituições.

Entretanto, os avanços na análise de fraudes, com o uso de ciência de dados e o Big Data, são uma perfeita ferramenta para prevenir tais atividades.  Além da redução de informações, com essas ferramentas pode-se diferenciar entre contribuinte legítimo e fraudador, utilizando classificação de dados, clustering e reconhecimento de padrão, por exemplo. Diferentes fontes de dados são usadas para a análise, sejam dados estruturados ou não estruturados.

Diversos estudiosos estão empenhados em desvanecer esse problema. Veja um exemplo disso: a partir de dados reais da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz-CE), sete pesquisadores (entre eles o coordenador do Insight Lab, José Macêdo) aplicaram um novo método,  ALICIA, para detectar potenciais fraudadores fiscais. Esse método de seleção de recursos é baseado em regras de associação e lógica proposicional.

Os autores explicam que ALICIA é estruturado em três fases:

  1. Ele gera um conjunto de regras de associação relevantes a partir de um conjunto de indicadores de fraude (recursos).
  2. A partir de tais regras de associação, ALICIA constrói um gráfico, cuja estrutura é então usada para determinar as características mais relevantes.
  3. Para conseguir isso, ALICIA aplica uma nova medida de centralidade chamada de Importância Topológica do Recurso.

Os teste feitos com ALICIA em quatro diferentes conjuntos de dados do mundo real mostram sua eficiência superior a outros oito métodos de seleção de recursos. Os resultados mostram que Alicia atinge pontuações de medida F de até 76,88% e supera de forma consistente seus concorrentes.

 

3 –  Saúde 

Uma das principais aplicações da ciência de dados é na área da saúde. Esse setor utiliza intensamente data science para descoberta de novas drogas, na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças e no monitoramento da saúde de pacientes.

E durante a pandemia de Covid-19, a ciência de dados foi um dos primeiros auxílios buscados para que se pudesse entender o comportando do vírus na população mundial, criar modelos preditivos sobre seus impactos e divulgar ao público, especialmente através da visualização de dados, estatísticas relacionadas à doença.

Como exemplo de transparência dos dados durante a pandemia, destacamos a plataforma cearense IntegraSUS Analytics.

Como descrito pela Secretaria da Saúde do Ceará, o IntegraSUS Analytics é uma ferramenta com a qual “pesquisadores, profissionais e estudantes de ciência de dados ou de tecnologia da informação poderão ter acesso ao cenário atual da saúde no Estado. Tudo por meio dos códigos e modelos utilizados na construção do IntegraSUS. A plataforma também oferece datasets sobre diferentes áreas da saúde para aprendizado e treinamento.”

Além do IntegraSUS Analytics, o Governo do Estado esteve em parceria com o Insight Lab para desenvolver outras ações de enfrentamento ao Covid-19. Nossos pesquisadores produziram Mapas de Kernel para observar como está acontecendo o espalhamento da doença no Ceará. Junto a isso, a professora Ticiana Linhares comandou o desenvolvimento de um algoritmo de IA para entender a evolução dos sintomas do Covid-19.

Como isso acontece? Através dos textos trocados via chat (Plantão Coronavírus) entre os cidadãos e a Secretaria de Saúde, o algoritmo extrai dessas conversas os sintomas mais frequentes e avalia sua evolução.

 

4 – Games

Uma das indústrias em maior expansão é a de games. Contabiliza-se atualmente mais de 2 bilhões de jogadores no mundo todo, com estimativas para que esse número passe de 3 bilhões até 2023, segundo o site Statista.

Com esse super número de jogadores e a criação diária de novos jogos, uma enorme quantidade de dados são coletados, tais como o tempo de jogo do usuário, pontos de início e parada e pontuação. Essa coletânea de dados representa uma rica fonte para que especialistas estudem, aprendam e possam otimizar e melhorar os jogos.

Com a ciência de dados aplicada no mercado de jogos, é possível realizar o desenvolvimento, a monetização e o design de games, e ainda melhorar efeitos visuais, por exemplo. Com modelos que permitem a identificação de objetos, jogos tornam-se mais realistas tornando possível diferenciar jogadores pertencentes a equipes diferentes e dar comandos ao personagem específico dentro de um grupo.

A King, empresa criadora do famoso Candy Crush, tem, segundo seu diretor de produtos de serviços, Jonathan Palmer, uma cultura baseada em dados. Na King, depois que um jogo é lançado, ele continua sendo monitorado e os ajustes necessários são feitos. Eles analisam, por exemplo, se um jogo é muito difícil, então eles podem perder jogadores, e se muito fácil, os usuários ficam entediados e abandonam o jogo.

Palmer cita o nível 65 do Candy Crush Saga: “É um nível incrivelmente difícil, tinha seu próprio culto em torno dele. Percebemos que isso estava causando a agitação de muitas pessoas. Usando dados, pudemos dizer: ‘precisamos diminuir um pouco a dificuldade desse nível’.”

 

5 – Vida Social

O surgimento das redes sociais alterou completamente a forma como nos relacionamos, sejam relacionamentos amorosos, amizades ou relações de trabalho. Nos conectamos diariamente com inúmeras pessoas que jamais vimos. E todas as relações e ações nessas redes deixam extensos rastros de dados que influenciam, entre outras coisas, em quem você conhecerá a seguir.

