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Segundo dia do III CIVIGE destaca pesquisa, acesso à justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero

No dia 17 de março, o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero (III CIVIGE) deu continuidade à sua programação em Brasília, no Superior Tribunal Militar. O segundo dia do evento foi marcado por discussões aprofundadas sobre pesquisa científica, atuação do sistema de justiça e estratégias intersetoriais no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Pesquisadores e autoridades brasileiros e internacionais participaram do CIVIGE. Foto: STM

Ao longo da programação, especialistas de diferentes áreas apresentaram experiências práticas, estudos e iniciativas que reforçam a importância de uma atuação integrada, baseada em evidências e sensível às múltiplas realidades das vítimas.

Insight Aurora: tecnologia, inclusão e ciência no combate à violência

Um dos destaques do dia foi a apresentação do projeto Insight Aurora, conduzida pelas pesquisadoras Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, Luiza Manoela Silva, Beatriz Fernandes, Cibelly Sousa, Gabriela Ferreira e Sandra Lemos.

Da esquerda para a direita: Cibelly Sousa, Luiza Manoela Silva e Rebeca Sabóia Quezado durante a apresentação do coletivo Aurora. Foto: STM

Durante a apresentação, o grupo destacou o papel da universidade como agente de transformação social, reforçando a importância da educação no enfrentamento à violência de gênero.

Membros do Insight Aurora apresentam a iniciativa durante o CIVIGE. Foto: STM

 

Gabriela Ferreira fala sobre o desenvolvimento do site do coletivo Aurora. Foto: STM

As integrantes apresentaram o coletivo Aurora como uma iniciativa interdisciplinar que integra ciência de dados, direito e tecnologia, com o objetivo de criar soluções inovadoras e acessíveis. Nesse contexto, também foi discutida a sub-representação feminina nas áreas tecnológicas e a necessidade de ampliar a participação de mulheres nesses espaços.

Além disso, o grupo apresentou a digitalização do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), desenvolvida em parceria com o grupo Pandora. O processo foi realizado em conformidade com a legislação de proteção de dados.

A acessibilidade também foi um ponto central da iniciativa, com destaque para o desenvolvimento de plataformas compatíveis com leitores de tela e adaptadas para pessoas com deficiência visual, como ressaltado pela pesquisadora Beatriz Fernandes.

Beatriz Fernandes ressalta a importância da acessibilidade na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

O Prof. José Macêdo destacou que Beatriz Fernandes é a primeira aluna cega do curso de Ciência da Computação da UFC. Foto: STM

Ao final, o coletivo reforçou o convite para novas parcerias, destacando a importância da diversidade na construção de soluções para o enfrentamento à violência.

Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Lab, e Dr.ª Amini Haddad, Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM, acompanham a apresentação do grupo Aurora. Foto: STM

IAVP: instrumento científico para detecção precoce da violência psicológica

A apresentação do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), conduzida por Alice Bianchini (Advogada), Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP) e Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), evidenciou o papel da ciência no aprimoramento das respostas institucionais à violência de gênero.

Representantes do grupo Pandora participam do segundo dia do III CIVIGE. Foto: STM

As palestrantes explicaram que o instrumento foi desenvolvido ao longo de quatro anos de pesquisa e validação técnica, com o objetivo de identificar condutas de violência psicológica, como perseguição, isolamento e ameaças, além dos impactos dessas situações na vida das vítimas. Nesse sentido, destacaram que o IAVP contribui para preencher lacunas no sistema de justiça, tornando a identificação da violência mais precisa e fundamentada.

Membros do grupo Pandora detalham o instrumento IAVP. Foto: STM

Outro ponto enfatizado foi o potencial do instrumento na prevenção do feminicídio. Ao permitir a detecção precoce da violência psicológica, o IAVP funciona como uma ferramenta estratégica para intervenção antecipada, ampliando as possibilidades de proteção das mulheres.

Dr.ª Alice Bianchini (Advogada). Foto: STM

 

Dr.ª Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP). Foto: STM

 

Dr.ª Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Foto: STM

 

Representantes do Pandora e Aurora se reúnem no palco do CIVIGE. Os dois grupos trabalharam juntos na digitalização do IAVP. Foto: STM

 

Foto: STM

Sistema de justiça e múltiplas vulnerabilidades

O Painel 5 trouxe reflexões sobre a atuação do sistema de justiça diante de vítimas em situação de múltiplas vulnerabilidades.

Painel 5: O SISTEMA DE JUSTIÇA: ABORDAGENS PARA AS VÍTIMAS COM MÚLTIPLAS VULNERABILIDADES. Foto: STM

A juíza Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do STM)  destacou a necessidade de uma abordagem integral, que considere fatores sociais, econômicos e culturais que impactam diretamente a experiência das vítimas. Em sua fala, ressaltou a importância do preparo dos profissionais e do compromisso do Estado com políticas públicas alinhadas a diretrizes internacionais.

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Foto: STM

Na mesma linha, a Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE) apresentou iniciativas práticas desenvolvidas pelo Ministério Público de Sergipe, como o projeto “Maria da Penha nas Escolas”. A ação busca promover conscientização desde a educação básica, por meio de materiais educativos, palestras e ações de incentivo à leitura sobre o tema.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE), Dr.ª Safira Maria de Figueredo (Juíza Corregedora da Justiça Militar da União) e Dr.ª Amini Haddad. Foto: STM

 

Foto: STM

Acesso à justiça e interseccionalidade

O Painel 6 aprofundou o debate sobre o acesso à justiça, com foco nas desigualdades enfrentadas por mulheres negras.

Painel 6: A ATUAÇÃO DA ADVOCACIA NA GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA. Foto: STM

A professora Rosane Teresinha Carvalho Porto (Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ)  destacou a importância de incorporar a perspectiva interseccional nas pesquisas e práticas jurídicas, evidenciando como fatores como raça e gênero impactam o acesso a direitos. 

Dr.ª Rosane Teresinha Carvalho Porto (Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ). Foto: STM

Já a advogada Nildete Santana (Diretora de Mulheres da OAB/DF) reforçou que o acesso à justiça deve ser compreendido como um direito à dignidade, indo além de uma visão formal do sistema jurídico e buscando garantir proteção efetiva às mulheres em contextos de maior vulnerabilidade.

A Dr.ª Nildete Santana participou do painel 6 como painelista, enquanto a Dr.ª Alice Bianchini atuou como presidente de mesa. Foto: STM

 

Dr.ª Rosane Teresinha, Dr.ª Alice Bianchini e Dr.ª Nildete Santana participam do painel 6. Foto: STM

Comparação internacional: Brasil e Portugal no enfrentamento à violência

O Painel 7 trouxe uma análise comparada entre a legislação brasileira e portuguesa sobre violência doméstica.