Não é impressionante como o Facebook sempre acerta nas recomendações de novas amizades? Em artigo do Washington Post é dito que ele se baseia em “really good math”, mais especificamente, o Facebook utiliza um tipo de ciência de dados conhecido como network science, que basicamente busca prever o crescimento da rede social de um usuário baseado no crescimento das redes de usuários semelhantes.

Um outro exemplo é o Tinder. Ele utiliza um algoritmo que visa aumentar a probabilidade de correspondência. Esse algoritmo  prioriza correspondências entre usuários ativos, usuários em uma mesma região e usuários que parecem os “tipos” uns dos outros com base em seu histórico de deslize.

 

6 – Esportes

A indústria do esporte é uma das mais rentáveis do mundo, gerando lucros bilionários todos os anos e, é claro, cheia de dados e estatísticas. Cada esporte está repleto de variáveis a serem estudadas, que vão desde o clima, a fisiologia de cada jogador, as decisões dos árbitros, até as escolhas feitas pelos jogadores durante uma partida. Assim, a ciência de dados vem para “decifrar” o que fazer com esses dados, revelando insights preditivos para a melhor tomada de decisão dentro de cada modalidade de esporte.

Um caso interessante para analisarmos é o da liga de basquete americana. A NBA usa o sistema de análise de arremesso da RSPCT, no qual uma câmera rastreia quando e onde a bola bate em cada tentativa de cesta. Os dados são canalizados para um dispositivo que exibe detalhes da tomada em tempo real e gera insights preditivos.

Leo Moravtchik, CEO da RSPCT, disse à SGV News que “com base em nossos dados … Podemos dizer [a um jogador]: ‘Se você está prestes a dar o último arremesso para ganhar o jogo, não tente do topo da chave, porque sua melhor localização é, na verdade, o canto direito ”

7 –  Comércio eletrônico (e-commerce) 

O comércio eletrônico (ou e-Commerce) é um tipo de negócio em que empresas e indivíduos compram e vendem coisas pela internet.  Nesse tipo de comércio, a interação com os clientes passa por vários pontos, desde o clique em um anúncio e em produtos de interesse, até a compra e avaliação do produto.

Os dados obtidos nas plataformas de e-commerce ajudam os vendedores a construir uma imagem dos consumidores, seus hábitos de compra, quais as estratégias para “transformá-los” em clientes e ainda o tempo que isso leva.

Nesse sentido, a aplicação da ciência de dados permite a previsão da rotatividade de clientes, a segmentação destes, o impulsionamento das vendas com recomendações inteligentes de produtos, a extração de informações úteis das avaliações dos compradores, a previsão de demanda, a otimização de preços e tantas outras possibilidades.

No caso do Airbnb, a ciência de dados ajudou a renovar completamente sua função de pesquisa, destacando áreas mais requisitadas. O algoritmo do Airbnb hoje, nos rankings de busca, dá prioridade a aluguéis que estiverem em uma área com alta densidade de reservas. Antes, entretanto, os melhores aluguéis estavam localizados a uma certa distância dos centros da cidade. Isso implicava que, apesar de encontrar aluguéis legais, os locais não eram tão bons.

 

 

Referências

How data science and big data analytics leads to better tax fraud prevention

Top 8 Data Science Use Cases in Gaming

Number of active video gamers worldwide from 2015 to 2023 (in billions)

How King is crushing games data

How Facebook knows who all your friends are, even better than you do

Data Science in the Sports Industry

Applying Data Science tools and techniques to eCommerce

 

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Ciência de Dados Dica de Leitura Inteligência Artificial Machine Learning

10 livros para todo Cientista de Dados ler na quarentena

Se durante a sua vida profissional ou acadêmica, o grande problema foi encontrar tempo para ler, hoje, a realidade é outra. Pensando nisso o Insight Lab resolveu te dar uma ajudinha com dicas de leitura para você se aprimorar. Incluímos na lista obras técnicas e literárias que te trarão um conteúdo valioso e produtivo para sua carreira. Confira a lista.

 

1 – Python para Análise de Dados de Wes Mckinney.

Do mesmo criador da biblioteca Pandas, este volume é um guia para quem está no início da formação como programador. Ele ajuda a entender o funcionamento e a combinação de ferramentas para o tratamento de dados dentro do ambiente Python.

A obra é desenvolvida em seções curtas, o que torna a informação mais focada, isso ajudará o programador iniciante a identificar claramente os pontos centrais sem entrar em expansões ainda difíceis de entender.

 

 

 

2 – Data Science do Zero: Primeiras Regras com o Python  de Joel Grus

Neste livro você aprenderá, a partir do zero, como os algoritmos e as ferramentas mais essenciais de data science funcionam. Entenderá a desempenhar bibliotecas, estruturas, módulos e stacks do data science  ao mesmo tempo que se aprofunda no tema sem precisar, necessariamente, entender de data science.

 

 

 

 

 

3 – Storytelling com Dados de Cole Nussbaumer Knaflic.

O livro reflete sobre o que significa a organização dos dados em gráficos, a quem essas informações visuais serão 

apresentadas, e dentro de qual contexto. Para a autora a visualização dos dados é o ponto onde as informações devem estar mais sistematizadas, não podendo se tornar um enigma para quem observa.

Ao longo dos capítulos o livro nos mostra processos de concepção dos elementos para a visualização de dados e traz muitos exemplos de antes e depois, ou seja, exemplos de gráficos que não transmitem corretamente a mensagem e, em seguida, uma versão alternativa onde a informação foi apresentada de forma clara e eficiente.

 

 

4 – Mãos à Obra: Aprendizado de Máquina com Scikit-Learn & TensorFlow de Aurélien Géron.

Um dos melhores livros prático sobre Machine Learning. Seja para iniciante na área ou para quem já atua e precisa de um complemento.

De maneira prática, o livro mostra como utilizar ferramentas simples e eficientes para implementar programas capazes de aprender com dados. Utilizando exemplos concretos, uma teoria mínima e duas estruturas Python, prontas para produção, o autor ajuda você a adquirir uma compreensão intuitiva dos conceitos e ferramentas na construção de sistemas inteligentes.

 

 

 

5 – Learning Geospatial Analysis with Python de Joel Lawhead

Direcionado principalmente para desenvolvedores, pesquisadores e analistas de Python que desejam executar análises geoespaciais, de modelagem e GIS com o Python.

O livro é uma ótima dica para quem deseja entender o mapeamento e a análise digital e quem usa Python ou outra linguagem de script para automação ou processamento de dados manualmente.

 

 

 

 

6 – Learning Scala Programming de Vikas Sharma

O livro foi feito para programadores que desejam se familiarizar com a Linguagem de Programação Scala para escrever programas concorrentes, escaláveis ​​e reativos. Não é preciso ter experiência em programação para entender os conceitos explicados no livro. Porém, caso tenha, isso o ajudará a aprender melhor os conceitos.

O autor começa analisando os conceitos básicos da linguagem, sintaxe, tipos de dados principais, literais, variáveis ​​e muito mais. A partir daí, o leitor será apresentado às suas estruturas de dados e aprenderá como trabalhar com funções de alta ordem.

 

7 – The man who solved the market: how Jim Simons Launched the quant revolution de Gregory Zuckerman

Em tradução livre – O homem que resolveu o mercado: como Jim Simons lançou a Revolução Quant. Um livro não técnico, conta a história de Jim Simons, um matemático que começou a usar estatísticas para negociar ações, em uma época em que todo mundo no mercado usava apenas instintos e análises fundamentais tradicionais. 

Obviamente, todo mundo ficou cético em relação a seus métodos, mas depois de anos gerenciando seu fundo de investimentos e obtendo resultados surpreendentes, as pessoas acabaram cedendo e começaram a reconhecer o poder dos chamados quant hedge funds, que desempenham um papel enorme no setor financeiro nos dias atuais.

 

 

8 – Feature Engineering for Machine Learning de Alice Zheng e Amanda Casari

Embora a Engenharia de Recursos seja uma das etapas mais importantes no fluxo de trabalho da Ciência de Dados, às vezes ela é ignorada. Este livro é uma boa visão geral desse processo, incluindo técnicas detalhadas, advertências e aplicações práticas. 

Ele vem com a explicação matemática e o código Python para a maioria dos métodos, portanto, você precisa de um conhecimento técnico razoável para seguir adiante.

 

 

 

 

9 – The book of why de Judea Pearl e Dana Mackenzie

Muitas vezes nos dizem que “a correlação não implica causalidade”. Quando você pensa sobre isso, no entanto, o conceito de causalidade não é muito claro: o que exatamente isso significa?

Este livro conta a história de como vemos a causalidade de uma perspectiva filosófica e, em seguida, apresenta as ferramentas e modelos matemáticos para entendê-la. Isso mudará a maneira como você pensa sobre causa e efeito.

 

 

 

10 – Moneyball de Michael Lewis

Esta é a história de Billy Beane e Paul DePodesta, que foram capazes de levar o Oakland Athletics, um pequeno time de beisebol, através de uma excelente campanha na Major League Baseball, escolhendo jogadores negligenciados baratos.

 

Como eles fizeram isso? Usando dados. Isso mudou a maneira como as equipes escolhem seus jogadores, o que anteriormente era feito exclusivamente por olheiros e seus instintos. A história também inspirou um filme com o mesmo nome, e ambos são obras-primas.

 

 

Fonte: crb8.org.br

 

O que achou das dicas? Que mais livros você incluiria? Compartilha com a gente!

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Aplicativo Big Data Inteligência Artificial Segurança

Criado pelo Insight Lab, aplicativo Sinesp Agente de Campo é lançado pelo Ministério da Justiça

O Insight Lab, através do squad de produtos e dados, desenvolveu para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o aplicativo Sinesp Agente de Campo, lançado na segunda-feira, 25/05, inicialmente em teste beta com 250 policiais dos estados do Acre, Pará e Tocantins.

Apoio a policiais

Direcionado para os agentes de segurança pública, a ferramenta pretende dar maior celeridade ao trabalho policial nas ruas, disponibilizando acesso imediato a informações como mandados de prisão de todo o país, pessoas e objetos envolvidos em boletins de ocorrência e busca nacional de veículos. No caso dos veículos, é possível  realizar consultas detalhadas através de informações como placa, RENAVAM, chassi, motor e proprietário. Além disso, os agentes possuirão acesso a alertas atualizados sobre roubos e furtos.