Painel 7: LEI MARIA DA PENHA: ANÁLISE COMPARADA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA X LEGISLAÇÃO PORTUGUESA. Foto: STM

A professora Sandra Tavares (Faculdade Católica Portuguesa | Porto)  apresentou a estrutura jurídica de Portugal. A professora destacou o detalhamento das condutas que configuram o crime de violência doméstica. 

A Dr.ª Sandra Tavares (Professora de Direito da Faculdade Católica Portuguesa | Porto) participou do CIVIGE via videoconferência. Foto: STM

Em paralelo, a juíza Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do STM) abordou a evolução da legislação brasileira, com destaque para a Lei Maria da Penha e para o papel das medidas protetivas de urgência. Também ressaltou a importância da coleta e análise de dados, especialmente no contexto da violência psicológica, como estratégia de prevenção ao feminicídio.

Dr.ª Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Dr.ª Bárbara Lívio e Dr. Miguel Dunshee de Abranches Fiod (Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF) ao final do painel 7. Foto: STM

América Latina: educação, dados e atuação institucional

O Painel 8 ampliou o debate para o contexto latino-americano, reunindo perspectivas educativas e jurídicas.

Painel 8: A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMÉRICA LATINA. Foto: STM

O especialista Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil)  destacou o papel da educação no enfrentamento à violência de gênero, com iniciativas que utilizam arte, jogos e metodologias inclusivas para promover o empoderamento feminino. Além disso, enfatizou a importância de envolver meninos desde cedo na construção de uma cultura de respeito e equidade.

 

Dr.ª Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil). Foto: STM

 

A Dr.ª Raissa Vernay (Assessora de Relações Institucionais) atuou como presdiente de mesa no painel 8. Foto: STM

Já a procuradora Ivana Farina Navarrete Pena (Ministério Público de Goiás – MPGO)  ressaltou que o sistema de justiça, isoladamente, não é suficiente para enfrentar o problema, sendo necessário investimento em políticas públicas e orçamentos adequados. Também destacou a importância da aplicação prática de protocolos com perspectiva de gênero e o avanço de diversos países da região na adoção dessas diretrizes.

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO). Foto: STM

 

Dr.ª Santiago Plata, Dr.ª Ivana Farina e Dr.ª Raissa Vernay. Foto: STM

Encerramento reforça atuação em rede e foco na ação prática

O encerramento do segundo dia contou com a participação de Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). 

Encerramento do 2º dia: 20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: POLÍTICAS PÚBLICAS E REDES DE ATENDIMENTO. Foto: STM

Em sua fala, destacou a importância da atuação em rede no enfrentamento à violência de gênero. Também enfatizou a necessidade de levar o conhecimento técnico para além dos espaços institucionais, alcançando mulheres em diferentes contextos sociais. Também reforçou a importância de transformar debates em ações concretas, citando iniciativas como exposições itinerantes em espaços públicos para sensibilização da sociedade.

Dr.ª Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional). Foto: STM

A Dr.ª Marta exaltou o papel das parcerias institucionais na ampliação do alcance das políticas de prevenção.

Dr.ª Marta Livia Suplicy e Dr. José Macêdo. Foto: STM

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Ministra Maria Elizabeth Rocha, realizou o encerramento do evento agradecendo às autoridades e participantes presentes. Ela destacou que o congresso não foi apenas um encontro, mas um espaço vital para o debate, a reflexão e a construção de soluções inovadoras ancoradas em princípios de justiça.

Ministra Maria Elizabeth Rocha (Presidente do Superior Tribunal Militar). Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha conduz o encerramento da terceira edição do CIVIGE. Foto: STM

 

Ministra Maria Elizabeth Rocha. Foto: STM

 

Foto: STM

Assista às palestras do segundo dia

▶️ Todas as palestras do segundo dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=X3ABK6a_D3k&t=1793s

Auditório do Superior Tribunal Militar (STM). Foto: STM
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Eventos Não Violência à Mulher

III CIVIGE: primeiro dia do congresso destaca tecnologias, políticas públicas e atuação intersetorial no enfrentamento à violência de gênero

No dia 16 de março, teve início o III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero: ações estratégicas, políticas públicas e tecnologias (III CIVIGE), realizado em Brasília, no auditório do Superior Tribunal Militar. O evento também contou com transmissão online pela plataforma Zoom, ampliando o alcance das discussões.

A programação do primeiro dia reuniu autoridades, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas para debater caminhos concretos no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com destaque para o papel da tecnologia, do Judiciário e da produção científica.

Abertura institucional destaca avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero

Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo realiza abertura do III CIVIGE. Foto: STM

A abertura do evento foi conduzida pelo vice-presidente do STM, Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo, que ressaltou a relevância do congresso no fortalecimento das instituições e das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Ministro Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo. Foto: STM

Na sequência, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, trouxe uma reflexão ampla sobre os avanços e desafios no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. Em sua fala, destacou o simbolismo da realização do congresso no Superior Tribunal Militar, mencionando marcos históricos relacionados à presença feminina em espaços de poder.

Ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Foto: STM

Márcia Lopes ressaltou o reconhecimento internacional da Lei Maria da Penha como referência global, enfatizando seu papel na transformação da violência doméstica de uma questão privada para uma violação de direitos humanos que exige resposta firme do Estado. 

A ministra ainda abordou a importância da solidariedade entre mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, e reforçou a necessidade de políticas públicas intersetoriais, envolvendo áreas como saúde, educação e cultura. Por fim, mencionou iniciativas como o Ligue 180 e o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio como instrumentos fundamentais nessa agenda.

Conferência de abertura reforça cooperação internacional e representatividade

A conferência de abertura contou com a participação do Prof. José Macêdo, coordenador do Insight Data Science Lab, e da embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies.

Sophie Davies, Embaixadora da Austrália, e José Macêdo, coordenador do Insight Lab, durante a conferência de abertura do CIVIGE 2026. Foto: STM

 

Prof. José Macêdo, durante a conferência de abertura do III CIVIGE. Foto: STM

 

Embaixadora da Austrália, Sophie Davies. Foto: STM

Durante sua fala, Sophie Davies destacou a importância da representatividade feminina ao mencionar sua trajetória como a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixadora da Austrália no Brasil em 80 anos.

A embaixadora também reforçou o compromisso internacional com a promoção dos direitos de mulheres e meninas, destacando o enfrentamento à violência de gênero como uma pauta global. Além disso, compartilhou aspectos do contexto australiano.

Tecnologia e direito em foco no enfrentamento à violência

O Painel 1, dedicado às tecnologias e políticas públicas no enfrentamento à violência de gênero, reuniu especialistas para discutir o papel da inovação e do direito nesse contexto.

Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas (Juiz Auxiliar da Presidência) preside o painel 1. Foto: STM

O Prof. José Macêdo destacou que a tecnologia deve ser compreendida como uma ferramenta a serviço das políticas públicas e do cuidado humano, e não como um fim em si mesma. Em sua abordagem, enfatizou a necessidade de integrar soluções tecnológicas a estratégias mais amplas de proteção, prevenção e resposta à violência, sem substituir a escuta qualificada e o atendimento humanizado. Também alertou para os riscos associados ao uso de inteligência artificial, especialmente no que diz respeito à reprodução de vieses algorítmicos que podem perpetuar desigualdades existentes.

Já o professor Hélio Gustavo Alves trouxe uma perspectiva jurídica e social, destacando a importância de ações imediatas para garantir a segurança das vítimas. Em sua fala, abordou direitos trabalhistas ainda pouco conhecidos, como o artigo 473 da CLT, que prevê a possibilidade de a mulher vítima de violência trabalhar em casa ou se afastar do trabalho por até 6 meses com remuneração garantida.

O Dr. Hélio Gustavo Alves participou do III CIVIGE. Foto: STM

O palestrante também ressaltou que, embora o Brasil possua avanços normativos importantes, há um grande desconhecimento desses direitos por parte das mulheres, o que evidencia a necessidade de maior divulgação e conscientização.

Judiciário e acesso à justiça com perspectiva de gênero

O Painel 2 abordou as transformações do Judiciário no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Um dos pontos debatidos foi a importância de uma atuação mais sensível às questões de gênero.

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar) preside o painel 2. Foto: STM

A juíza Patrícia Sant’Anna destacou a relevância da Resolução 492 do CNJ, que institui o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero, como um instrumento fundamental para garantir decisões mais justas e contextualizadas. Em sua fala, apresentou exemplos práticos da Justiça do Trabalho envolvendo casos de discriminação e violência, evidenciando a necessidade de responsabilização institucional.

Dr.ª Patrícia Sant’Anna (Juíza do Trabalho do TRT 12). Foto: STM

A especialista Teresa Cristina Cabral Santana reforçou a importância de fortalecer a articulação entre o Judiciário e a rede de enfrentamento, destacando que o acesso à justiça deve ser qualificado e livre de revitimização. 

A Dr.ª Teresa Cristina apontou a Lei Maria da Penha e diretrizes internacionais como pilares fundamentais para orientar a atuação institucional.

Dr.ª Teresa Cristina Cabral Santana (Ouvidoria da Secretaria-Geral da Presidência do TSE). Foto: STM

Pesquisa científica como base para políticas públicas

O Painel 3 evidenciou o papel da pesquisa científica na formulação de políticas públicas mais eficazes.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Jaquelline Santos Silva (Juíza-Auxiliar da Presidência) e Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM

A pesquisadora Maria Teresa Prado apresentou dados que revelam um cenário preocupante no Brasil, marcado pelo desconhecimento sobre a Lei Maria da Penha e pela baixa adesão a medidas protetivas. Em sua análise, destacou que, embora a lei seja amplamente conhecida pelo nome, muitas mulheres não compreendem seus mecanismos de proteção, o que impacta diretamente na busca por ajuda. A congressista enfatizou ainda a importância de dados qualificados para orientar decisões públicas baseadas em evidências.

Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal). Foto: STM

Já a procuradora Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues enfatizou a necessidade de institucionalizar políticas públicas, reduzindo a dependência de iniciativas individuais e garantindo maior continuidade e efetividade das ações.

Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues (Procuradora do Estado de Goiás). Foto: STM

Também reforçou a importância de ampliar o conhecimento das vítimas sobre seus direitos e de utilizar diagnósticos e indicadores para aprimorar estratégias de enfrentamento à violência.

Da esquerda para a direita: Dr.ª Maria Teresa Prado, Dr.ª Jaquelline Santos Silva e Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues. Foto: STM

Ações intersetoriais e uso de dados no enfrentamento à violência

O Painel 4 trouxe discussões sobre estratégias práticas e intersetoriais no enfrentamento à violência de gênero.

Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel (Desembargadora e Juíza Auxiliar da Presidência) preside o painel 4. Foto: STM

O delegado Sérgio Bautzer compartilhou sua experiência no atendimento a casos de violência doméstica. Ele destacou a importância de procedimentos iniciais que garantam segurança e acolhimento às vítimas, como a separação imediata do agressor e a avaliação da necessidade de atendimento médico. Também abordou a complexidade dos diferentes tipos de violência previstos na legislação brasileira.

Dr. Sérgio Bautzer (Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF). Foto: STM

O juiz Tiago Dias da Silva destacou o papel do monitoramento eletrônico e da análise de dados na prevenção de feminicídios. Também chamou atenção para os desafios enfrentados em regiões do interior, onde os índices de violência têm crescido.

Dr. Tiago Dias da Silva (Juiz de Direito do TJCE)

O Dr. Tiago Dias defende que a aplicação de tornozeleiras não deve se limitar a apenas 1% dos casos, pois isso negaria segurança a uma porcentagem muito maior de mulheres em risco.

Da esquerda para a direita: Dr. Sérgio Bautzer, Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel e Dr. Tiago Dias da Silva. Foto: STM

Encerramento destaca cooperação multissetorial e foco na mudança de comportamento

O encerramento do primeiro dia foi marcado por reflexões sobre a necessidade de ampliar as estratégias de enfrentamento à violência de gênero, com foco na cooperação entre diferentes setores e territórios.

A pesquisadora Michelle de Souza Gomes Hugill destacou a importância de direcionar ações também para os homens, responsáveis pela maioria dos casos de violência, defendendo a criação de estratégias voltadas à mudança de comportamento.

Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill (Servidora do TJSC, requisitada para atuar no CNJ). Foto: STM

 

A especialista Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional)  abordou os desafios de atuação em regiões de fronteira, ressaltando a necessidade de integração entre diferentes instituições e setores da sociedade.

Dr.ª Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional). Foto: STM

Já a Secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, enfatizou a importância do acolhimento humanizado e da atuação intersetorial, debatendo iniciativas como grupos reflexivos para homens agressores como caminhos promissores para a redução da reincidência.

Dr.ª Sheila de Carvalho (Secretária Nacional de Acesso à Justiça). Foto: STM

 

Dr. José Macêdo, Dr.ª Sheila de Carvalho, Dr.ª Victória Pedro Corrêa e Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill. Foto: STM

Galeria: 1º dia do III CIVIGE

Assista às palestras do primeiro dia

Todas as palestras do primeiro dia do III CIVIGE estão disponíveis no canal oficial do STM no YouTube:

🔗 STM ao vivo: III Congresso de Internacional sobre Violência de Gênero – 16/03/2026

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III CIVIGE reúne especialistas para debater violência de gênero em Brasília

Estamos cada vez mais próximos da realização do III Congresso Internacional sobre Violência de Gênero: ações estratégicas, políticas públicas e tecnologias (III CIVIGE). Em 2026, o evento será realizado em Brasília (DF), no Auditório do Superior Tribunal Militar (STM), reunindo pesquisadores(as), profissionais, gestores(as) públicos(as) e representantes da sociedade civil em um espaço qualificado de diálogo e reflexão sobre o enfrentamento à violência de gênero.

Idealizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pelo Departamento de Computação da UFC e pelo Insight Data Science Lab, o congresso chega à sua terceira edição ampliando o alcance dos debates interdisciplinares e internacionais. Esta edição é realizada em parceria com o Insight Lab, Insight Aurora, a UFC, o STM e o Observatório Pró-Equidade do STM.

O III CIVIGE também marca um momento simbólico: em 2026, celebram-se os 20 anos da Lei Maria da Penha, um dos principais marcos legais na proteção dos direitos das mulheres no Brasil e referência internacional no enfrentamento à violência doméstica.

Lideranças femininas 

Entre as grandes apoiadoras desta edição está a ministra Maria Elizabeth Rocha, que preside o Superior Tribunal Militar. Sua presença e apoio ao evento representam mais do que uma parceria institucional: simbolizam a ocupação de espaços de liderança por mulheres em ambientes historicamente masculinos.

Maria Elizabeth Rocha tornou-se a primeira mulher a presidir o STM em 217 anos de história da instituição. Ao apoiar iniciativas como o CIVIGE, a ministra reafirma seu compromisso com o debate público e com a construção de políticas e estratégias que contribuam para o enfrentamento da violência de gênero.

Outro nome fundamental para a realização do evento é o da Dr.ª Amini Haddad, coordenadora do Observatório Pró‑Equidade do Superior Tribunal Militar. À frente do observatório, Amini Haddad tem atuado no fortalecimento de ações institucionais voltadas à equidade e à promoção de ambientes mais justos e inclusivos.

Um evento idealizado no Ceará

O CIVIGE foi idealizado pelos professores José Macêdo e Rebeca Quezado, que também integram a comissão organizadora do III CIVIGE. Ambos estiveram à frente da criação do congresso e da realização das duas primeiras edições do evento.

Desde sua concepção, o congresso nasceu com a proposta de aproximar diferentes áreas do conhecimento (incluindo direito, políticas públicas, tecnologia e ciência de dados) para discutir caminhos concretos de enfrentamento às violências de gênero.

Conhecimento que pode transformar e salvar vidas

Ao reunir especialistas de diferentes áreas, o CIVIGE busca promover discussões capazes de gerar impacto real na sociedade. Debates sobre políticas públicas, estratégias institucionais e o uso de tecnologias podem contribuir, por exemplo, para o desenvolvimento de sistemas de apoio a vítimas, aprimoramento de mecanismos de denúncia e fortalecimento de redes de proteção.

Na prática, iniciativas discutidas em eventos como o CIVIGE podem influenciar ações que ajudam mulheres a identificar situações de violência doméstica, psicológica ou patrimonial, acessar canais de denúncia e encontrar apoio institucional com mais rapidez e segurança.

Assim, o congresso se consolida como um espaço importante para construir soluções que conectam conhecimento acadêmico, atuação institucional e compromisso social.

Participe do III CIVIGE

Pesquisadores(as), profissionais, estudantes e todas as pessoas interessadas no enfrentamento à violência de gênero estão convidadas a acompanhar o III CIVIGE

O evento será realizado presencialmente em Brasília (DF) e também contará com transmissão ao vivo, permitindo que participantes de diferentes regiões acompanhem as discussões e atividades do evento.

📅 Data: 16 e 17 de março
📍 Local: Auditório do Superior Tribunal Militar – Setor de Autarquias Sul, Quadra 01, Edifício-Sede, Bloco B – Brasília/DF
🕒 Horário: das 14h30 às 18h30, nos dois dias de evento
▶️ Transmissão do evento pela Plataforma ZOOM: https://us02web.zoom.us/j/84707191792 

O evento contará com emissão de certificado (8h/a) para participantes presenciais e virtuais.

👉 Garanta sua participação e faça sua inscrição no evento:
Inscreva-se no III CIVIGE 

 

Programação

Logo abaixo, você pode conferir a programação completa do evento.

Também é possível baixar o arquivo oficial da programação no link: https://www.insightlab.ufc.br/wp-content/uploads/2026/03/Programacao-Oficial-CIVIGE_Brasilia-Marco-de-2026_.pdf 

 

1º DIA – 16/03/2026 (segunda-feira)

 

14h30 | Abertura e palavras de boas-vindas

Ministra Maria Elizabeth Rocha (Presidente do Superior Tribunal Militar)

Ministra Márcia Helena Carvalho Lopes (Ministério das Mulheres)

 

15h | Conferência de abertura

Presidente: Dr. José Macêdo (Insight Data Science Lab da

Universidade Federal do Ceará)

Sophie Davies (Embaixadora da Austrália no Brasil)

 

15h30 | Painel 1

TECNOLOGIAS E POLÍTICAS PÚBLICAS NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Presidente: Dr. Flávio Henrique Albuquerque de Freitas (Juiz Auxiliar da Presidência)

Dr. José Macêdo (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Dr. Hélio Gustavo Alves (Advogado)

 

16h | Painel 2

AS TRANSFORMAÇÕES DO JUDICIÁRIO FRENTE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E MENINAS

Presidente: Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar)

Dr.ª Teresa Cristina Cabral Santana (Ouvidoria da Secretaria-Geral da Presidência do TSE)

Dr.ª Patrícia Sant’Anna (Juíza do Trabalho do TRT 12)

 

16h30 | Painel 3

O PAPEL DA PESQUISA CIENTÍFICA COMO PILAR PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Presidente: Dr.ª Jaquelline Santos Silva (Juíza-Auxiliar da Presidência)

Dr.ª Maria Teresa Prado (Coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência (OVM) do Senado Federal)

Dr.ª Carla Pinheiro Bessa Von Bentzen Rodrigues (Procuradora do Estado de Goiás)

 

17h | Painel 4

AÇÕES ESTRATÉGICAS INTERSETORIAIS PARA A AUTONOMIA E PROTEÇÃO DAS MULHERES E MENINAS

Presidente: Dr.ª Tânia Regina Silva Reckziegel (Desembargadora e Juíza Auxiliar da Presidência)

Dr. Sérgio Bautzer (Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF)

Dr.ª Silvia Souza (Coordenadora de Promoção da Mulher da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal)

 

17h30 | Encerramento

PROJETOS MULTITERRITORIAIS: NOVAS FRONTEIRAS PARA O ENFRENTAMENTO DAS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES E MENINAS

Dr. Tiago Dias da Silva (Juiz de Direito do TJCE)

Dr.ª Michelle de Souza Gomes Hugill (Servidora do TJSC, requisitada para atuar no CNJ)