Fase de implementação

No período de implementação o aplicativo será utilizado por policiais selecionados pelos estados que poderão reportar, pelo próprio aplicativo, eventuais ajustes que considerem relevantes. O Insight Lab continua o trabalho de aprimoramento da ferramenta, para que em breve, novas funções estejam disponíveis, A expectativa é que após a fase de teste, que vai até junho, o serviço seja estendido para todo o país. Na segunda fase, os policiais serão cadastrados pelos respectivos estados. 

De acordo com o diretor de Gestão e Integração da Informação da Senasp/MJSP, Wellington Silva, a ferramenta agiliza o trabalho de quem está em campo: “O aplicativo permite que o policial que está na ponta receba informações em tempo real. É um grande ganho de agilidade e rapidez no atendimento à população, na oferta de serviços públicos efetivos de segurança e na elucidação de crimes, melhorando o tempo de resposta da polícia”. 

Projeto Big Data

O aplicativo Sinesp Agente de Campo é fruto de um projeto maior, intitulado “Sinesp Big Data e Inteligência Artificial”, o qual é coordenado e executado pelo Insight Lab. Este projeto visa desenvolver métodos e técnicas inovadoras em Ciência de Dados e Inteligência Artificial com objetivo de contribuir com a segurança pública nacional. No mês de abril, o MJSP também havia lançado novas atualizações do aplicativo Sinesp Cidadão, igualmente desenvolvido pelo Insight Lab e com um diferencial de ser voltado para os cidadãos no apoio às questões de segurança pública.

 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSJP)

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App Governo Inteligência Artificial Tecnologia

Insight participa do Webinar – Governo Digital e a Tecnologia de Chatbots

A popular tecnologia que simula a fala humana – o Chatbot – e é capaz de conversar com as pessoas através de redes sociais como o Telegram, será tema de mais um webinar promovido em tempos de pandemia. Evento promovido pelo Íris, Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Estado Ceará, em parceria com o Insight. 

Essa tecnologia tem como uma das principais funções vender produtos e informar os usuários sobre determinados serviços, entre outros. Muito usado por empresas para atender clientes e orientá-los com informações, os Chatbots são robôs (bots) que interagem por chat – em canais como o WhatsApp e o Facebook Messenger por exemplo -, usando Inteligência Artificial e se aperfeiçoando cada vez mais no atendimento ao usuário. É muito provável que você já tenha conversado com um, ao atender a ligação ou responder uma mensagem de texto de uma empresa.

Chatbots a serviço da saúde

Mas não são apenas as empresas que utilizam essa tecnologia para melhorar os serviços oferecidos: o setor público também tem bons exemplos de uso de chatbots. Um deles é o caso do governo do estado do Ceará, que tem utilizado esse recurso para orientar a população sobre a Covid-19. O atendimento virtual do Plantão Coronavírus detecta casos suspeitos, oferece orientação especializada com profissionais de saúde e informa sobre medidas de enfrentamento da pandemia. Através da ferramenta, o cidadão pode fazer uma autoavaliação, ter orientações médicas confiáveis, além de se informar com dicas sobre como enfrentar a pandemia. O chatbot faz uma triagem inicial, baseado nos sintomas informados pelo usuário, que poderá ser encaminhado ao atendimento humano especializado dependendo de suas respostas no chat.

A nível nacional e também na plataforma Telegram, o Ministério da Saúde disponibilizou o serviço de bot, Coronavírus – SUS, à população. Com o intuito de combater a doença, o aplicativo auxilia na resolução de dúvidas sobre sintomas e informações sobre unidades de saúde mais próximas.

O evento

Ficou interessado? Saiba mais sobre essa e outras aplicações de chatbots no webinar: Governo Digital e a Tecnologia de Chatbots! O evento contará com a presença do Coordenador geral do Insight Data Science Lab e cientista-chefe de dados do Governo do Ceará, José Macedo. Estarão presentes também nesta conversa; Eveline Braga,  coordenadora de gestão estratégica de TIC da Seplag-CE; Jessika Moreira, coordenadora geral do Íris e Leandro Neves, desenvolvedor e sócio-fundador da Ilhasoft. 

Abordagens que você pode esperar do evento: 

– Como o Governo Digital pode impactar a(o) cidadã(o)?

– Chatbots na comunicação com as(os) cidadãs(ãos)?

– Quais os benefícios e desafios dessa tecnologia?

– Quais iniciativas já existem no Setor Público?

– Casos do Governo Ceará: Plantão Coronavírus e Portal Único de Serviços.

Agende-se!

É dia 24 de abril, sexta-feira, das 16h às 17h30.

Inscreva-se aqui.

Serviços:

Whatsapp: (85) 8439-0647

Telesaúde 0800 275 1475

saude.ce.gov.br

coronavirus.ceara.gov.br

Em tempo

Webinar, da abreviação web-based seminar, é um tipo de webconferência no qual a comunicação é de uma única via, ou seja, o discurso é somente da pessoa que está palestrando. A interação entre os participantes é restringida ao chat, dessa forma eles podem conversar entre si e enviar perguntas ao palestrante.

 

 

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Deep Learning Inteligência Artificial Machine Learning

O futuro da IA mostrado na série “The Age of A.I.”

Buscando alguma série para assistir neste fim de semana? Nós temos uma dica: “The Age of A.I.”, série documental produzida pelo YouTube Originals.

Apresentada pelo ator Robert Downey Junior, a série mostra o trabalho de alguns dos pesquisadores mais influentes no desenvolvimento do potencial da inteligência artificial. Em quatro episódios, vamos acompanhar a quais níveis a IA já chegou e o que se espera que sejamos capazes de produzir com ela no futuro, como o aperfeiçoamento da computação afetiva, onde máquinas aprendem a sentir e reagir de uma forma cada vez mais humana.

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Ciência de Dados Inteligência Artificial UFC

Ministério da Justiça reconhece atuação da UFC no Projeto Big Data e Inteligência Artificial

A Universidade Federal do Ceará tem se destacado no Projeto SINESP Big Data e Inteligência Artificial, desenvolvido pela UFC em parceria com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). Na última sexta-feira (20), o reitor da UFC, Prof. Cândido Albuquerque, recebeu ofício do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) destacando os “excelentes resultados” dos trabalhos desenvolvidos pela Universidade no âmbito do projeto, vinculado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP).

O documento, assinado pelo delegado federal Wellington Clay Porcino Silva, diretor de Gestão e Integração de Informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), aponta como resultado positivo “a inovação científica dos produtos [desenvolvidos pela UFC], que apresentam recursos não presentes em nenhuma solução de mercado“.

A qualidade dos produtos e serviços, o nível de gestão e comprometimento da equipe, a antecipação das entregas de produtos e serviços, e a implantação das ferramentas do projeto nos estados participantes também são apresentados pelo delegado federal como aspectos que fundamentam a afirmação de que os trabalhos realizados pela Universidade “têm obtido excelentes resultados”.

Para o reitor Cândido Albuquerque, a mensagem do MJSP ressalta a importância de se criar na UFC uma unidade para integrar todas as ações desenvolvidas na área de inteligência artificial. “As instituições estão buscando a inteligência artificial como mecanismo de solução de seus problemas. E nós precisamos ter uma unidade que integre todas as ações de nossos diversos cursos na área de inteligência artificial. Já temos bons trabalhos, mas precisamos fortalecer nossa ação nesse campo”, considera.

Coordenado pelo Prof. José Macêdo, do Departamento de Computação da UFC, o Projeto SINESP Big Data e Inteligência Artificial desenvolveu ferramentas que possuem, entre outras funcionalidades, análise de manchas criminais, visualização de posicionamento de viaturas em tempo real, acionamento de câmeras, identificação de impressão digital e gestão de policiamentos.

O produto já está em funcionamento nos estados participantes do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta (Em Frente, Brasil), projeto-piloto implementado no fim de agosto pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com o objetivo de reduzir o número de crimes violentos no país por meio de articulação entre a União, os estados e os municípios.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, nos últimos três meses, o número de homicídios caiu 44,7% nas cincos cidades participantes do programa: Ananindeua (Pará), Cariacica (Espírito Santo), Goiânia (Goiás), Paulista (Pernambuco) e São José dos Pinhais (Paraná).

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional – fone: (85) 3366 7331

Fonte: UFC

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Big Data Ceará Inteligência Artificial Segurança Pública Tecnologia

Com 30 meses seguidos de diminuição no CVP, roubos de veículos no Ceará se destacam com redução de 46% em 2019

O total de veículos roubados e furtados é de 8.860, neste ano. Já o número de carros e motos recuperados é de 6.559, ou seja, correspondendo a 74%

Por mais um mês, o Ceará registrou queda nos roubos de veículos, conforme dados compilados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Com isso, o Estado segue com números positivos em todo o acumulado do ano, quando foram registrados 4.696 roubos e 46% de redução em comparação ao mesmo período do ano passado, na ocasião em que 8.657 roubos foram contabilizados pela SSPDS. Com esse balanço de onze meses, a Segurança Pública cearense registra o melhor índice desde 2011, quando ocorreram 3.354 crimes. Esse recorte está inserido nos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP), indicador relativo a todos os tipos de roubos (exceto latrocínio), que chega ao 30° mês seguido de números positivos.

Só em novembro, a retração no roubo de veículos foi de 39%, indo de 728, no mesmo mês do ano passado, para 444, no mês passado. Em outubro, a redução foi de 45%, caindo de 855 para 469. Já em setembro, os números caíram de 699 para 356, com 49% de redução. Agosto, por exemplo, diminuiu de 637 para 417, correspondendo à redução de 35%. Em julho, a redução foi de 42%, caindo de 696 para 401 roubos de veículos. Em junho, a diminuição foi de 41%, passando de 768 para 454.

Em maio, foram 50% a menos roubos de veículo, passando de 860, no quinto mês de 2018, para 429, no mesmo período deste ano. Em seguida, vem o mês de abril, que passou de 816 casos para 442, o que corresponde a uma redução de 46%. A retração aconteceu também em março, quando os 913 roubos de carros em 2018 caíram para 472 neste ano, correspondendo a uma redução de 48%. Em fevereiro, a queda foi de 49%, indo de 794 para 405. Por último, janeiro, que registrou a maior queda percentual em um mês, com 54% de diminuição, saindo de 891 para 407 casos.