Dr. André Machado Cavalcanti (Juiz do Trabalho do TRT 13)

Dr.ª Victória Pedro Corrêa (Coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu Binacional)

 

2º DIA – 17/03/2026 (terça-feira)

 

14h30 | Apresentação Insight Aurora

Dr.ª Rebeca Sabóia Quezado (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Luiza Manoela Silva (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Sandra Lemos (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Beatriz Fernandes (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Cibelly Sousa (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

Gabriela Ferreira (Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará)

 

15h | Apresentação Grupo Pandora – Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP)

Dr.ª Alice Bianchini (Advogada)

Dr.ª Valéria Scarance (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP)

Dr.ª Karen Netto (Psicóloga Forense)

Dr.ª Arielle Sagrillo Scarpati (Psicóloga)

Dr.ª Ivana Battaglin (Promotora de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul – MPRS)

Dr.ª Lisieux Telles (Psiquiatra Forense)

Dr.ª Marcela Novais Medeiros (Psicóloga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Dr.ª Tamyres Tomas Paiva (Psicóloga)

Dr.ª Vivian Pares Days (Psiquiatra Forense)

 

15h30 | Painel 5

O SISTEMA DE JUSTIÇA: ABORDAGENS PARA AS VÍTIMAS COM MÚLTIPLAS VULNERABILIDADES

Presidente: Dr.ª Safira Maria de Figueredo (Juíza Corregedora da Justiça Militar da União)

Dr.ª Amini Haddad (Juíza Auxiliar e Coordenadora do Observatório Pró-Equidade do Superior Tribunal Militar)

Dr.ª Verônica Lazar (Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe – MPSE)

 

16h | Painel 6

A ATUAÇÃO DA ADVOCACIA NA GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA 

Presidente: Dr. Fábio Zech (Advogado)

Dr.ª Rosane Teresinha Carvalho Porto (Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS – UNIJUÍ)

Dr.ª Nildete Santana (Diretora de Mulheres da OAB/DF)

 

16h30 | Painel 7

LEI MARIA DA PENHA: ANÁLISE COMPARADA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA X LEGISLAÇÃO PORTUGUESA

Presidente: Dr. Miguel Dunshee de Abranches Fiod (Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF)

Dr.ª Sandra Tavares (Professora de Direito da Faculdade Católica Portuguesa | Porto)

Dr.ª Bárbara Lívio (Juíza Auxiliar do Superior Tribunal Militar)

 

17h | Painel 8

A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMÉRICA LATINA

Presidente: Dr.ª Raissa Vernay (Assessora de Relações Institucionais)

Dr.ª Santiago Plata (Gerente de Educação da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil)

Dr.ª Ivana Farina Navarrete Pena (Procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás – MPGO)

 

17h30 | Encerramento

20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: POLÍTICAS PÚBLICAS E REDES DE ATENDIMENTO

Dr.ª Soraya Santos (Deputada Federal pelo Rio de Janeiro)

Dr.ª Marta Livia Suplicy (Presidente da Virada Feminina Internacional)

Dr.ª Margareth Buzetti (Senadora pelo Mato Grosso)

Dr.ª Renata d’Aguiar (Subsecretária de Promoção das Mulheres Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal)

Dr.ª Claudia Patricia de Luna (Vice-Presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB / SP)

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Eventos Inovação UFC

Coordenador do Insight Lab é homenageado pela ABIN durante seminário sobre Inteligência e Soberania Digital

O coordenador do Insight Lab e professor do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Prof. José Macêdo, foi homenageado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) com o diploma Valora Destaque, durante o seminário “Diálogos ABIN – Inteligência e Soberania Digital”, realizado nesta terça-feira (03), em Brasília (DF).

A honraria reconhece o papel estratégico exercido pelo pesquisador na condução do desenvolvimento do msg gov, aplicativo de comunicação segura destinado a agentes públicos, concebido pela ABIN e implementado por meio de parceria com a UFC.

A entrega ocorreu durante a programação comemorativa dos 26 anos de criação da ABIN e do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

UFC como parceira estratégica no desenvolvimento do msg gov

Prof. José Macêdo durante a cerimônia de 26 anos da ABIN em Brasília

O reconhecimento ao Prof. José Macêdo destaca o esforço conjunto conduzido dentro da UFC, envolvendo o Departamento de Computação, o Insight Data Science Lab, coordenado pelo Prof. José Macedo e o Grupo de Redes de Computadores, Engenharia de Software e Sistemas (GREat), coordenado pela Profa. Rossana Andrade.

A universidade, por meio dessas três frentes, é responsável por toda a implementação tecnológica do aplicativo, executada no contexto de um Termo de Execução Descentralizada firmado entre ABIN e UFC.

Durante sua fala, o Prof. Macêdo destacou o caráter colaborativo da iniciativa e o impacto estratégico do projeto:

“Destaco que este é um projeto de pesquisa e desenvolvimento envolvendo a ABIN, a UFC e o SERPRO, onde professores pesquisadores, alunos de doutorado, mestrado e graduação estão envolvidos no projeto. Vejo o msg gov como um importante passo para garantir a soberania digital e proteção de dados do Governo Brasileiro. Além do impacto tecnológico, estamos formando capital humano para desenvolvimento de tecnologia nacional.”

Como foi o evento da ABIN

O seminário Diálogos ABIN, que reuniu cerca de 200 participantes, trouxe como tema central “Inteligência e soberania digital: autonomia estratégica na competição entre grandes potências”. A programação incluiu:

  • Abertura institucional – Com falas de Pedro Pontual (Casa Civil), Luiz Fernando Corrêa (diretor-geral da ABIN), e representantes da Escola de Inteligência (Esint) e do Cepesc.
    Durante a abertura, foi ressaltado que o msg gov cumpre o decreto que delega à ABIN a responsabilidade de disponibilizar ferramentas de comunicação segura para o Sisbin.

  • Apresentação oficial do msg gov
    Antes das mesas de debate, o público assistiu à demonstração do aplicativo, com explicações sobre suas funcionalidades e sobre a parceria entre ABIN, UFC e Serpro.

  • Mesas de debate
    O evento contou com três mesas temáticas: 
  1. “Inteligência e soberania digital: desafios e perspectivas para o Brasil”
    Com representantes do MGI, LNCC, MCTI e ABIN.

  2. “Desafios de Inteligência para a autonomia estratégica do Brasil”
    Painel que marcou o lançamento da publicação Desafios de Inteligência – edição 2026.

  3. “Modernização da Inteligência e o papel das escolas do Sistema Brasileiro de Inteligência”
    Debate sobre formação, capacitação e modernização das instituições ligadas ao Sisbin.

  • Entrega do diploma Valora Destaque
    Prof. José Macêdo recebe o diploma Valora Destaque, concedido pela ABIN

    A cerimônia reconheceu quatro personalidades de destaque. Entre elas, o Prof. José Macêdo, agraciado “pelo compromisso incansável no projeto de desenvolvimento do aplicativo msg gov”.

O que é o msg gov?

O msg gov é uma plataforma de comunicação segura criada para uso de agentes públicos. Seus recursos incluem:

  • envio e recebimento de mensagens de texto e multimídia;

  • chamadas de voz e vídeo;

  • criação de grupos;

  • compartilhamento de arquivos e documentos.

Seu grande diferencial é o uso da criptografia de Estado, tecnologia desenvolvida pela ABIN para proteger informações estratégicas e comunicações sensíveis do governo brasileiro.

O sistema possui arquitetura federada, o que reforça sua resiliência, impossibilitando que seja derrubado ou comprometido por centralização excessiva.

A solução foi construída por meio de uma cooperação entre ABIN, que lidera e fornece a criptografia, UFC, responsável pelo desenvolvimento técnico, e Serpro, responsável pela infraestrutura de nuvem governamental.

O papel da universidade na soberania digital

Com a participação no projeto e o reconhecimento ao Prof. Macêdo, a UFC reafirma a importância da pesquisa acadêmica na construção de soluções estratégicas para o Estado brasileiro.

A atuação coordenada entre Insight Lab, GREat e o Departamento de Computação demonstra como as universidades públicas podem contribuir diretamente para segurança, soberania digital e inovação tecnológica no país.

 

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Vagas

Projeto FCPC/UFC atualiza cronograma da seleção para Dev. Python

A coordenação do Projeto FCPC/UFC publicou a Retificação 01 do Edital nº 10/2025, que altera a cláusula 7ª e atualiza o cronograma do processo seletivo para a vaga de Analista – Desenvolvedor Python. A mudança ajusta as datas das etapas de seleção.

De acordo com a coordenação, o processo seletivo segue estruturado em duas fases principais: análise curricular e entrevista online com os candidatos pré-selecionados.

Novo cronograma do processo seletivo

Conforme a retificação, o calendário passa a ser o seguinte:

  • Envio de currículos: 12/11/2025 a 17/11/2025, às 08h
  • Análise dos currículos (Fase 1): até 18/11/2025
  • Resultado da pré-seleção: até 19/11/2025
  • Entrevista online para os aprovados na pré-seleção (Fase 2): 21/11/2025 e 24/11/2025
  • Resultado final: 25/11/2025
  • Entrega da documentação: 27/11/2025, até às 14h

A coordenação reforça que a retificação deve ser consultada pelos candidatos para garantir o correto acompanhamento das etapas e prazos do processo.

Acesso ao documento

A Retificação 01 está disponível no link: insightlab.ufc.br/wp-content/uploads/2025/11/Retificacao-No-1-do-edital-No-10_2025-UFC-FCPC.pdf

Para esclarecimento de dúvidas ou informações adicionais, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail: jobs@insightlab.ufc.br.

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Ceará Eventos

Fortaleza recebe BRACIS & SBBD 2025 com apoio do Insight Lab

Entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro de 2025, Fortaleza (CE) se tornou palco de um dos encontros mais importantes da computação no Brasil: as conferências co-realizadas BRACIS (35ª Conferência Brasileira de Sistemas Inteligentes) e SBBD (40º Simpósio Brasileiro de Banco de Dados), junto dos eventos satélites ENIAC, STIL, WESAAC, KDMiLe e BSB.

Como membro ativo da comunidade acadêmica de ciência de dados, inteligência artificial e banco de dados, o Insight Lab assumiu um papel estratégico durante toda a jornada. Além de patrocinador, os pesquisadores do Insight Lab, os professores José Macêdo, Lívia Almada, Regis Pires e Ticiana Linhares, também integraram a equipe de suporte acadêmico e organização local.

Com o encerramento do evento, é momento de celebrar os debates, as trocas de ideias e os frutos que emergem da nossa participação.

A relevância e tradição dos eventos

Os eventos co-locados nestes dias reúnem diferentes frentes de pesquisa em inteligência computacional, sistemas inteligentes, bancos de dados, técnicas de mineração de dados, aprendizado de máquina e áreas adjacentes. A concomitância de conferências como ENIAC, STIL, WESAAC, KDMiLe e BSB ampliou o escopo, promovendo interações multidisciplinares valiosas entre pesquisadores que, normalmente, atuam em comunidades distintas.

A execução conjunta permitiu maximizar a troca de conhecimentos: os participantes do BRACIS tiveram acesso a palestras, painéis e workshops do SBBD e vice-versa, fortalecendo a integração entre os campos de IA, mineração, bancos de dados e ciência de dados aplicada.

O papel do Insight Lab no planejamento, suporte e execução

Durante toda a fase preparatória, o Insight Lab esteve envolvido em decisões logísticas, de infraestrutura, comunicação e seleção de expositores locais. 

Ao longo dos quatro dias de evento, assumimos também o papel de suporte acadêmico: acolhendo palestrantes, auxiliando participantes, gerenciando a coordenação de sessões e oferecendo um ponto de contato operacional.

Como patrocinador, o Insight Lab contribuiu com recursos que ajudaram a viabilizar aspectos estruturais, como infraestrutura de rede, espaços para minicursos e organização dos workshops. Essa contribuição reafirma nosso compromisso com o avanço da comunidade científica nacional e em exaltar a pesquisa tecnológica desenvolvida no Ceará.

O encontro da pesquisa nacional e internacional

Entre os momentos mais esperados, destacaram-se as palestras ministradas por pesquisadores de instituições brasileiras, americanas, italianas e holandesas.

O BRACIS trouxe para o centro do palco os pesquisadores:

  • Sandra Avila (University of Campinas, Brasil)
    The Day I Discovered I Was Collaborating on a Eugenics Skin Cancer Project 

 

 

  • Thiago Serra (University of Iowa, EUA)
    Optimization Over Trained Neural Networks: What, Why, and How? 

 

 

  • Evangelos Papalexakis (University of California, EUA)
    It’s all about the latent structure: Tensor and graph methods for actionable insights 

 

Já o SBBD, trouxe para Fortaleza os pesquisadores:

  • Nicola Ferro (University of Padua, Itália)
    Experimental Evaluation in IR: Decades of Tradition not only to Steer Generative AI but also Quantum Computing 

 

 

  • Fábio Porto (LNCC, Brasil)
    Data Management Systems in the Age of Machine Learning 

 

 

 

  • Bernadette Farias (TNO, Holanda)
    Data Spaces Europeus: os catalizadores da Economia de Dados da UE 

 

 

 

Essas palestras trouxeram uma combinação valiosa de temas teóricos, práticos e de vanguarda, desde os desafios éticos e técnicos da IA, até métodos avançados para modelagem e implicações de sistemas de dados emergentes.