Recuperações de veículos

Uma das estratégias utilizadas pelo Sistema de Segurança Pública para alcançar esses resultados positivos é a política de combate a mobilidade do crime. Ou seja, a partir do controle de carros e motocicletas que circulam pelas cidades cearenses, a Polícia consegue realizar cercos inteligentes e interceptar veículos automotores roubados, furtados ou aqueles que são utilizados em ações criminosas.

Essa política ocorre por meio da utilização das mais de 3.300 câmeras de videomonitoramento, da inteligência artificial do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) e dos cercos inteligentes realizados pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) a partir de orientações repassadas pelos operadores da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). O impacto da expansão dessa estratégia se traduz em números que se destacam em 2019, como por exemplo, os veículos recuperados pelas forças de segurança. O total de veículos roubados e furtados é de 8.860, neste ano. Já o número de carros e motos recuperados é de 6.559, ou seja, correspondendo a 74%.

“É fruto de todo o trabalho que temos feito aqui no Estado, ao inovar com o combate a mobilidade do crime. Então, é uma estratégia, que realmente tem dado certo, e servido de modelo para todo o país, já que o Ceará é o Estado que mais reduz roubos em todo o país, como os de veículos e de cargas, por exemplo. Então esse trabalho vem nos conduzindo para esse resultado e certamente terminaremos o ano com um dos melhores resultados de toda a década”, destacou o secretário da SSPDS, André Costa.

Crimes Violentos contra o Patrimônio

Os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP) chegaram ao 30° mês de redução consecutiva no Estado. No acumulado de janeiro a novembro de 2019, a redução CVP 1, que abrange roubos a pessoa, de documentos e outros, é de 19,8%. Foram 50.142 ocorrências desse tipo registradas, em 2018, contra 40.202, em 2019. No total, são 9.940 roubos a menos do que no ano passado.

Ainda no acumulado, todas as regiões do Ceará registraram resultados positivos. A maior queda percentual foi no Interior Norte, com menos 31,4% de casos, indo de 4.477 para 3.069. Em seguida, vem o Interior Sul, com queda de 28,9%, indo 3.950 para 2.810.

Depois, vem a Região Metropolitana de Fortaleza, com 24,7 % de redução, diminuindo de 8.583 para 6.459. Por fim, vem Fortaleza com redução de 15,9%, passando de 33.132, nos onze meses de 2018, para 27.864, no mesmo período deste ano. Só em novembro último, o Estado reduziu em 18% o CVP 1, com 827 ocorrências a menos se comparado ao ano passado. Foram 4.588 ocorrências, no décimo primeiro mês do ano passado, contra 3.761, no mesmo período de 2019.

No CVP 2, que abrange roubo de carga, com restrição de liberdade da vítima, a residência, de veículos e contra instituições financeiras, a redução foi ainda maior em 2019. Os onze meses contabilizaram uma queda de 45,7%, com 10.006 ocorrências no ano passado, contra 5.433, no mesmo período de 2019. No total, são 4.573 crimes a menos.

A maior redução percentual, no acumulado dos nove primeiros meses de 2019, foi na Região Metropolitana, com redução de 47,7%: 2.550 (2018) e 1.333 (2019). Em seguida, vem Fortaleza, com 46,9% de queda: 5.282 (2018) e 2.807 (2019). Depois vem o Interior Norte, com 41,5% de diminuição: 1.317 (2018) e 771 (2019). Por último, o Interior Sul, com retração de 39,1%: 857 (2018) e 522 (2019). Só em novembro, foram 334 ocorrências a menos no Ceará, se comparado com o mesmo período do ano passado. Isso corresponde à queda de 40,2% nos crimes, passando de 830 para 496.

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Spia alerta para veículo clonado e auxilia na prisão de homem em Fortaleza

A inteligência artificial do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) prestou mais um bom serviço para a sociedade cearense. A ferramenta desenvolvida pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), contribui para o aumento no número de veículos roubados e furtados que a Polícia cearense recupera todos os dias em todo o Estado. Nessa quarta-feira (20), um homem foi preso em flagrante com um veículo de placas clonadas, no bairro Montese, na Área Integrada de Segurança 5 (AIS 5), de Fortaleza.

A Polícia Militar do Ceará (PMCE), por meio do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), chegou até o homem, via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) da SSPDS. Os militares realizaram a abordagem ao condutor Caio César Santos da Silva (32), que foi flagrado com um Hyundai Veloster, com placas clonadas. As originais pertencem a um veículo de mesmo modelo, do estado do Rio de Janeiro (RJ). O veículo também apresentava sinais de identificação adulterados.

O homem foi conduzido para realização de flagrante na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC). Após ser ouvido na unidade policial, o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de receptação e por adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor. A Polícia Civil investiga a procedência do automóvel apreendido.

Antecedentes

Caio cumpre medida cautelar após ser preso em 2017, em uma operação da Polícia Federal, batizada como “Operação Valentina”. Ele fazia parte de um grupo investigado por furtar contas bancárias e aplicar golpes pela Internet. Os criminosos foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), no ano passado 2018.

Recuperações de veículos

Com os investimentos feitos pelo Governo do Estado no combate aos crimes de mobilidade, a SSPDS registrou um aumento na recuperação de veículos subtraídos em ações criminosas. Com as instalações de mais de 3.300 câmeras de videomonitoramento em todo o Ceará, aliadas ao Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) e à ampliação do motopatrulhamento da Polícia Militar do Ceará (PMCE), como o CPRaio, além do trabalho de investigação realizado pela Polícia Civil, o índice de recuperação já corresponde a 76%, em 2019. Ou seja, em comparação aos 7.974 carros e motocicletas roubadas ou furtadas, as forças de segurança do Ceará recuperaram, em 2019, 6.027 bens automotores, até o mês de outubro deste ano.

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UFC está entre as melhores do mundo no ensino de engenharias e de ciência da computação

O Brasil tem 32 representantes na lista das melhores instituições de ensino de engenharia do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education (THE) 2020. E a Universidade Federal do Ceará está entre elas, compartilhando posição com outras 10 instituições, todas do eixo Sul-Sudeste.

A THE divulga, anualmente, um dos principais rankings universitários do mundo, o THE World Universities Rankings. Em paralelo, publica levantamentos por campo do conhecimento. Em um deles, são destacadas as melhores instituições de ensino nas áreas de engenharia geral, engenharia elétrica e eletrônica, engenharia mecânica e aeroespacial, engenharia civil e engenharia química.

Na edição de 2020, foram avaliadas 1.008 universidades, número superior ao da edição passada, que analisou 903 instituições. O Instituto de Tecnologia da Califórnia e a Universidade de Stanford compartilham o primeiro lugar geral. A partir da 100ª posição do ranking, as universidades são agrupadas por faixa. As brasileiras estão distribuídas em três faixas: 401-500, 601-800 e 801+.

UFC é a única instituição do Norte, Nordeste e Centro-Oeste a ocupar a faixa 601-800. As primeiras colocadas do Brasil no levantamento mundial, ocupando a faixa 401-500, são a Universidade de Campinas e a Universidade de São Paulo.

O reitor Cândido Albuquerque comemora o resultado. “Engenharia e computação são áreas nas quais nos destacamos e, mundialmente, são as áreas pelas quais as universidades se firmam”, avalia. Ele acrescenta que em ambos os campos de conhecimento a UFC tem realizado diversas parcerias, notadamente com o poder público, citando como exemplo o projeto Big Data e Inteligência Artificial.

Nele, a UFC desenvolve, em cooperação com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, ferramentas que irão compor o Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta. “Nosso desempenho nessas áreas é considerável, pois estamos à frente das instituições do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Mas precisamos melhorar ainda mais”, enfatiza.

Funcionários da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança, CIOPS. CIOPS é localizado dentro do complexo da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, SSPDS, na avenida Bezerra de Menezes. Foto: Alex Gomes – Especial para O POVO/Alex Gomes – Especial para O POVO

CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO – Além das engenharias, a THE avaliou as melhores instituições de ensino de ciência da computação. Nesse levantamento, há 21 instituições brasileiras entre as 749 listadas, e a UFC também é destacada.

A Universidade Federal do Ceará ocupa a faixa 601+, ao lado de outras 12 instituições, como a Universidade de Brasília (UnB), a Federal da Bahia (UFBA), a Federal de Pernambuco (UFPE) e a do Paraná (UFPR).

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC – fone: (85) 3366 7331

Fonte:  UFC
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Nova Estratégia de Segurança Pública do Governo do Ceará é apresentada na Câmara dos Deputados como referência nacional

Após se destacar nacionalmente na redução dos principais indicadores criminais, especialmente nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que já alcançam uma queda por 18 meses seguidos, o estado do Ceará, representado pelo secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, apresentou o conceito da Nova Estratégia de Segurança Pública (Nesp) do Governo do Ceará, na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF. A iniciativa foi um pedido do deputado federal de Minas Gerais, Doutor Frederico, que requereu uma audiência pública, com a presença do gestor cearense, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, nesta quarta-feira (23).

Além de André Costa, o superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) – órgão vinculado à SSPDS – e criador da teoria de combate à mobilidade do crime, Aloísio Lira; o secretário da Administração Penitenciária (SAP) do Estado do Ceará, Mauro Albuquerque; e o coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado da Pós-Graduação do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Antônio Macedo, também expuseram as estratégias montadas pela Segurança Pública do Ceará na construção de políticas públicas na área.

“A apresentação é para podermos expor toda a estratégia e o planejamento que tem sido feito no estado do Ceará. Vale destacar o trabalho que temos feito na área de tecnologia em segurança publica. Nós vamos apresentar os resultados que essas ações vem apresentado nas reduções de CVLI e CVP. Vamos colocar a disposição da comissão de segurança pública da Câmara dos Deputados para que possamos colaborar com qualquer proposta no legislativo, mas que possamos levar essa experiência no Ceará para os estados de origem e colaborar cada vez mais com a segurança publica em todo o País, destacou André Costa, antes de falar aos deputados e convidados.