Trabalhos do Insight Lab no BRACIS & SBBD 2025

O Insight Lab também esteve presente com a apresentação de pesquisas desenvolvidas por seus professores, pesquisadores e bolsistas.

Os trabalhos apresentados refletiram a diversidade e a profundidade das nossas linhas de investigação, abordando desde detecção de anomalias em dados biomédicos até modelagem de dados em larga escala e aprendizado de máquina aplicado.

Lista de artigos, workshops e minicursos apresentados pelo Insight Lab:

  • Exploring Label Noise Reduction Techniques for Sleep Stage Classification Using Wearable Devices
    Autores: Maria Yohanne de Oliveira Moreira, Vinicius Cezar Monteiro de Lira, Lívia Cruz, José Antônio Macêdo.
    DOI: https://doi.org/10.5753/bresci.2025.248075 
  • Built to Breathe? Modeling Air Quality with Features of the Built and Natural Environment
    Autores: Lara Furtado, Nayara Gurjão, Nicolas Monteiro, Jose Edilson Silva Filho, Carlos Matheus Ferreira, Jarbas Silveira, Jorge Soares, José Antônio Macêdo.
    Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd_estendido/article/view/37610

  • Diffusion Models: An Accessible Introduction to the State of the Art in Data Generation
    Autores: Samir Braga Chaves, Vaux Sandino Diniz Gomes, José Antônio Fernandes de Macêdo, Regis Pires Magalhães, César Lincoln Cavalcante Mattos.
    Disponível em: https://books-sol.sbc.org.br/index.php/sbc/catalog/view/179/791/1547
     
  • GUISSE: A Graphical User Interface For Snippet Selection and Evaluation in Time Series Data
    Autores: Guilherme Fernandes, Lucas Gaspar, Lívia Cruz, Regis Magalhães,  José Macêdo.
    Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd_estendido/article/view/37576

  • Geo: A Visual Analytics Tool for Spatiotemporal Analysis
    Autores: José Florêncio Queiroz Neto, José Antônio Macêdo, Erick Lima Trentini, Samir Chaves e João Castelo Branco.
    Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd_estendido/article/view/37583 
  • Desigualdades Educacionais no Brasil: Uma Análise por Clusterização de Indicadores Educacionais e Desempenho Escolar
    Autores: Matheus L. de Melo Silva, Lívia Almada Cruz, Regis Pires Magalhães, Tatieures G. Pires, Rossana Maria de Castro Andrade, José Macedo.
    Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbbd/article/view/37235 
  • RS4: Restricted Search Space for Snippet Selection
    Autores: Guilherme Fernandes, Lucas Peres Gaspar, Lívia Almada Cruz, Regis Pires Magalhães, José Antonio Macêdo.
  • A Categorical Kalman Filter for Human Activity Recognition
    Autores: Diego Silva de França, Anselmo Pitombeira Neto, Lívia Almada Cruz, Jose Antonio Macêdo
  • Evaluation of Explainable Artificial Intelligence Methods for Deep Time Series Classification of Biosignals.
    Autores: Diego Sá, César Lincoln Cavalcante Mattos, Regis Pires Magalhães.
  • Text Style Transfer with Large Language Models: Enhancing Medical Anamnesis Transcriptions
    Autores: Yanna Gonçalves, Ticiana Linhares Coelho da Silva
    🏆 Este artigo ganhou o prêmio de Best Paper no Workshop de Trabalhos de Alunos de Graduação (WTAG). 

Perspectivas futuras

Com o encerramento do BRACIS & SBBD 2025, celebramos não apenas o sucesso de mais uma edição, mas também o início de novas etapas. Projetos, colaborações e descobertas que nasceram nesses quatro dias certamente seguirão repercutindo na comunidade científica.

O Insight Lab agradece a cada participante, palestrante, comitê e colaborador que tornou possível esta edição memorável. Seguimos adiante com o compromisso de continuar apoiando e produzindo ciência de ponta, em conexão constante com a comunidade nacional e internacional.

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Serviço público Transformação Digital

Insight Lab integra Comissão de Avaliação Externa da Reforma Administrativa

O Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi convidado para integrar a Comissão de Avaliação Externa da Proposta da Reforma Administrativa, iniciativa mobilizada pelo Movimento Pessoas à Frente. A Comissão reúne onze dos mais importantes centros de pesquisa em administração pública do Brasil, que, em conjunto, irão analisar as propostas apresentadas pelo Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados.

A Comissão tem como objetivo contribuir para a melhoria do Estado brasileiro, reunindo especialistas, acadêmicos e pesquisadores para avaliar temas centrais da Reforma Administrativa, como combate a privilégios, concursos públicos, vínculos temporários, gestão de desempenho, políticas para lideranças, transformação digital e qualidade do gasto público.

Instituições que integram a Comissão:

  • Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV – EAESP)

  • Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV – EBAPE)

  • Fundação João Pinheiro (FJP)

  • Fundação Dom Cabral (FDC)

  • Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP)

  • Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper (CGPP – Insper)

  • Laboratório de Gestão Governamental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (LabGov EACH – USP)

  • Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

  • Laboratório de Ciência de Dados (Insight Data Science Lab) da Universidade Federal do Ceará (UFC)

  • Núcleo de Pesquisas sobre Instituições, Políticas e Governo da Universidade Federal de Pernambuco (NIPG – UFPE)

  • Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol – UnB)

Um novo paradigma de gestão pública

Em entrevista concedida à Folha de São Paulo em agosto deste ano, Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente, destacou a importância da Reforma Administrativa para o fortalecimento do Estado:

“O movimento defende que uma boa proposta de reforma administrativa precisa criar um novo paradigma de gestão pública, colocando a gestão estratégica de pessoas no centro. Isso significa garantir que a qualidade dos serviços e das políticas públicas seja prioridade e que o Estado esteja fortalecido para cumprir seu papel de forma legítima, efetiva e alinhada ao interesse público.”

Jessika Moreira na Câmara dos Deputados durante reunião de debate sobre a Reforma Administrativa

Participar desse espaço de análise e debate posiciona o Insight Lab ao lado de algumas das instituições de maior impacto nacional. Isso reforça a importância de nossa atuação no cenário acadêmico e na formulação de políticas públicas.

A Comissão de Avaliação Externa representa um espaço fundamental de diálogo qualificado sobre os rumos da administração pública brasileira. Para o Insight Lab, participar dessa missão ao lado de instituições tão respeitadas é motivo de orgulho e uma oportunidade inestimável de colocar a ciência de dados a serviço de políticas públicas mais justas e efetivas.

A partir das reuniões e estudos do grupo, será elaborado um documento coletivo de análise da proposta da Reforma Administrativa, que será disponibilizado à sociedade, à imprensa e aos tomadores de decisão. O objetivo é assegurar que a discussão sobre a modernização do serviço público seja conduzida de forma técnica, transparente e baseada em evidências.