A Nesp, que foi apresentada pelos gestores cearenses, consiste na criação de um novo caminho traçado pelo Governo, que visa o combate à violência no Estado por meio da integração, coordenação e responsabilização em diferentes níveis. Além do investimento em tecnologias da informação, em sistemas e dispositivos, construídos para somarem-se ao trabalho dos homens e mulheres que atuam na segurança pública, um dos pontos dentro da nova estratégia é a valorização e motivação dos profissionais. Junto ao trabalho feito pela SSPDS, há ainda as novas medidas dentro do sistema prisional e do sistema socioeducativo do Ceará, que impactam diretamente na queda dos índices criminais. Em paralelo às ações de segurança, há ainda o entendimento que o combate à violência não se limita apenas ao trabalho das polícias. Por isso, os pilares da Nesp também se baseiam em políticas públicas de educação, redução da pobreza, de cultura, esporte e de saúde.

“A ideia hoje é comentarmos sobre as boas praticas no estado do Ceará no uso de tecnologia do Big Data e inteligência artificial na Segurança Publica. Isso foi desenvolvido em parceria com a SSPDS, por meio do secretário André e o superintendente Aloisio Lira, no sentido de desenvolvermos uma solução customizada especificamente para os problemas de segurança pública do Estado. Essa arquitetura usou código aberto (plataformas abertas) customizadas para os problemas que a Secretaria quisesse atacar. Dentro da apresentação, eu pretendo mostrar a filosofia dessa arquitetura, mostrar que a tecnologia não é o fim, mas sim, um meio. Vamos discutir um pouco a necessidade de um projeto dessa envergadura ser totalmente alinhado com essa estratégia. Para fazermos um projeto de acordo com a realidade”, evidencia o professor Antônio Macedo, que coordenou os trabalhos integrados na UFC.

Essa não foi a primeira vez que a Secretaria da Segurança do Ceará apresentou o tema em Brasília. No dia 20 de agosto deste ano, André Costa já havia palestrado sobre o tema durante o Seminário de Boas Práticas em Tecnologia da Informação Voltadas à Segurança Pública. Na ocasião, quatro sistemas desenvolvidos pela SSPDS e UFC foram entregues à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que repassará as tecnologias que vêm contribuindo para os bons resultados em território cearense para as outras unidades da federação.

A expansão dos projetos cearenses para os demais estados brasileiros é capitaneada pelo MJSP e coordenado nacionalmente pelo secretário André Costa; pelo superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), Aloísio Lira; pelos professores doutores do Departamento de Computação da UFC, Antônio Macedo e Paulo Rêgo.

“Hoje, nós mostramos como os crimes evoluem e como a Segurança Pública deve acompanhar essa evolução. Apresentamos como o Ceará passou a repensar de forma diferente e se organizar para dar uma resposta à criminalidade e assim traçar novas estratégias. Explicando ainda como a tecnologia ajudou durante esse processo”, revela Aloísio Lira, superintendente da Supesp.

A construção de estratégias da SSPDS

Durante as suas apresentações, os representantes cearenses falaram sobre as ferramentas e estratégias construídas sobre três pontos importantes: mobilidade, território e ciência de dados. Os parlamentares conheceram, por meio de explicações técnicas e apresentação de números, quais as ações que estão em desenvolvimento graças à parceria entre SSPDS, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e demais instituições de ensino superior.

Uma das ferramentas apresentadas foi o Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia), uma inteligência artificial desenvolvida pela SSPDS e PRF, que funciona em conjunto ao sistema de videomonitoramento da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) da SSPDS, e suas mais de 3.300 câmeras em todo o Ceará. Atuando na identificação de carros e motocicletas roubados ou furtados, o Spia e os cercos inteligentes, realizados pela Polícia Militar, quebram um ciclo de ações criminosas que ocorreriam a bordo do veículo automotor, como a prática de novos roubos e até mesmo homicídios.

A utilização da ferramenta Spia e o aprimoramento da expertise policial impactaram na melhoria dos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP), que em setembro deste ano chegou ao 28° mês de queda. Nesse contexto, há ainda a redução de 64% nos roubos de cargas e a retração de 47% nos roubos de veículos, por exemplo.

A construção de ferramentas que ajudem na tomada de decisão também foi um tema abordado durante a audiência pública. Como exemplo, os presentes tiveram a oportunidade de entender sobre a funcionalidade do Big Data “Odin” e do seu painel analítico “Cerebum”. A ferramenta, que foi desenvolvida pela SSPDS e UFC, permite, entre outras coisas, uma análise profunda das estatísticas, sendo possível estratificar, com alta precisão, os crimes, bem como encontrar padrões que possam levar a predições.

Alimentado por mais de 100 sistemas dos órgãos de Segurança Pública do Estado e de instituições parceiras, o Odin possui mais de 90 bases de dados diferentes e é capaz de analisar milhares de tipos de dados diferentes, que ficarão à disposição dos gestores através de um painel analítico. Os sistemas foram remodelados para fornecer as informações, em tempo real, e facilitar o processo de investigação, inteligência e tomada de decisão.

Por último, os parlamentares conheceram o funcionamento do Portal do Comando Avançado (PCA), que é um aplicativo disponibilizado para os profissionais de segurança. Por meio desse mecanismo, é possível identificar possíveis suspeitos por meio do leitor biométrico conectado a um celular smartphone. O procedimento já é adotado no Ceará em situações em que o indivíduo não apresenta documento de identificação à composição. O próximo passo comentado durante a audiência pública, e que está em fase de teste, é o reconhecimento facial, feito por meio da câmera de um smartphone.

*Imagem: TV Câmara

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