Com essa participação, o Insight Lab reforça sua missão de aproximar ciência, tecnologia e inovação dos grandes desafios nacionais, contribuindo para a construção de um Estado mais eficiente e orientado ao interesse público.

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Combate à violência de gênero Direitos humanos

Pesquisadores do Insight Lab ministram palestra no II ENOE

O Insight Data Science Lab, da Universidade Federal do Ceará, esteve presente no III Encontro Nacional Ouvir e Enfrentar (ENOE 2025), realizado de 20 a 22 de agosto em João Pessoa (PB). O evento reuniu especialistas de diversas áreas em torno de um objetivo comum: discutir caminhos para fortalecer as políticas públicas e o enfrentamento à violência contra a mulher.

Na ocasião, os pesquisadores Prof. Dr. José Macêdo e Profª Rebeca Quezado compartilharam resultados de estudos desenvolvidos no laboratório, destacando a pesquisa apresentada no livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”, obra científica premiada (Prêmio Juíza Viviane Vieira do Amaral – CNJ) que reúne reflexões e metodologias aplicadas ao tema. A apresentação deixou marcado como ciência de dados e tecnologia podem contribuir para compreender e prevenir casos de feminicídio. 

O encontro contou com cinco palestras no total, entre elas “Violência contra a mulher – Análise comparativa entre Portugal e Brasil”, ministrada virtualmente pela Profª Drª Sandra Tavares, docente da Universidade Católica Portuguesa, no Porto – Portugal.

Mais do que um espaço de divulgação científica, a participação do Insight no ENOE 2025 reforça o compromisso do laboratório em desenvolver pesquisas e tecnologias que respondem a questões sociais urgentes.

Sobre o ENOE

O Encontro Ouvir e Enfrentar tornou-se referência nacional ao promover diálogo entre ouvidorias, pesquisadores e instituições públicas. Em sua terceira edição, o evento contou com palestras, painéis e homenagens a mulheres que se destacam na defesa dos direitos de gênero.

O Insight Lab agradece à organização do ENOE 2025 pela oportunidade de contribuir com essa agenda fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Nosso agradecimento especial à Comissão Organizadora do ENOE 2025: Drª Herminegilda Leite Machado (Desembargadora Presidente do TRT13-Paraíba), Drª Rita Leite Brito Rolim (Desembargadora Vice-Presidente e Ouvidora do TRT13-Paraíba), Drª Poliana Sá, Drª Tânia Reckziegel, Drª Rosane Porto e DrªAna Carolina Campos Machado.

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📸 Confira a galeria de fotos que preparamos com os principais momentos da nossa participação no evento.

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Pesquisa

Insight Lab realiza visita institucional à OEI Brasil

No dia 18 de agosto de 2025, a equipe do Insight Data Science Lab esteve em Brasília/DF para uma visita institucional à Organização de Estados Ibero-americanos (OEI Brasil). A reunião ocorreu na sede da instituição e teve como objetivo fortalecer parcerias e apresentar iniciativas em andamento.

Representando o Insight Lab, estiveram presentes o Prof. Dr. José Macêdo, coordenador do laboratório, e a Drª Rebeca Quezado, pesquisadora do grupo. Ambos foram recebidos pelo Sr. Santiago Plata, Gerente da Área de Educação da OEI Brasil, que destacou a relevância de projetos que unem ciência, inovação e impacto social.

Sr. Santiago Plata e Prof. Dr. José Macêdo

Durante a visita, os pesquisadores compartilharam algumas das frentes de atuação do laboratório, com destaque para iniciativas ligadas a: direitos humanos, saúde preventiva, educação pública e segurança pública.

A reunião marcou um passo importante na construção de oportunidades de colaboração entre a UFC, por meio do Insight Lab, e a OEI Brasil, reforçando o compromisso mútuo com o desenvolvimento científico, social e educacional no Brasil e na região ibero-americana.

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Direitos humanos Eventos

Justiça e inclusão: Insight Lab reforça compromisso na 1ª audiência pública do Observatório Pró-Equidade do STM

O Insight Lab marcou presença na 1ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União (JMU), realizada nesta segunda-feira (18), no auditório do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília. O evento reuniu representantes de órgãos dos três Poderes, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e especialistas para debater práticas de inclusão e diversidade nas contratações públicas e ampliar o diálogo sobre diversidade, fortalecer a equidade e propor caminhos para que processos de contratação pública sejam cada vez mais inclusivos, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações).

Também esteve presente à audiência a Drª. Keide Lacerda de Assis, representante da Procuradoria Especial da Mulher do Senado (ProMul), que atua à frente de projetos voltados à promoção dos direitos das mulheres e ao enfrentamento das desigualdades de gênero. A ProMul é atualmente conduzida pela Senadora Zenaide Maia, Procuradora da Mulher do Senado, que tem se destacado na defesa de políticas públicas voltadas à equidade e à proteção dos direitos femininos.

Criado recentemente, o Observatório Pró-Equidade é uma iniciativa da gestão da ministra-presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, e tem coordenação da juíza-auxiliar da Presidência, Dra. Amini Haddad. Seu objetivo é ser um espaço de articulação institucional com a sociedade civil, voltado à formulação de estratégias que fortaleçam o letramento antirracista e a adoção de medidas concretas contra todas as formas de discriminação no âmbito da Justiça Militar da União.

Cerimônia de lançamento do Observatório da Equidade

Convidado para a audiência, o Insight Lab foi representado pelo Prof. Dr. José Macêdo e pela Drª. Rebeca Quezado, que acompanharam os debates organizados em blocos temáticos. A programação deu voz a diferentes grupos sociais, incluindo pessoas idosas, pessoas com deficiência, comunidades indígenas, quilombolas, população negra, comunidade LGBTQIAP+, migrantes e refugiados.

Prof. José Macêdo durante a Audiência
Drª. Keide Lacerda de Assis e Prof. Dr. José Antonio Fernandes de Macêdo

Durante a audiência, a ministra Maria Elizabeth Rocha destacou que o Estado deve atuar como agente transformador da sociedade, utilizando os processos de licitação e contratação como instrumentos de promoção da equidade. Já a coordenadora do Observatório, Dra. Amini Haddad, ressaltou a importância do caráter dialógico da iniciativa, que busca construir soluções coletivas a partir da diversidade de perspectivas.

Ao final do encontro, foi assinada uma carta de compromissos para a elaboração de um Guia Ético-Equitativo, que orientará gestores públicos na adoção de critérios inclusivos em contratações e políticas institucionais.

A participação do Insight Lab reafirma seu compromisso em contribuir com debates e iniciativas voltados à promoção da equidade, da inclusão e da justiça social em diferentes esferas da sociedade.

📺 A 1ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade está disponível no canal do STM no YouTube: Assista aqui

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